Etanol é mais competitivo que gasolina em 9 Estados e DF

Etanol pode ser vantajoso mesmo com paridade acima de 70%
Executivos do setor apontam que o rendimento do veículo determina a real competitividade do biocombustível.

Num país de dimensões continentais, o preço de um combustível raramente conta uma história única. Na semana passada, dados da ANP revelaram que o etanol se mostrou mais vantajoso que a gasolina em nove estados e no Distrito Federal, com paridade média nacional de 65,13% — um reflexo de como geografia, logística e sazonalidade moldam, de formas distintas, a equação econômica de cada motorista brasileiro. A vantagem do biocombustível, porém, não é universal: ela depende tanto do lugar onde se abastece quanto do veículo que se conduz.

  • Com paridade média de 65,13%, o etanol opera bem abaixo do limiar de 70% considerado competitivo, sinalizando vantagem real para quem abastece regularmente em boa parte do país.
  • A dispersão de preços é alarmante: entre o litro mais barato encontrado em São Paulo (R$ 2,89) e o mais caro na Paraíba (R$ 5,97), há uma diferença superior a 100%, expondo a profunda desigualdade regional do mercado.
  • Goiás surpreendeu com a maior alta semanal — 6,37% —, enquanto Mato Grosso liderou as quedas com 1,67%, ilustrando um mercado em movimento assimétrico e imprevisível.
  • No recorte mensal, o Rio Grande do Norte registrou aumento de 11,34%, ao passo que o Distrito Federal caiu 4,98%, reforçando que nenhuma tendência nacional captura a realidade local de forma fiel.
  • Executivos do setor alertam que a regra dos 70% de paridade não é absoluta: o rendimento específico de cada veículo pode tornar o etanol vantajoso mesmo acima desse patamar, complicando o cálculo para o consumidor comum.

Na semana passada, o etanol se mostrou mais vantajoso que a gasolina em nove estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo — além do Distrito Federal, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A paridade média nacional ficou em 65,13%, patamar que torna o biocombustível competitivo para quem abastece com frequência. As paridades estaduais variaram entre 60,76% em Mato Grosso e 69,85% no Espírito Santo.

Executivos do setor fazem uma ressalva relevante: a competitividade do etanol pode se estender mesmo quando a paridade ultrapassa 70%, pois o rendimento varia de veículo para veículo — e essa diferença altera o cálculo da vantagem econômica real.

Os preços do etanol hidratado se moveram de forma desigual pelo país. Na média nacional, o litro caiu 0,26%, chegando a R$ 3,81. Em São Paulo, maior polo produtor e consumidor, a queda foi mais expressiva: 1,09%, com o litro passando a R$ 3,64. Goiás registrou a maior alta semanal, 6,37%, enquanto Mato Grosso liderou as quedas, com 1,67%.

A dispersão regional revela um mercado profundamente fragmentado. O litro mais barato encontrado foi R$ 2,89 em São Paulo; o mais caro chegou a R$ 5,97 na Paraíba — uma diferença superior a 100%. Entre as médias estaduais, Mato Grosso oferecia o melhor preço (R$ 3,53) e o Amapá, o mais elevado (R$ 4,99). No acumulado mensal, o preço médio nacional recuou 0,78%, mas com movimentos opostos nas regiões: o Rio Grande do Norte liderou os aumentos com 11,34%, enquanto o Distrito Federal registrou a maior queda, de 4,98%. A competitividade do etanol, em última análise, é uma equação que cada motorista precisa resolver com base em onde vive e no carro que dirige.

Na semana passada, o etanol se mostrou mais vantajoso que a gasolina em dez regiões do país: nove estados e o Distrito Federal. A constatação vem de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que acompanha sistematicamente os preços nos postos brasileiros. Na média nacional, o etanol apresentava paridade de 65,13% em relação à gasolina — um patamar que torna o biocombustível competitivo, especialmente para quem abastece regularmente.

Os estados onde o etanol saiu na frente foram Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, além do Distrito Federal. As paridades variaram: Mato Grosso liderava com 60,76%, enquanto Espírito Santo registrava 69,85%. Executivos do setor ressaltam um detalhe importante: o etanol pode ser competitivo mesmo quando a paridade ultrapassa 70%, dependendo do consumo específico do veículo. Nem todo carro tem o mesmo rendimento com o biocombustível, e essa variação muda o cálculo da vantagem econômica.

Os preços do etanol hidratado se movimentaram de forma desigual pelo país na semana. Treze estados e o Distrito Federal registraram quedas; oito viram aumentos; cinco mantiveram estabilidade. Na média dos postos pesquisados nacionalmente, o litro caiu 0,26%, saindo de R$ 3,82 para R$ 3,81. São Paulo, maior produtor e consumidor do país, além de ter a rede mais densa de postos monitorados, viu o preço cair 1,09%, de R$ 3,68 para R$ 3,64 o litro.

As variações regionais foram pronunciadas. Goiás registrou a maior alta percentual da semana: 6,37%, com o litro subindo de R$ 3,61 para R$ 3,84. Mato Grosso, por outro lado, teve a maior queda: 1,67%, passando de R$ 3,59 para R$ 3,53. Quando se olha para os extremos absolutos, a dispersão é ainda maior. O preço mais baixo encontrado em qualquer posto foi R$ 2,89 em São Paulo. O mais alto chegou a R$ 5,97 na Paraíba — uma diferença de mais de 100% entre o menor e o maior valor. Entre as médias estaduais, Mato Grosso oferecia o melhor preço, R$ 3,53 o litro, enquanto o Amapá apresentava a cotação mais cara, R$ 4,99.

No recorte mensal, o etanol mostrou tendência de queda: 0,78% de redução no preço médio nacional. Mas essa média esconde movimentos opostos nas regiões. Rio Grande do Norte liderou os aumentos com 11,34%, enquanto o Distrito Federal registrou a maior queda do período, 4,98%. Esses números revelam um mercado fragmentado, onde a competitividade do etanol frente à gasolina depende tanto do estado onde você abastece quanto do tipo de veículo que você dirige.

O etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado
— Executivos do setor
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o etanol é mais competitivo em alguns estados e não em outros?

Model

A competitividade segue a produção e a logística. São Paulo, Goiás e Mato Grosso são grandes produtores, então o etanol chega mais barato. Nos estados do Norte e Nordeste, o transporte encarece o produto.

Inventor

E essa questão da paridade acima de 70%? Como um carro pode preferir etanol se custa mais?

Model

Nem todo motor consome etanol e gasolina na mesma proporção. Alguns carros flex têm melhor rendimento com etanol, então mesmo pagando um pouco mais por litro, você gasta menos combustível no total.

Inventor

A Paraíba está pagando quase R$ 6 por litro de etanol. Como isso é possível?

Model

É o custo do transporte. Quanto mais longe da região produtora, mais caro fica. A Paraíba não produz etanol e depende totalmente de importação de outros estados.

Inventor

Esses preços estão caindo ou subindo?

Model

Caindo na média, mas de forma muito desigual. Alguns estados como Goiás tiveram alta forte na semana, enquanto São Paulo caiu. Mês a mês, a tendência é de queda, mas com exceções regionais importantes.

Inventor

Qual é o melhor momento para abastecer com etanol?

Model

Depende de onde você está. Em São Paulo, agora está bom. Em Mato Grosso também. Mas se você está em um estado onde a paridade está acima de 70%, vale a pena esperar ou considerar a gasolina.

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