Maior autarquia de infraestrutura do Estado sob novo comando
No coração da Amazônia ocidental, onde estradas, pontes e aeródromos definem o pulso da vida cotidiana, o governo do Acre escolheu um engenheiro civil de trajetória plural para conduzir a principal autarquia de infraestrutura do Estado. A nomeação de Gilberto Lucas Oliveira para a presidência do Deracre, em 9 de julho de 2026, encerra um período de transição e deposita nas mãos de um técnico experiente a responsabilidade de conectar comunidades e viabilizar o desenvolvimento regional. É o momento em que a técnica é convocada a servir ao território.
- A saída de Sula Ximenes por perda de autonomia financeira deixou o Deracre sem titular permanente, criando uma lacuna de liderança na autarquia mais estratégica do Estado.
- Sócrates Guimarães acumulou duas funções durante a transição, sinalizando a urgência de se definir um comando estável para a instituição.
- O governo respondeu com uma escolha técnica: Oliveira carrega formação em engenharia civil e saneamento, experiência em órgãos estaduais e projetos financiados por BNDES e Banco Mundial.
- Com a posse, Guimarães retorna ao seu cargo original de diretor de Portos e Aeroportos, restaurando a estrutura organizacional do Deracre.
- Oliveira assume o comando de uma autarquia que responde por rodovias, ramais, pontes e aeródromos em todo o Acre — infraestrutura que é, para muitas comunidades, a única via de acesso ao mundo.
Na quinta-feira, 9 de julho, o governo do Acre formalizou a nomeação de Gilberto Lucas Oliveira para presidir o Deracre, encerrando um período de gestão interina que se seguiu à saída conturbada de Sula Ximenes. Ximenes havia pedido exoneração alegando perda de autonomia financeira, além de razões pessoais e administrativas, deixando Sócrates José Guimarães a acumular a presidência com sua função de diretor de Portos e Aeroportos até que um novo titular fosse definido.
Oliveira chega ao cargo com uma formação sólida — graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre e especializado em Saneamento Ambiental pela Faculdade da Amazônia Ocidental — e uma carreira que atravessou secretarias estaduais, associações municipais e o setor privado. Coordenou projetos financiados pelo BNDES e pelo Banco Mundial, atuou como sócio-proprietário da EPECON Engenharia e ainda lecionou engenharia civil na Uninorte.
Agora à frente da maior autarquia de infraestrutura do Estado, Oliveira herda a responsabilidade pela execução e manutenção de rodovias, ramais, pontes e aeródromos em todo o Acre — estruturas que, em grande parte do território amazônico, representam muito mais do que conveniência: são condição de existência para comunidades inteiras.
Na quinta-feira, 9 de julho, o governo do Acre formalizou a nomeação de Gilberto Lucas Oliveira para a presidência do Deracre — o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária. A escolha encerra um período de gestão interina e coloca à frente da maior autarquia de infraestrutura estadual um engenheiro civil com trajetória consolidada em obras públicas e privadas.
Oliveira é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre e possui especialização em Engenharia de Saneamento Ambiental pela Faculdade da Amazônia Ocidental. Sua carreira se estende por diferentes esferas: trabalhou na Associação dos Municípios do Acre, na Secretaria de Habitação de Interesse Social, no Departamento de Pavimentação e Saneamento, na Secretaria de Estado de Obras Públicas e também no setor privado. Coordenou projetos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, pelo Banco Mundial e por outros organismos de fomento.
Antes desta nomeação, Oliveira era gerente de engenharia e sócio-proprietário da EPECON Engenharia, onde coordenava contratos, elaborava projetos e executava obras de infraestrutura. Entre os empreendimentos em que participou está a construção do Via Verde Shopping. Também atuou como professor no curso de Engenharia Civil da Uninorte, lecionando disciplinas de saneamento, hidrologia, tecnologia das edificações e planejamento e gestão de obras.
A nomeação marca o fim da gestão interina de Sócrates José Guimarães, que retorna ao cargo de diretor de Portos e Aeroportos do Estado. Guimarães havia assumido a presidência do Deracre após a saída de Sula Ximenes, que solicitou exoneração alegando perda de autonomia financeira, além de questões pessoais, políticas e administrativas. Durante a transição, Guimarães acumulou as duas funções até que a administração definisse o novo titular.
Oliveira agora comanda a autarquia responsável pela execução e manutenção de rodovias estaduais, ramais, pontes, aeródromos e demais obras de infraestrutura em todo o Acre. Sua experiência em gestão, fiscalização e execução de projetos de infraestrutura urbana e saneamento coloca-o diante de uma instituição central para o desenvolvimento do Estado.
Notable Quotes
Sula Ximenes pediu exoneração alegando perda de autonomia financeira, além de razões pessoais, políticas e administrativas— Contexto da saída anterior
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a nomeação de um engenheiro com essa trajetória importa para o Acre neste momento?
O Deracre é a maior autarquia de infraestrutura do Estado. Quando há transição de comando, especialmente após saída por questões de autonomia financeira, a escolha de alguém com experiência em gestão pública e privada sinaliza uma tentativa de estabilidade operacional.
Sula Ximenes saiu alegando perda de autonomia financeira. Isso é um problema estrutural ou uma questão de gestão?
Provavelmente ambos. Autonomia financeira em autarquias de infraestrutura é crítica — sem ela, você não consegue executar obras de forma ágil. Mas também depende de como o novo presidente negocia com o governo.
Oliveira tem experiência com organismos como BNDES e Banco Mundial. Isso muda algo?
Muda bastante. Quem trabalhou com financiadores internacionais entende compliance, prestação de contas e prazos. Isso é diferente de apenas executar obras locais.
E o fato de ele ter sido professor?
Sugere que ele pensa em sistemas, não apenas em projetos pontuais. Quem ensina engenharia precisa entender a lógica por trás das coisas, não só o como fazer.
O que você espera que mude nos primeiros meses?
Provavelmente um diagnóstico claro do estado das rodovias e infraestrutura estadual, e uma tentativa de renegociar a autonomia financeira que Ximenes perdeu. Sem isso, o currículo não importa muito.