O primeiro alerta de que existe uma doença vascular em desenvolvimento
O corpo masculino, antes de revelar doenças do coração ou do cérebro, costuma falar por meio de sinais que os homens raramente reconhecem como avisos. A disfunção erétil — vivida em silêncio por muitos — pode ser a primeira linguagem de uma aterosclerose em curso, surgindo anos antes de um infarto ou AVC, justamente porque os vasos do pênis são mais estreitos e obstruem-se antes das grandes artérias. A SBACV-SP, no mês dedicado à saúde do homem, insiste que ouvir esse sinal precocemente pode ser a diferença entre tratar uma doença e sobreviver a ela.
- Entre 50% e 70% dos casos de disfunção erétil têm causa vascular — um dado que transforma um sintoma íntimo em alerta cardiológico urgente.
- Os homens chegam ao consultório tarde demais: a cultura do silêncio e da minimização faz com que doenças vasculares avancem sem diagnóstico até o ponto das complicações graves.
- Aterosclerose, aneurisma da aorta e doença arterial periférica evoluem sem dor até desencadear infartos, AVCs, amputações ou rupturas fatais.
- A SBACV-SP recomenda avaliação vascular a partir dos 40 anos — ou antes para quem tem diabetes, hipertensão, tabagismo ou histórico familiar —, com o eco Doppler como principal ferramenta não invasiva.
- Parar de fumar, controlar peso e tratar as doenças metabólicas reduz drasticamente o risco, mas o tempo perdido na negação pode tornar essas medidas insuficientes.
Quando um homem enfrenta dificuldades na vida sexual, raramente imagina que o corpo está enviando um aviso sobre o coração ou o cérebro. É exatamente essa mensagem que a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular — Regional São Paulo (SBACV-SP) reforça neste julho, mês do Dia do Homem: a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de que as artérias estão começando a falhar.
Entre 50% e 70% dos casos têm origem vascular, segundo o cirurgião Dr. Akash Kuzhiparambil Prakasan, da diretoria da SBACV-SP. A explicação é anatômica: os vasos que irrigam o pênis são mais estreitos do que as artérias coronárias e, por isso, sofrem obstruções primeiro. A aterosclerose age em silêncio nesses pequenos vasos anos antes de provocar um infarto ou AVC. Investigar a circulação — e não apenas tratar o sintoma sexual — é, portanto, fundamental.
O maior obstáculo, porém, é o comportamento dos próprios pacientes. Os homens tendem a minimizar sinais e adiar consultas, chegando ao médico quando a doença já está avançada. O corpo, enquanto isso, emite outros alertas: dor nas pernas ao caminhar, varizes, alterações na cor dos pés, feridas que não cicatrizam. Em diabéticos, lesões abertas por mais de duas a quatro semanas elevam significativamente o risco de amputação.
Muitas doenças vasculares evoluem sem qualquer manifestação. O aneurisma da aorta abdominal cresce sem dor e pode romper subitamente; a aterosclerose permanece silenciosa até desencadear um evento fatal. A prevenção continua sendo a medida mais eficaz: abandonar o cigarro, praticar exercícios, controlar peso, sono e as doenças metabólicas reduz drasticamente os riscos. Homens desenvolvem doenças cardiovasculares, em média, uma década antes das mulheres — razão pela qual a SBACV-SP recomenda avaliação vascular a partir dos 40 anos, ou antes para quem acumula fatores de risco como diabetes, hipertensão ou tabagismo.
Quando um homem enfrenta dificuldades na vida sexual, raramente pensa que seu corpo está enviando um aviso sobre o coração, o cérebro ou as pernas. Mas é exatamente isso que especialistas em cirurgia vascular estão tentando comunicar neste mês de julho, quando se celebra o Dia do Homem. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular — Regional São Paulo (SBACV-SP) reforça uma mensagem que muitos pacientes ignoram: a disfunção erétil frequentemente não é apenas um problema sexual. Pode ser o primeiro sinal de que as artérias estão começando a falhar.
Entre 50% e 70% dos casos de disfunção erétil têm origem vascular, segundo o cirurgião vascular Dr. Akash Kuzhiparambil Prakasan, integrante da Diretoria da SBACV-SP. Essa proporção elevada explica por que o sintoma merece investigação rigorosa, especialmente em homens acima dos 40 anos ou naqueles que convivem com fatores de risco conhecidos — diabetes, hipertensão, tabagismo, colesterol elevado. O médico é direto: quando um homem apresenta dificuldade erétil nessas circunstâncias, investigar a circulação antes de tratar apenas o sintoma é fundamental. Muitas vezes, esse é o primeiro alerta de que uma doença vascular está em desenvolvimento.
