O etanol segue economicamente atrativo quando custa menos de 70% da gasolina
No limiar do inverno de 2022, o etanol brasileiro mantinha sua posição de combustível economicamente vantajoso em quatro estados — Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo —, reafirmando que a escolha entre biocombustível e gasolina não é apenas técnica, mas também um reflexo das políticas energéticas e das condições agrícolas de cada região. A regra dos 70%, estabelecida para compensar o menor poder calorífico do etanol, funcionava como um termômetro silencioso da competitividade nacional, e naquela semana o mercado respondia favoravelmente ao biocombustível.
- Com paridades entre 63% e 65% em quatro estados, o etanol permanecia bem abaixo do limite crítico de 70%, sinalizando vantagem real para o consumidor no momento de abastecer.
- A média nacional de 65,94% revelava que a competitividade do biocombustível não era um privilégio regional isolado, mas uma tendência que se espalhava pelo país.
- A lógica técnica por trás da comparação — o menor poder calorífico do etanol exige abastecimentos mais frequentes — tornava o critério dos 70% um divisor de águas entre economia e desperdício.
- Executivos do setor acrescentavam uma camada de complexidade: dependendo do motor do veículo, a vantagem do etanol poderia ser ainda maior, sugerindo que o teto de 70% é mais flexível do que parece.
- O cenário apontava para um potencial de expansão do etanol, com o mercado sinalizando que o biocombustível poderia sustentar sua competitividade mesmo com variações moderadas de preço.
Na última semana de junho de 2022, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmavam que o etanol seguia mais vantajoso que a gasolina em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. A lógica da comparação é técnica: por ter menor poder calorífico, o biocombustível só compensa quando seu preço não ultrapassa 70% do valor da gasolina — abaixo desse limite, o consumidor economiza mesmo abastecendo com mais frequência.
Os números daquela semana eram claros. Goiás registrava paridade de 64,52%; Mato Grosso, 63,05%; Minas Gerais, 65,12%; e São Paulo, 64,91%. Todos confortavelmente abaixo do limiar. Na média nacional, a paridade chegava a 65,94%, indicando que a vantagem do etanol não era apenas um fenômeno localizado, mas uma tendência de alcance mais amplo.
Executivos do setor, porém, iam além dos números. Segundo eles, a vantagem real do etanol poderia ser ainda maior dependendo do tipo de veículo — o que sugere que o critério dos 70% funciona como referência, não como teto absoluto. A mensagem implícita era de que o biocombustível carrega potencial competitivo mesmo em cenários de preço relativo um pouco mais elevado.
Na semana anterior ao final de junho de 2022, o etanol continuava a oferecer melhor custo-benefício que a gasolina em quatro estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. Os dados vinham de um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, compilado e divulgado pela agência de notícias AE-Taxas.
A comparação entre os dois combustíveis segue uma lógica técnica simples. Como o etanol — seja derivado da cana-de-açúcar ou do milho — possui menor poder calorífico que a gasolina, os analistas estabeleceram um ponto de corte: o biocombustível é considerado vantajoso quando seu preço não ultrapassa 70% do valor da gasolina nos postos. Abaixo desse limite, o consumidor ganha em economia mesmo que precise abastecer com mais frequência.
Os números da semana mostravam essa vantagem em ação. Em Goiás, a paridade chegava a 64,52%. Em Mato Grosso, ficava em 63,05%. Minas Gerais registrava 65,12%, enquanto São Paulo apresentava 64,91%. Todos esses percentuais ficavam confortavelmente abaixo do limiar de 70%, sinalizando que o etanol seguia economicamente atrativo nesses mercados.
Na média nacional, considerando todos os postos pesquisados em todo o país, o etanol estava com paridade de 65,94% em relação à gasolina. Esse número agregado também se mantinha favorável ao biocombustível, sugerindo que a competitividade não era apenas um fenômeno regional, mas uma tendência mais ampla.
Executivos do setor de combustíveis, porém, ofereciam uma perspectiva adicional sobre esses números. Segundo eles, a vantagem do etanol poderia ser ainda maior dependendo do tipo de veículo em que o combustível fosse utilizado. Essa observação abria a possibilidade de que a paridade de 70% não fosse um teto fixo, mas um ponto de referência que variasse conforme a eficiência do motor e as características técnicas de cada automóvel. A mensagem implícita era que o etanol tinha potencial para ser competitivo mesmo em cenários onde seu preço relativo fosse um pouco mais alto.
Citas Notables
Executivos do setor afirmam que o etanol pode ser competitivo com paridade maior do que 70% a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado— Executivos do setor de combustíveis
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o etanol precisa custar menos que a gasolina se é o mesmo combustível?
Não é o mesmo. O etanol tem menos energia por litro — menor poder calorífico. Então você queima mais dele para ir à mesma distância. Por isso o preço precisa ser proporcionalmente menor para fazer sentido economicamente.
E esse limite de 70% — é uma regra rígida?
É um critério de referência, mas não é absoluto. Executivos do setor dizem que alguns veículos conseguem aproveitar melhor o etanol, então a vantagem pode aparecer mesmo com paridades maiores. Depende do motor.
Esses quatro estados — Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo — têm algo em comum?
São regiões com forte produção de cana-de-açúcar e proximidade com usinas. Quando a oferta local é maior, os preços tendem a cair. São Paulo é o maior produtor do país.
A paridade nacional de 65,94% significa que o etanol está ganhando?
Está ganhando em preço, sim. Mas isso é um retrato de uma semana específica. Esses números fluem com a safra, o dólar, o preço do petróleo. É um equilíbrio frágil.
Quem se beneficia mais com essa competitividade?
O consumidor que abastece regularmente. Mas também a indústria do etanol — quanto mais competitivo, mais pessoas escolhem o combustível, mais demanda, mais produção.