Desistiu de colaborar antes da etapa final ser executada
Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã com retórica inflamada contra Israel por quase uma década, encontra-se agora em prisão domiciliar, acusado de ter concordado em colaborar com a inteligência israelense em um plano para desestabilizar e reconfigurar o poder em Teerã. A operação, tecida ao longo de anos e prevista para culminar em fevereiro de 2026, nunca chegou ao seu desfecho — o próprio Ahmadinejad teria recuado antes da etapa final. O caso ilumina a distância vertiginosa que pode existir entre a persona pública de um líder e os acordos que se formam nas sombras da geopolítica.
- Ahmadinejad, símbolo histórico da hostilidade iraniana a Israel, está detido em casa sob a acusação de ter aceitado colaborar com o Mossad — uma inversão que desafia décadas de narrativa oficial.
- O plano israelense era vasto: ataques militares, eliminação de lideranças, campanhas de influência e a extração do ex-presidente do país para reinstalá-lo como líder após uma guerra prevista para 2026.
- Uma conferência climática em Budapeste, em 2024, teria servido de cobertura para encontros secretos entre Ahmadinejad e agentes israelenses — revelação feita pelo próprio reitor da universidade anfitriã.
- A operação não foi concluída: Ahmadinejad recuou antes da fase decisiva, recusando-se a seguir colaborando, o que deixou o plano inacabado mas não apagou os rastros de sua participação.
- As autoridades iranianas investigam as alegações com base em fontes dos governos iraniano e americano, e as consequências para o ex-presidente já são concretas, mesmo sem julgamento concluído.
Mahmoud Ahmadinejad acordou em prisão domiciliar. A acusação contra ele é de uma ironia histórica quase inacreditável: o ex-presidente que durante anos proferiu discursos inflamados contra Israel teria concordado em colaborar com a inteligência israelense em um esquema para derrubar o regime iraniano e reinstalá-lo como líder. A reportagem foi publicada pelo The New York Times na segunda-feira, 13 de julho, com base em fontes dos governos iraniano e americano.
Segundo a investigação, o Mossad teria buscado recrutar Ahmadinejad como informante ao longo de anos, preparando-o gradualmente para assumir o comando do país. Um episódio documentado ocorreu em 2024, durante uma conferência sobre mudanças climáticas na Universidade Ludovika, em Budapeste. O reitor da instituição revelou que o evento teria servido de cobertura para encontros secretos entre o ex-presidente e agentes israelenses — informação que chegou até ele por meio de um membro do governo húngaro.
O plano era elaborado e sequenciado: combinava ataques militares, eliminação de lideranças iranianas, campanhas de influência política e operações de desestabilização interna. O clímax estava previsto para fevereiro de 2026, durante um conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, quando Ahmadinejad seria extraído do país e retornaria como novo líder.
Mas o plano não chegou ao fim. Antes da etapa decisiva, Ahmadinejad recuou e se recusou a continuar colaborando. A operação ficou inacabada. Ainda assim, os rastros foram suficientes: ele permanece confinado enquanto as autoridades iranianas investigam sua participação alegada. Para o homem que governou o Irã entre 2005 e 2013 e presidiu a retomada do enriquecimento de urânio, as consequências já são reais — mesmo que o desfecho planejado nunca tenha ocorrido.
Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã, acordou em prisão domiciliar. A acusação contra ele é extraordinária: colaboração com os serviços de inteligência israelenses em um esquema para derrubá-lo do poder e reinstalá-lo como líder fantoche. O The New York Times publicou a reportagem na segunda-feira, 13 de julho, citando fontes dos governos iraniano e americano.
O que as autoridades iranianas descobriram foi uma operação de longo prazo. Os agentes israelenses, segundo a investigação, haviam buscado recrutar Ahmadinejad como informante e, em seguida, prepará-lo para assumir o comando do país. A estratégia vinha sendo tecida há anos, com episódios específicos documentados. Um deles ocorreu em 2024, quando Ahmadinejad participou de uma conferência sobre mudanças climáticas na Universidade Ludovika, em Budapeste. O reitor da instituição, Gergely Deli, revelou que um membro do governo húngaro havia informado que o evento funcionaria como cobertura para encontros secretos entre o ex-presidente e agentes da inteligência israelense.
O plano era ambicioso e multifacetado. Combinava ataques militares diretos, eliminação de lideranças iranianas, campanhas de influência política e operações destinadas a ampliar a instabilidade interna do país. Cada etapa estava cuidadosamente sequenciada. O clímax estava marcado para fevereiro de 2026, durante o que as fontes descrevem como o início de uma guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Naquele momento, Ahmadinejad seria extraído do país pelas forças israelenses e retornaria posteriormente como novo líder iraniano.
O que torna a história ainda mais notável é que Ahmadinejad, conhecido internacionalmente por sua retórica feroz contra o Estado de Israel, teria concordado em colaborar. Segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, Israel conseguiu convencê-lo a participar da operação. Mas algo mudou. Antes que a etapa final fosse executada, Ahmadinejad desistiu. Ele se recusou a continuar colaborando com a inteligência israelense, e o plano não foi concluído.
Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013. Durante seu mandato, o país retomou o enriquecimento de urânio, alimentando suspeitas internacionais de que desenvolvia um programa secreto de armas nucleares. Sua retórica contra Israel era consistente e inflamada. Agora, as autoridades iranianas o mantêm sob confinamento domiciliar enquanto investigam as alegações de conspiração. A operação que supostamente o transformaria em um instrumento israelense nunca chegou ao seu desfecho planejado, mas as consequências para Ahmadinejad já são reais.
Citações Notáveis
Um membro do governo húngaro informou que a conferência sobre mudanças climáticas serviria como cobertura para encontros secretos entre Ahmadinejad e agentes da inteligência israelense— Gergely Deli, reitor da Universidade Ludovika em Budapeste
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Como autoridades iranianas descobriram essa operação? Parece algo que seria mantido completamente secreto.
Aparentemente, em algum momento, a inteligência iraniana obteve informações sobre a atividade israelense. Pode ter sido através de interceptações, de alguém dentro da operação, ou de um aliado que compartilhou inteligência. O jornal não detalha exatamente como foi descoberto, mas o fato é que as autoridades iranianas souberam.
E por que Ahmadinejad teria concordado em primeiro lugar? Ele é famoso por ser anti-Israel.
Essa é a pergunta central. As fontes dizem que Israel conseguiu convencê-lo, mas não explicam como ou por quê. Talvez houvesse promessas de poder, proteção, recursos. Talvez ele acreditasse que poderia manipular a situação a seu favor. O que sabemos é que ele mudou de ideia antes do final.
Quando exatamente ele desistiu?
Antes de fevereiro de 2026, quando a operação deveria chegar ao seu ponto crítico. Ele se recusou a continuar colaborando antes dessa etapa final ser executada. Isso significa que toda a estrutura do plano desabou.
Qual era o papel dele no plano? Apenas fornecer informações?
Começou assim. Mas a intenção era muito mais ambiciosa. Ele seria preparado para assumir o comando do país depois que as outras etapas — os ataques militares, a eliminação de lideranças — tivessem acontecido. Ele seria o rosto legítimo de um novo governo.
E agora ele está em prisão domiciliar. Qual é a situação dele?
Está confinado enquanto as autoridades iranianas investigam. Não sabemos ainda se será formalmente acusado, julgado, ou se isso é apenas uma medida de contenção enquanto investigam. Mas sua liberdade foi efetivamente removida.