Ex-presidente iraniano Ahmadinejad é preso por suspeita de ligação com Israel

Mahmoud Ahmadinejad foi detido e colocado em prisão domiciliar após descoberta de suas ligações com Israel e envolvimento em plano para derrubar o regime iraniano.
Ele retornaria ao poder em troca de derrubar o regime
O acordo entre Ahmadinejad e o Mossad oferecia ao ex-presidente uma rota de volta ao poder iraniano.

Em um momento em que o Irã atravessa uma delicada transição de poder, Mahmoud Ahmadinejad — homem que um dia governou o país com punho ideológico — foi detido sob acusação de conspirar com o inimigo histórico de sua nação. A prisão do ex-presidente, revelada em julho de 2026, condensa décadas de rivalidade regional, ambição pessoal e a fragilidade dos planos tecidos nas sombras: ele teria aceitado a ajuda do Mossad para derrubar o regime que outrora serviu, mas o destino — e a inteligência da Guarda Revolucionária — chegou antes da fuga.

  • Ahmadinejad, que presidiu o Irã por oito anos, foi colocado em prisão domiciliar após a descoberta de contatos secretos com o serviço de inteligência israelense, o Mossad.
  • Reuniões clandestinas em Budapeste e transferências financeiras israelenses para cobrir viagens e hospedagem forneceram à Guarda Revolucionária as provas necessárias para agir.
  • O ex-presidente havia sido levado a um esconderijo secreto após os ataques de 28 de fevereiro que desencadearam a guerra entre EUA e Irã, mas abandonou o refúgio — e com ele, o plano inteiro desmoronou.
  • A operação ocorre num momento crítico: Ali Khamenei morreu em fevereiro de 2026 e seu filho Mojtaba assumiu a liderança suprema, tornando a descoberta da conspiração uma ferramenta poderosa para consolidar o novo poder.
  • O caso encerra meses de incerteza sobre o paradeiro de Ahmadinejad, que havia sido dado como morto por agências internacionais após bombardeios atingirem sua residência em fevereiro.

Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013, foi detido pelas autoridades iranianas em julho de 2026 sob acusação de conspirar com Israel para derrubar o regime dos aiatolás. O plano, revelado pelo The New York Times, previa sua colaboração com o Mossad em troca do retorno ao poder — uma aposta arriscada que terminou com ele em prisão domiciliar.

A Guarda Revolucionária Islâmica rastreou suas conexões com agentes israelenses e reuniu evidências concretas: encontros secretos realizados em Budapeste, além de transferências de recursos para custear viagens e hospedagem. Com o dossiê montado, a prisão foi questão de tempo.

O caminho até a detenção foi tortuoso. Após os ataques de 28 de fevereiro — que precipitaram a guerra entre Estados Unidos e Irã — Ahmadinejad foi levado a um esconderijo secreto por operadores israelenses. Em algum momento, porém, ele abandonou o refúgio, fazendo a operação de resgate do Mossad fracassar. Agências internacionais chegaram a reportar sua morte quando sua casa foi atingida por bombardeios; o governo iraniano nunca confirmou o óbito, e a imprensa local logo contradisse a informação.

O episódio ganha peso ainda maior pelo momento político em que ocorre. Ali Khamenei, líder supremo do Irã por décadas, morreu em fevereiro de 2026 durante os primeiros ataques do conflito. Seu filho Mojtaba assumiu o cargo e agora enfrenta o desafio de consolidar autoridade sobre um Estado em guerra. A exposição da trama de Ahmadinejad chega, portanto, como um instrumento útil — e talvez conveniente — para a nova liderança demonstrar controle e vigilância sobre os inimigos internos.

Mahmoud Ahmadinejad, que presidiu o Irã entre 2005 e 2013, foi detido por autoridades iranianas sob acusação de conspiração com Israel. A prisão, reportada pelo The New York Times na segunda-feira 13 de julho de 2026, marca um ponto de virada dramático para o ex-líder que havia desaparecido da vida pública iraniana nos anos recentes.

O esquema em questão era ambicioso em sua simplicidade: Ahmadinejad colaboraria com o Mossad, o serviço de inteligência israelense, para orquestrar a queda do regime dos aiatolás. Em troca, ele retornaria ao poder. Tudo corria conforme planejado até que a operação de resgate israelense fracassou. Ahmadinejad havia sido levado a um esconderijo secreto após os ataques de 28 de fevereiro que desencadearam a guerra entre Estados Unidos e Irã, mas em algum momento abandonou o refúgio e o plano.

A inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, divisão de segurança que responde ao líder supremo, conseguiu rastrear as conexões entre Ahmadinejad e seus contatos israelenses. Os investigadores encontraram evidências de reuniões secretas em Budapeste, transferências de recursos israelenses para cobrir despesas de viagem e hospedagem, e documentação do envolvimento dele no plano para desmantelar a teocracia iraniana. Com essas provas em mãos, as autoridades prenderam o ex-presidente e o colocaram em prisão domiciliar.

A história de Ahmadinejad havia sido confusa nos meses anteriores. Em março, agências internacionais reportaram sua morte após sua casa ser atingida por bombardeios no final de fevereiro. O governo iraniano nunca confirmou o falecimento, e jornais iranianos rapidamente contradisseram a informação. Agora fica claro que ele estava vivo, escondido, e envolvido em negociações com potências estrangeiras.

O contexto político iraniano tornou essa conspiração ainda mais significativa. O Irã possui um presidente, mas o verdadeiro poder reside com o líder supremo, a mais alta autoridade política e religiosa do país. Ali Khamenei, que ocupava esse cargo, morreu em fevereiro de 2026 durante os primeiros ataques que iniciaram o conflito com os Estados Unidos. Seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a posição de líder supremo. A descoberta da trama de Ahmadinejad ocorre justamente quando a nova liderança consolida seu controle sobre o aparato estatal.

A inteligência da Guarda Revolucionária descobriu contatos entre Ahmadinejad e o Mossad, incluindo reuniões secretas em Budapeste e financiamentos israelenses
— The New York Times
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Ahmadinejad, um ex-presidente, seria uma figura útil para Israel neste momento específico?

Model

Ele tinha legitimidade doméstica que um fantoche não teria. Se o regime caísse, precisariam de alguém que os iranianos reconhecessem como líder legítimo. Ahmadinejad era conhecido, havia governado.

Inventor

E por que ele aceitaria essa proposta? Ele não estava seguro no exílio?

Model

Talvez o exílio fosse intolerável. Ou talvez acreditasse que o regime estava vulnerável e que tinha uma chance real de voltar. Mas quando a operação falhou, ele ficou preso entre dois mundos.

Inventor

A morte relatada em março — foi desinformação deliberada?

Model

Provavelmente. Ou ele estava realmente desaparecido e ninguém sabia. De qualquer forma, serviu para esconder o fato de que ele estava vivo e negociando com Israel.

Inventor

O que a nova liderança faz com ele agora?

Model

Prisão domiciliar é uma forma de controle, não de punição final. Ele é um ativo político — vivo, pode ser útil. Morto, é um mártir.

Inventor

Isso enfraquece Israel ou o Irã?

Model

Ambos. Israel perdeu um aliado interno. O Irã expõe uma ferida — que seu próprio ex-presidente conspirou contra ele. Ninguém sai bem dessa história.

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