Do recado de Imperador ao sonho por seleção: a moldagem de Luís Henrique na Inter

Você tem qualidade, vou te fazer jogar
Palavras de De Zerbi a Luís Henrique no Marseille, marcando o início de sua transformação tática.

Luís Henrique recebeu orientação de Adriano Imperador no centro de treinamento da Inter após vitória contra a Juventus, reforçando sua confiança no clube. Roberto De Zerbi foi fundamental na transformação do jogador na França, moldando-o para atuar como ala-direito completo com funções defensivas e ofensivas.

  • Luís Henrique participou do gol na vitória 3 a 2 contra a Juventus na 25ª rodada do Campeonato Italiano
  • Roberto De Zerbi moldou Luís Henrique no Olympique de Marseille para atuar como ala-direito completo
  • Luís Henrique tem duas participações em gols nos últimos quatro jogos, sendo três como titular
  • Adriano Imperador, tetracampeão italiano com a Inter, visitou o centro de treinamento e aconselhou o jovem brasileiro

Luís Henrique destaca-se na Inter de Milão sob orientação de técnicos influentes e recebe conselho de Adriano Imperador. O brasileiro busca consolidar sua nova posição versátil para conquistar convocação à seleção.

Luís Henrique estava treinando quando Adriano Imperador chegou ao centro de treinamento da Inter de Milão. O brasileiro não pensou duas vezes. Deixou o trabalho de lado, correu para cumprimentar o ídolo do clube, aquele que conquistou quatro títulos italianos com a camisa nerazzurra. A conversa foi breve, mas carregada de peso. Imperador o procurou com uma mensagem clara: o clube acreditava nele, apostava em seu futuro. Ouvir isso de alguém que marcou época na Inter não era um detalhe menor. Era combustível.

Dias antes, Luís Henrique havia sido um dos destaques da vitória por 3 a 2 contra a Juventus, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Foi dele o cruzamento que Cambiaso desviou para abrir o placar. Não marcou, mas participou. O que importava era o resultado e a sequência de oportunidades que o treinador lhe oferecia. "Quando você tem uma sequência, você ganha mais confiança", explicaria depois. "Fica mais tranquilo de jogar, sabe que o treinador te dá oportunidade."

Mas a história de Luís Henrique na Inter não começou em Milão. Começou na França, sob a orientação de Roberto De Zerbi no Olympique de Marseille. Foi lá que o atacante, aquele que historicamente não gostava de marcar, começou a se transformar em algo mais completo. De Zerbi viu nele uma capacidade física específica: a de atuar pelo corredor direito inteiro, quase como um ala-direito de verdade, exigindo tanto defesa quanto ataque. "Eu falo que é um pai para mim", disse Luís sobre De Zerbi. "Foi um cara muito importante para eu chegar na Inter, me botou de baixo do braço: 'Você tem qualidade, vou te fazer jogar'." Pep Guardiola considera De Zerbi um dos técnicos mais influentes do futebol nos últimos 20 anos. Não é exagero.

Na Inter, a adaptação não foi imediata. A intensidade é maior, a exigência diferente. Luís Henrique precisou aprender a ler o jogo de forma nova. No Marseille, ele participava menos da construção, atuava mais aberto no ataque, focado na finalização. Em Milão, o papel é distinto. Ele está mais envolvido na construção ofensiva, às vezes mais distante do gol, mas aprendendo a chegar no momento certo. "É uma coisa que eu não estava acostumado, sempre fui o atacante que não gostava muito de marcar, mas as coisas mudam e você tem que adaptar, evoluir", reconheceu.

O técnico Chivu, ex-jogador da Inter e agora parte da comissão técnica, tem sido fundamental nesse processo. Não é só ele. Toda a comissão está inserida no dia a dia do brasileiro, mostrando vídeos, apontando onde melhorar, especialmente na defesa. Luís Henrique vai à salinha deles com frequência, absorvendo. O grupo também o abraçou, entendeu como ele gosta de jogar. "Isso vai entrosando a cada dia", disse.

Com duas participações em gols nos últimos quatro jogos, sendo três como titular, Luís Henrique começou a vislumbrar algo maior. A versatilidade que adquiriu, essa capacidade de fazer múltiplas funções, abre uma porta que ele sempre sonhou em atravessar: a seleção brasileira. A Copa do Mundo de 2026 está próxima, mas a lista já está bastante fechada. Ele sabe disso. Ainda assim, não abandona o sonho. "Tudo é possível", disse. "É uma posição que pode, sim, precisar. Como você falou, são poucos os jogadores que fazem essa posição. O que eu fizer aqui, trabalhando sério no dia a dia, estarei pronto para ajudar."

O caminho é claro. Continuar jogando bem na Inter, continuar aprendendo, continuar evoluindo. Adriano Imperador já passou a mensagem. De Zerbi já moldou o jogador. Chivu e a comissão continuam refinando. Agora é questão de tempo, de consistência, de estar pronto quando a oportunidade bater à porta.

Eu falo que é um pai para mim
— Luís Henrique, sobre Roberto De Zerbi
Quando você tem uma sequência, você ganha mais confiança, fica mais tranquilo de jogar, sabe que o treinador te dá oportunidade
— Luís Henrique
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a visita de Adriano Imperador foi tão importante para Luís Henrique naquele momento específico?

Model

Porque vinha de um ídolo do clube, alguém que conquistou quatro títulos italianos. Não era só um conselho. Era validação. Imperador estava dizendo que o clube acreditava nele, que havia gente importante apostando em seu futuro. Para um jogador jovem em um ambiente novo, isso muda tudo.

Inventor

De Zerbi é descrito como um "pai" por Luís Henrique. O que exatamente De Zerbi fez que foi tão transformador?

Model

Viu uma capacidade que o próprio Luís Henrique não havia explorado completamente. Enxergou que ele podia ser um ala-direito completo, não só um atacante. Moldou-o para defender e atacar, para participar da construção, não só da finalização. Isso exigiu que Luís Henrique mudasse sua mentalidade sobre o próprio jogo.

Inventor

A adaptação na Inter parece ter sido mais difícil do que no Marseille. Por quê?

Model

A intensidade é maior, a exigência diferente. Em Marseille, ele podia ser mais aberto no ataque, menos responsável pela construção. Na Inter, precisa estar envolvido desde o início da jogada, ler o jogo de forma mais completa. É um papel mais exigente defensivamente, algo que ele nunca havia priorizado.

Inventor

Qual é o papel de Chivu nessa transformação contínua?

Model

Chivu e toda a comissão técnica estão no dia a dia, mostrando vídeos, conversando após os treinos, ensinando como marcar, como se posicionar. Não é um trabalho isolado. É um ambiente inteiro investindo em seu desenvolvimento.

Inventor

Luís Henrique realmente acredita que pode chegar à seleção para a Copa do Mundo?

Model

Ele sabe que a lista está fechada, que o tempo é curto. Mas não abandona o sonho. Entende que sua versatilidade é um diferencial, que poucos jogadores fazem aquela posição. Se continuar jogando bem, se trabalhar sério, acredita que estará pronto quando chamarem.

Inventor

O que mudou em Luís Henrique desde que chegou à Inter?

Model

A confiança. Ele tem sequência de oportunidades, está jogando, participando de gols. Quando você joga regularmente, quando o treinador confia em você, tudo fica mais tranquilo. Você relaxa, faz o trabalho com clareza. Isso é visível em campo.

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