A razão anatômica é simples e reveladora. Os vasos sanguíneos que irrigam o pênis são menores do que as artérias coronárias do coração e as dos membros inferiores. Por serem mais estreitos, sofrem obstruções primeiro. Quando a aterosclerose — o acúmulo de placas de gordura nas artérias — começa seu trabalho silencioso, os pequenos vasos do pênis são os primeiros a apresentar sinais de comprometimento. Por isso, a disfunção erétil funciona como um marcador precoce: ela pode surgir anos antes de um infarto, um acidente vascular cerebral ou uma doença arterial obstrutiva nos membros inferiores.
Mas há um obstáculo maior que a própria doença: o comportamento dos pacientes. Os homens tendem a minimizar sintomas e adiar a procura por atendimento médico, frequentemente por razões culturais. Chegam ao consultório quando a doença já está avançada, reduzindo as possibilidades de tratamento e aumentando o risco de complicações graves. Enquanto isso, o corpo emite sinais que não devem ser ignorados: dor nas pernas ao caminhar que melhora apenas com repouso, sensação de peso e inchaço constante, varizes, alterações na cor ou temperatura dos pés, feridas que demoram a cicatrizar. Em pessoas com diabetes, essas lesões abertas por mais de duas a quatro semanas aumentam significativamente o risco de infecções graves e amputações.
O perigo das doenças vasculares é que muitas evoluem de forma totalmente silenciosa. A aterosclerose pode permanecer sem manifestações até desencadear um infarto ou um AVC. O aneurisma da aorta abdominal cresce sem provocar dores e pode romper subitamente, colocando a vida em risco imediato. A doença arterial periférica, em muitos casos, só é descoberta quando a circulação local já está bastante comprometida.
A prevenção, porém, segue sendo a medida mais eficaz. Parar de fumar, praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, controlar o peso, dormir bem e tratar adequadamente diabetes, hipertensão e colesterol elevado reduzem drasticamente o risco de morte. O cigarro continua sendo um dos maiores fatores de risco, pois acelera a aterosclerose e provoca lesões nas artérias. Quando diabetes, hipertensão e colesterol elevado se associam, o risco aumenta de forma exponencial.
A SBACV-SP recomenda que homens sem fatores de risco iniciem avaliação vascular a partir dos 40 anos. Aqueles com diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardiovasculares devem antecipar esse acompanhamento. O eco Doppler vascular — um exame não invasivo que permite avaliar artérias e veias em tempo real — é um dos principais métodos de investigação. Vale lembrar um dado que reforça a urgência: homens desenvolvem doenças cardiovasculares, em média, uma década antes das mulheres. Sem diagnóstico e tratamento, essas alterações podem evoluir para amputações e a temida ruptura de aneurismas da aorta.
Citas Notables
Quando um homem apresenta disfunção erétil, especialmente após os 40 anos ou na presença de fatores de risco como diabetes, hipertensão, tabagismo e colesterol elevado, é fundamental investigar a circulação antes de tratar apenas o sintoma— Dr. Akash Kuzhiparambil Prakasan, cirurgião vascular e integrante da Diretoria da SBACV-SP
Os homens tendem a minimizar os sintomas e adiar a procura por atendimento, muitas vezes por questões culturais. Com isso, chegam ao consultório quando a doença já está avançada— Dr. Akash Kuzhiparambil Prakasan
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a disfunção erétil é considerada um aviso tão importante?
Porque as artérias do pênis são as primeiras a sofrer quando a circulação começa a falhar. Elas são pequenas, e a aterosclerose as obstrui antes de afetar o coração ou o cérebro. É como um sistema de alarme precoce.
Então nem sempre é um problema psicológico ou hormonal?
Não. Entre metade e dois terços dos casos têm origem vascular. Claro que existem outras causas, mas ignorar a possibilidade vascular é perigoso — especialmente se o homem tem diabetes, hipertensão ou fuma.
Por que os homens demoram tanto para procurar ajuda?
Há uma resistência cultural em admitir o problema e em buscar atendimento. Muitos minimizam o sintoma, acham que é normal com a idade, e só vão ao médico quando a doença já está avançada. Aí as opções de tratamento diminuem.
Quais são os outros sinais que as pessoas deveriam notar?
Dor nas pernas ao caminhar que só melhora com repouso, inchaço constante, varizes, mudanças na cor dos pés, feridas que não cicatrizam. Esses sintomas indicam que a circulação está comprometida.
E se alguém tiver um aneurisma da aorta e não souber?
Aí está o perigo. Pode crescer silenciosamente durante anos sem causar dor. Quando rompe, é uma emergência que ameaça a vida imediatamente.
Como se proteger?
Parar de fumar é essencial — o cigarro acelera a aterosclerose. Depois vem exercício regular, alimentação equilibrada, controlar peso e tratar diabetes, hipertensão e colesterol. Quando esses fatores se combinam, o risco cresce exponencialmente.