Taxas de hospitalização equiparáveis às de pessoas idosas
Portugal reconhece que a fragilidade perante a gripe não é privilégio da velhice: dados nacionais revelaram que bebés e crianças até aos dois anos enfrentam riscos de hospitalização comparáveis aos dos idosos, levando a Direção-Geral da Saúde a alargar a vacinação gratuita a este grupo. A campanha, que decorre entre setembro de 2025 e abril de 2026, inscreve-se num esforço mais amplo de proteger os mais vulneráveis e aliviar a pressão sobre um sistema de saúde que todos os invernos sente o peso das doenças respiratórias.
- Crianças dos 6 aos 23 meses passam a ter acesso gratuito à vacina contra a gripe no SNS e nas farmácias, numa mudança que alarga significativamente a rede de proteção pública.
- A urgência da medida é sustentada por dados que equiparam as taxas de internamento desta faixa etária às dos idosos — um dado que contraria a perceção comum de que os bebés são apenas levemente afetados pela gripe.
- A pressão nas urgências hospitalares durante o inverno, agravada por infeções respiratórias, é um dos principais motores desta decisão política e do investimento de 7,6 milhões de euros.
- A campanha abrange também grávidas, profissionais de saúde, pessoas sem abrigo e reclusos, sinalizando uma abordagem que tenta alcançar os grupos historicamente mais expostos e menos protegidos.
- O modelo de vacinação distribui-se entre centros de saúde e farmácias comunitárias, com uma vacina de dose elevada reservada aos idosos com 85 ou mais anos em contexto exclusivamente clínico.
A Direção-Geral da Saúde alargou a vacinação gratuita contra a gripe a todas as crianças entre os 6 e os 23 meses de idade, numa decisão que marca a campanha sazonal 2025-2026, com início a 23 de setembro e término a 30 de abril de 2026. A medida foi motivada por dados nacionais que revelam taxas de hospitalização e de internamento em cuidados intensivos nesta faixa etária comparáveis às registadas entre idosos — um sinal de vulnerabilidade que até agora não se traduzia em proteção gratuita garantida pelo SNS.
A campanha funcionará tanto nos centros de saúde como nas farmácias comunitárias. Para os idosos com 85 ou mais anos e para residentes em estruturas de acolhimento ou na Rede de Cuidados Continuados, está prevista uma vacina de dose elevada, administrada exclusivamente nos centros de saúde. A DGS recomenda ainda a vacinação das crianças entre os 2 e os 4 anos, embora sem a mesma gratuidade universal.
O acesso gratuito estende-se a um conjunto alargado de grupos: pessoas com 60 ou mais anos, grávidas, profissionais de saúde, bombeiros no transporte de doentes, prestadores de cuidados, estudantes em estágio clínico, pessoas em situação de sem abrigo e residentes em estabelecimentos prisionais.
O objetivo central é reduzir internamentos por infeção respiratória e aliviar a pressão nas urgências durante os meses de inverno. O Estado investirá 7,6 milhões de euros — valor idêntico ao da campanha anterior — cobrindo a aquisição das vacinas e a remuneração das farmácias participantes. Com esta expansão, Portugal reconhece que a proteção contra a gripe precisa de chegar mais cedo na vida, e não apenas mais tarde.
A Direção-Geral da Saúde tomou uma decisão que muda o acesso à vacinação contra a gripe em Portugal: a partir de agora, todas as crianças entre os 6 e os 23 meses de idade podem receber a vacina de forma completamente gratuita. Esta é a principal novidade da campanha de vacinação que arranca a 23 de setembro e se estende até 30 de abril de 2026.
O que justifica esta expansão é um conjunto de dados nacionais que revelam algo surpreendente: as crianças nesta faixa etária apresentam taxas de hospitalização e de internamento em cuidados intensivos que são comparáveis às registadas entre pessoas idosas. Perante este cenário, a autoridade de saúde considerou essencial alargar a proteção gratuita a um grupo que, até agora, não tinha acesso garantido à vacinação contra a gripe pelo Serviço Nacional de Saúde. A DGS recomenda também que as crianças entre os 2 e os 4 anos sejam vacinadas, ainda que não com a mesma gratuidade universal.
