Encontrado navio japonês que matou mais de mil prisioneiros na Segunda Guerra

Mais de 1.060 prisioneiros de 14 nacionalidades morreram no naufrágio do Montevideo Maru, incluindo 979 australianos, após o navio ser torpedeado por submarino americano que desconhecia o transporte de prisioneiros de guerra.
Oitenta e um anos de incerteza finalmente encontram um lugar de repouso
A descoberta do Montevideo Maru encerra décadas de dúvida para as famílias das vítimas do naufrágio.

Após 81 anos de silêncio, os destroços do Montevideo Maru foram encontrados a 4.000 metros de profundidade no Mar da China Meridional, devolvendo às famílias australianas não os seus mortos, mas a certeza de onde eles repousam. O navio japonês, torpedeado em 1942 por um submarino americano que ignorava carregar mais de mil prisioneiros de guerra, representa a maior perda marítima da história australiana. A descoberta nos lembra que a guerra não termina com o armistício — ela continua, silenciosa, nas gerações que aguardam respostas.

  • Por 81 anos, mais de 979 famílias australianas viveram sem saber onde seus entes queridos haviam desaparecido — uma ferida aberta transmitida de geração em geração.
  • O naufrágio foi duplamente trágico: o submarino americano que lançou os torpedos desconhecia que o cargueiro japonês transportava prisioneiros de guerra de 14 nacionalidades.
  • Após cinco anos de planejamento, uma expedição com drone subaquático equipado com sonar localizou o navio partido em dois, a 110 km da ilha filipina de Luzon, em apenas doze dias de busca.
  • Para Andrea Williams, que perdeu avô e tio-avô no naufrágio, estar presente na descoberta foi ao mesmo tempo devastador e reconfortante — um reencontro com o que nunca pôde ser velado.
  • Os destroços permanecerão intocados no fundo do oceano, transformados em túmulo oficial e reconhecido, encerrando décadas de incerteza sem perturbar o repouso dos que lá estão.

Em abril de 2023, exploradores de águas profundas anunciaram ter localizado os destroços do Montevideo Maru, um cargueiro japonês que repousa a 4.000 metros de profundidade no Mar da China Meridional. A descoberta, realizada pela Fundação Silentworld em parceria com a empresa holandesa Fugro e o exército australiano, encerrou uma busca que durava desde 1942.

O navio foi torpedeado em 1º de julho daquele ano por um submarino americano cujos tripulantes desconheciam que a embarcação carregava prisioneiros de guerra. Atingido por dois torpedos, o Montevideo Maru partiu-se em dois, com proa e popa separadas por cerca de 500 metros no fundo do oceano. Mais de 1.060 pessoas de 14 nacionalidades morreram no desastre — entre elas, 979 australianos, dos quais 850 eram militares capturados durante a queda de Rabaul, em Papua Nova Guiné.

Para as famílias australianas, a descoberta representou o fim de 81 anos de incerteza. Andrea Williams, que participou da missão com razões profundamente pessoais — seu avô e tio-avô estavam entre as vítimas —, descreveu o momento como simultaneamente emocionante e reconfortante. O primeiro-ministro Anthony Albanese e o general Simon Stuart reconheceram publicamente que uma perda dessa magnitude ressoa por décadas, lembrando a todos o verdadeiro custo humano da guerra.

Os destroços, encontrados a uma profundidade maior que a do Titanic, não serão removidos. Nenhum objeto ou resto humano será retirado do local, que passa a ser tratado como túmulo permanente — um gesto de respeito às famílias e à memória dos que pereceram naquelas águas.

Em abril deste ano, exploradores de águas profundas localizaram os destroços de um navio que repousa no fundo do Mar da China Meridional há mais de oito décadas. O Montevideo Maru, um cargueiro japonês, foi encontrado a 4.000 metros de profundidade, a 110 quilômetros da ilha filipina de Luzon, após doze dias de buscas realizadas com um drone equipado com sonar. A descoberta, anunciada pela Fundação Silentworld para arqueologia subaquática, encerra uma longa busca por respostas que começou em 1942.

