Primeiro sucesso dos egípcios em jogos eliminatórios de um Campeonato do Mundo
No Texas, sob as luzes do AT&T Stadium, o Egito atravessou 120 minutos de incerteza e uma série de penáltis para alcançar algo que escapara ao país durante 92 anos: uma vitória numa fase eliminatória de um Campeonato do Mundo. A noite pertenceu à resiliência coletiva, à frieza diante da baliza e ao peso silencioso da história que, finalmente, começou a ser reescrita.
- O Egito abriu o marcador cedo, mas um autogolo infeliz de Mohamed Hany devolveu a Austrália ao jogo e lançou a partida para um prolongamento tenso e sem vencedor.
- Mohamed Salah dominou o prolongamento com energia e intenção, mas desperdiçou a oportunidade mais clara, rematando por cima — o empate resistiu até aos penáltis.
- Na sequência decisiva, os dois centrais australianos Harry Souttar e Lucas Herrington falharam as suas tentativas, um acima da barra e outro na trave, selando o destino da equipa.
- O Egito converteu todos os quatro penáltis com precisão cirúrgica, vencendo 4-2 e garantindo o primeiro apuramento africano em jogos eliminatórios desta edição do Mundial.
- Os egípcios aguardam agora o vencedor de Argentina vs Cabo Verde para um duelo nos oitavos em Atlanta — a primeira vez que o país chega tão longe desde 1934.
No AT&T Stadium em Arlington, o Egito escreveu uma página histórica ao eliminar a Austrália nos penáltis, vencendo 4-2 após 120 minutos que terminaram com um empate a um golo. Foi a primeira vitória egípcia numa fase eliminatória de um Mundial — um feito que ressoa muito além do marcador.
O jogo começou com o Egito a impor-se. Aos 13 minutos, Emam Ashour converteu um cruzamento de Karim Hafez com um cabeceamento certeiro que Patrick Beach não conseguiu travar. A equipa de Hossam Hassan manteve o controlo até ao intervalo, com Omar Marmoush a ameaçar a baliza australiana sem que os adversários respondessem com perigo real.
Na segunda parte, a Austrália reagiu. Um livre de Aiden O'Neill foi desviado para a própria baliza por Mohamed Hany, igualando o marcador aos 55 minutos. O equilíbrio dominou o resto do tempo regulamentar, com Ramy Rabia a cabecear perigosamente nos descontos, sem sucesso. No prolongamento, Salah conduziu inúmeros ataques, mas rematou por cima na melhor ocasião. Nenhuma equipa conseguiu quebrar o impasse.
Nos penáltis, o Egito foi impecável: Mahmoud Saber, Ramy Rabia, Mohamed Salah e Hossam Abdelmaguid converteram todas as tentativas. A Austrália viu os seus dois centrais falharem — Souttar rematou por cima, Herrington acertou na barra — e acabou eliminada por 4-2.
O Egito aguarda agora o vencedor de Argentina vs Cabo Verde para os oitavos de final em Atlanta. A última vez que os egípcios chegaram a esta fase foi em 1934, quando perderam com a Hungria. Noventa e dois anos depois, têm uma segunda oportunidade de continuar a história.
No Estádio AT&T em Arlington, o Egito conquistou um marco histórico ao eliminar a Austrália nos penáltis, vencendo 4-2 na sequência de desempate após 120 minutos de jogo equilibrado que terminou 1-1. A vitória marca o primeiro sucesso dos egípcios em jogos eliminatórios de um Campeonato do Mundo, um feito que ressoa bem além do resultado da noite.
O encontro começou com ritmo. Cristian Volpato quase abriu o marcador para os australianos aos cinco minutos, com um remate de longe que passou junto à trave. Mas foram os egípcios quem aproveitou a primeira oportunidade clara. Aos 13 minutos, Emam Ashour apareceu ao segundo poste para converter um cruzamento de Karim Hafez com um cabeceamento que o guarda-redes Patrick Beach não conseguiu defender. O Egito, sob o comando de Hossam Hassan, manteve o controlo nos minutos seguintes, com Omar Marmoush a ameaçar novamente a baliza australiana, enquanto a seleção do hemisfério sul permanecia inofensiva até ao intervalo.
