O STJ foi criado como 'Tribunal da Cidadania' para corrigir injustiças; o filtro de relevância ameaça essa missão fundamental. O conceito aberto de 'relevância' pode se tornar poder discricionário, com assimetria: dois terços negam, mas maioria simples fixa tese vinculante.
Filtro de relevância no STJ ameaça acesso à Justiça, alerta colunista
Cobertura Relacionada
A Bienal Internacional do Livro de Brasília retorna após quatro anos com entrada gratuita e tema 'Ler o Amanhã', reunind…
G1 · Aug 15 De servidora pública a prêmios internacionais: a história da chocolateira que conquistou o BrasilPriscila França deixou cargo público para criar fábrica artesanal de chocolates em São Paulo, que fatura R$ 1 milhão/ano…
G1 · Aug 15 Vídeos revelam comentários discriminatórios contra juiz indígena afastado de tribunalVídeos revelam comentários discriminatórios de advogados e servidores sobre juiz indígena afastado do cargo. Magistrado …
G1 · Aug 15 Merendeira é aplaudida em 'corredor' de alunos ao se aposentar após 30 anosMerendeira Dirce Maria Pereira dos Santos, 70 anos, se aposentou após 30 anos de dedicação e recebeu homenagem espontâne…
Viés e Enquadramento
Artigo critica o filtro de relevância do STJ como ameaça ao acesso à Justiça, argumentando que reduz a vocação da corte de proteger cidadania e cria poder discricionário.
Enquadramento de proteção de direitos: apresenta o filtro como ameaça ao acesso à Justiça e à vocação institucional do STJ, usando linguagem de defesa dos direitos dos cidadãos contra medidas restritivas.
Impacto Geopolítico
Emenda Constitucional 125/2022 no STJ ameaça acesso à Justiça ao instituir filtro de relevância que reduz proteção cidadã e inverte lógica de segurança jurídica.
Concentração de poder discricionário no STJ através de critério aberto de 'relevância'; assimetria institucional entre exigência de 2/3 para negar relevância versus maioria simples para fixar teses vinculantes; enfraquecimento do acesso cidadão à Justiça em favor de eficiência processual.
Paralelo com repercussão geral no STF, mas inadequado pois questões constitucionais são transcendentes por natureza, enquanto STJ tem missão de garantir respeito ao direito e lei para todos os cidadãos.
Lente Econômica
Emenda Constitucional 125/2022 institui filtro de relevância no STJ que pode reduzir acesso à Justiça e comprometer a proteção da cidadania, alertam críticos.
Cidadãos e pequenas empresas podem enfrentar dificuldades aumentadas para acessar o STJ, resultando em conflitos não resolvidos e maior insegurança jurídica. Custos de litígios podem aumentar para quem busca recursos especiais.
A regulamentação da EC 125/2022 cria risco de discricionariedade judicial na seleção de recursos. Pode haver pressão para reformas no sistema de justiça que abordem as causas raiz do excesso de processos, como uniformização de jurisprudência e aumento de recursos para o judiciário. Debate sobre o equilíbrio entre eficiência processual e acesso à justiça tende a intensificar-se.