O navio foi torpedeado em 1º de julho de 1942 por um submarino americano. O que tornou este naufrágio particularmente trágico é que a tripulação do submarino desconhecia que o Montevideo Maru transportava prisioneiros de guerra. Segundo o capitão Roger Turner, diretor técnico da expedição, a embarcação foi atingida por dois torpedos e partiu-se em dois, com a proa e a popa separadas por cerca de 500 metros no fundo do oceano.

Mais de 1.060 pessoas de 14 nacionalidades diferentes morreram no naufrágio. Entre elas, 979 eram australianos, dos quais 850 eram militares que haviam sido capturados alguns meses antes pelas forças japonesas durante a queda de Rabaul, um município costeiro em Papua Nova Guiné. O navio também levava 33 marinheiros do cargueiro norueguês Herstein, que também havia sido capturado pelos japoneses, além de cerca de vinte guardas e tripulantes japoneses. Cidadãos do Reino Unido, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Ilhas Salomão, Suécia e Estados Unidos também pereceram no desastre.

Para as famílias australianas, a descoberta representa o fim de 81 anos de incerteza. Muitos parentes dos desaparecidos nunca souberam com certeza o que havia acontecido com seus entes queridos. Andrea Williams, uma australiana que participou da missão de busca, tinha razões pessoais para estar ali: seu avó e tio-avó, ambos prisioneiros de guerra, morreram no naufrágio. Para ela, encontrar os destroços foi simultaneamente emocionante e reconfortante, uma forma de honrar aqueles que se foram.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que a descoberta do lugar de descanso das almas perdidas do Montevideo Maru traria algum conforto aos entes queridos que mantiveram uma longa vigília. O general Simon Stuart, chefe do exército australiano, observou que uma perda dessa magnitude se estende por décadas e nos lembra o custo humano do conflito.

A Fundação Silentworld, que realizou a busca em parceria com a empresa holandesa de prospecção offshore Fugro e o exército australiano, levou mais de cinco anos planejando a missão. John Mullen, diretor da Silentworld, afirmou que a descoberta fecha um capítulo terrível na história militar e marítima da Austrália. Os destroços, que repousam em profundidade maior que a do Titanic, não serão removidos. Nem objetos nem restos humanos serão retirados, em respeito às famílias das vítimas e à dignidade daqueles que pereceram no mar.

Finalmente, o lugar de descanso para as almas perdidas do Montevideo Maru foi encontrado. Esperamos que a notícia traga algum conforto para os entes queridos que tiveram uma longa vigília.
— Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano
Uma perda como essa se estende por décadas e nos lembra o custo humano do conflito.
— General Simon Stuart, chefe do exército australiano
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que levou tanto tempo para encontrar este navio? Ele não estava em um local conhecido?

Model

O navio repousa a 4.000 metros de profundidade em um oceano vasto. Sem tecnologia de drone com sonar avançado, seria impossível localizá-lo. Além disso, a busca exigiu planejamento meticuloso — mais de cinco anos — e coordenação entre múltiplas organizações.

Inventor

O submarino americano sabia que estava atacando um navio com prisioneiros?

Model

Não. Essa é a tragédia dentro da tragédia. A tripulação do submarino desconhecia completamente que o Montevideo Maru transportava mais de mil prisioneiros de guerra. Foi um ataque militar contra o que acreditavam ser um navio de carga inimigo.

Inventor

Como as famílias reagiram à notícia?

Model

Para muitos, foi reconfortante após 81 anos de incerteza absoluta. Algumas famílias nunca aceitaram totalmente que seus entes queridos estavam entre as vítimas. Agora têm um lugar, um ponto de repouso final para honrar seus mortos.

Inventor

Por que os destroços não serão removidos?

Model

É uma questão de respeito. A Fundação Silentworld decidiu que nem objetos nem restos humanos serão retirados. O navio permanecerá como um túmulo submarino, um memorial intacto para aqueles que pereceram.

Inventor

Quantas nacionalidades diferentes estavam a bordo?

Model

Catorze. Não era apenas um desastre australiano, embora os australianos representassem a maioria das vítimas. Havia britânicos, dinamarqueses, estonios, finlandeses, irlandeses, holandeses, neozelandeses, pessoas das Ilhas Salomão, suecos e americanos. Era um navio que carregava o peso de múltiplas nações.

Contáctanos FAQ