A segunda parte trouxe uma reação australiana. Aproveitando a sua superioridade no jogo aéreo, a formação de Tony Popovic conseguiu igualar o marcador aos 55 minutos. Um livre batido por Aiden O'Neill foi desviado para a sua própria baliza por Mohamed Hany na tentativa de cortar, deixando tudo em aberto. O equilíbrio dominou o resto do tempo regulamentar, com o Egito a arriscar mais perto do final. Aos 90+3 minutos, Ramy Rabia cabeceou perigosamente, mas o guarda-redes australiano travou com uma palmada.
No prolongamento, o Egito assumiu o domínio absoluto. Mohamed Salah conduziu inúmeros ataques pelo corredor direito, mas desperdiçou a única ocasião clara da meia hora extra, rematando por cima aos 93 minutos. Nenhuma das equipas conseguiu quebrar o impasse nos 30 minutos adicionais, levando o jogo para o desempate por grandes penalidades.
Na sequência de penáltis, o Egito foi impecável. Mahmoud Saber, Ramy Rabia, Mohamed Salah e Hossam Abdelmaguid converteram todas as suas tentativas. A Austrália, por seu lado, viu os seus dois centrais falharem decisivamente. Harry Souttar rematou por cima, e Lucas Herrington acertou na barra, enquanto Jackson Irvine e Awer Mabil conseguiram marcar. O resultado final de 4-2 selou o apuramento egípcio.
Esta vitória abre caminho para um encontro nos oitavos de final contra o vencedor do jogo entre Argentina e Cabo Verde, marcado para terça-feira em Atlanta. Para o Egito, representa não apenas uma primeira vitória em jogos eliminatórios de um Mundial, mas também a oportunidade de continuar a escrever uma história que, até agora, tinha sido marcada por derrotas. A última vez que os egípcios disputaram os oitavos foi em 1934, quando foram derrotados pela Hungria por 4-2 numa prova sem fase de grupos disputada em Itália. Agora, 92 anos depois, têm uma segunda chance.
Citas Notables
Mohamed Salah desperdiçou a única ocasião clara do prolongamento, rematando por cima aos 93 minutos— Descrição do jogo
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como é que o Egito conseguiu ser tão eficaz nos penáltis quando a Austrália falhou tão criticamente?
Há algo de psicológico nisso. O Egito entrou com confiança, convertendo os seus primeiros quatro remates. Mas a Austrália tinha tudo para ganhar — dois centrais falhando é raro, é um sinal de pressão extrema. Souttar rematou por cima, Herrington acertou na barra. Esses são os momentos que definem carreiras.
O jogo em si foi emocionante ou foi mais uma questão de quem cometeria menos erros?
Honestamente, foi bastante cauteloso. O Egito marcou cedo, a Austrália empatou por acaso — um autogolo. Depois ambas as equipas tiveram medo de perder. Salah teve uma ocasião clara no prolongamento e rematou por cima. Se tivesse marcado, tudo seria diferente.
Qual é o significado real desta vitória para o Egito?
É histórico. Nunca tinham ganho um jogo eliminatório num Mundial. Estavam sempre a sair na primeira oportunidade. Agora têm uma segunda vida, e isso muda tudo — a confiança, a narrativa, o que é possível.
E para a Austrália, como fica isto?
É devastador porque estavam tão perto. Empataram, levaram o jogo para a meia-hora extra, tiveram oportunidades. Mas nos penáltis, os teus centrais — os jogadores que supostamente são os mais seguros — falharam. Isso é uma ferida que demora tempo a cicatrizar.
O que vem a seguir para o Egito?
Argentina ou Cabo Verde na terça-feira em Atlanta. Se for Argentina, é praticamente impossível. Se for Cabo Verde, é uma oportunidade real de fazer história novamente.