A campanha de vacinação sazonal para o outono-inverno 2025-2026 funcionará em dois contextos: nos centros de saúde do SNS e nas farmácias comunitárias. Para os idosos com 85 ou mais anos, bem como para os residentes em estruturas de acolhimento para pessoas idosas e na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, está prevista a disponibilização de uma vacina de dose elevada, mantendo o modelo da época anterior. Estas inoculações ocorrerão exclusivamente nos centros de saúde.
O acesso gratuito estende-se também a pessoas com 60 ou mais anos de idade, profissionais de saúde, grávidas, bombeiros envolvidos no transporte de doentes, prestadores de cuidados a pessoas dependentes, estudantes em estágio clínico, profissionais de distribuição farmacêutica, pessoas em situação de sem abrigo e residentes em estabelecimentos prisionais. Nas farmácias comunitárias, a vacinação é recomendada para utentes entre os 60 e os 84 anos e para profissionais de saúde.
O objetivo declarado da campanha é reduzir a vulnerabilidade individual face à gripe e à covid-19, diminuir a carga global de doença e aliviar a pressão nos serviços de saúde. Isto significa menos recurso às urgências hospitalares e menos internamentos por infeção respiratória — uma preocupação particularmente relevante durante os meses de inverno, quando estas doenças tendem a intensificar-se.
O investimento financeiro é substancial. Segundo uma portaria publicada a 14 de agosto, o Estado vai despender 7,6 milhões de euros na vacinação contra a covid-19 e a gripe nas farmácias comunitárias, um valor idêntico ao da campanha anterior. Este montante cobre não apenas a aquisição das vacinas, mas também a remuneração total que será paga às farmácias pela sua participação no programa. O Governo justifica este investimento como uma forma de assegurar elevados padrões de eficiência e efetividade, promovendo ganhos em saúde enquanto oferece maior conforto e proximidade aos utilizadores do sistema.
Com esta medida, Portugal reforça a sua estratégia de proteção contra doenças respiratórias sazonais, reconhecendo que a vulnerabilidade não é exclusiva dos idosos e que as crianças muito pequenas enfrentam riscos comparáveis. A campanha que se aproxima representa um passo significativo na tentativa de reduzir o impacto destas infeções na população mais frágil e nos recursos do sistema de saúde.
Citas Notables
Esta faixa etária apresenta taxas de hospitalização e de cuidados intensivos equiparáveis às registadas entre pessoas mais idosas— Direção-Geral da Saúde
Esta campanha visa reduzir a suscetibilidade individual, a carga de doença e o impacto nos serviços de saúde, nomeadamente o recurso às urgências hospitalares e os internamentos por infeção respiratória— Direção-Geral da Saúde
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que a DGS decidiu agora proteger gratuitamente as crianças tão pequenas? Não havia razão para o fazer antes?
Os dados nacionais mostraram algo que talvez não fosse tão visível antes: estas crianças entre os 6 e os 23 meses têm taxas de hospitalização e de cuidados intensivos que se equiparam às dos idosos. Quando vê números assim, não pode ignorar.
Mas isso significa que estavam desprotegidas até agora? Que as famílias tinham de pagar?
Exatamente. Agora o acesso é universal e gratuito através do SNS e das farmácias. É uma mudança de paradigma — reconhecer que esta faixa etária é um grupo de risco real, não uma população secundária.
E quanto aos pais que já vacinaram os filhos noutros contextos? Há alguma compensação?
A fonte não menciona isso. O foco é prospetivo — a partir de setembro, estas crianças têm proteção garantida. O que interessa agora é que não haja mais barreiras.
Sete milhões e meio de euros é muito dinheiro. Vale a pena para evitar internamentos?
Quando pensa em menos urgências hospitalares, menos camas ocupadas, menos pressão nos serviços — sim, vale. É investimento em alívio do sistema, não apenas em vacinação.
E as crianças entre os 2 e os 4 anos? Por que não têm a mesma proteção gratuita?
A DGS recomenda a vacinação para elas, mas não com a mesma universalidade. Talvez porque os dados mostrem que o risco é mais elevado nos mais pequenos. É uma questão de prioridades.