Ponte desaba no Acre enquanto vítima mostrava fissura para juiz fazer transmissão ao vivo

Quatro pessoas feridas, duas em estado grave e gravíssimo; caminhoneiro sofreu três cortes no rosto após queda no rio.
Fui na frente para indicar o local e, nesse momento, a ponte desabou
O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva descreveu o momento exato em que a estrutura cedeu enquanto ele mostrava uma fissura ao juiz aposentado.

Em Sena Madureira, no Acre, uma ponte interditada há apenas um dia desabou na noite de sexta-feira, levando quatro pessoas ao rio e expondo a fragilidade de uma obra pública de R$ 36 milhões inaugurada há dois anos. O colapso ocorreu no momento em que um juiz aposentado filmava a estrutura para criticá-la publicamente — e um caminhoneiro lhe mostrava, com o próprio corpo sobre a fissura, onde a ponte estava cedendo. Há nesse episódio uma ironia trágica: o ato de denunciar o perigo tornou-se o instante em que o perigo se consumou.

  • Uma ponte interditada por risco iminente de colapso foi ignorada por quatro pessoas na noite de sexta-feira — e a estrutura cedeu enquanto elas estavam sobre ela.
  • O caminhoneiro Weverton Silva, de 34 anos, caiu diretamente no rio e saiu da água com três cortes profundos no rosto, enquanto seu colega desapareceu nas águas.
  • O juiz aposentado Edinaldo Muniz, que filmava a ponte para criticar publicamente a obra de R$ 36 milhões, está em estado grave; Antonio Moraes Lima Filho foi transferido para Rio Branco em estado gravíssimo.
  • A governadora Mailza Assis se deslocou ao município, equipes técnicas foram enviadas ao local e o efetivo policial foi reforçado — o governo tenta conter o impacto político e humano do desastre.
  • Uma investigação está em andamento, mas as causas exatas do colapso — se a fissura, o peso das pessoas ou falha estrutural acumulada — ainda não foram divulgadas oficialmente.

Na noite de sexta-feira, a Ponte Frei Paolino Baldassari desabou em Sena Madureira, no Acre, levando quatro pessoas consigo. O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva, de 34 anos, atravessava a estrutura com um colega quando foi abordado pelo juiz aposentado Edinaldo Muniz, de 54 anos, e seu irmão advogado, Edinei Muniz. Eles pediam que Silva mostrasse onde havia uma fissura — não por segurança, mas para filmagem crítica da obra. Enquanto indicava o ponto danificado, a ponte cedeu.

Silva caiu no rio e conseguiu sair da água com três cortes profundos no rosto. Seu colega de trabalho, Antonio Moraes Lima Filho, de 36 anos, desapareceu nas águas e foi posteriormente resgatado em estado gravíssimo, sendo transferido para Rio Branco. Edinaldo Muniz, que filmava a estrutura para criticar publicamente a obra, permanece em estado grave. Os outros dois sofreram ferimentos mais leves.

A ponte havia sido interditada apenas um dia antes, na quinta-feira, por risco iminente de colapso. Inaugurada há pouco mais de dois anos, a estrutura de 232 metros custou mais de R$ 36 milhões e era uma reivindicação histórica da população local — conectava o primeiro e segundo distrito da cidade, eliminando travessias precárias. Apesar da interdição, todos os envolvidos circulavam pelo local no momento do desabamento.

O governo do Acre reagiu rapidamente: a governadora Mailza Assis se deslocou ao município, equipes técnicas do Deracre e da construtora foram enviadas ao local, e o efetivo policial foi reforçado. Uma coletiva de imprensa foi prometida para fornecer atualizações. A investigação sobre as causas exatas do colapso segue em andamento.

Na noite de sexta-feira, a Ponte Frei Paolino Baldassari desabou em Sena Madureira, no interior do Acre, levando consigo quatro pessoas. O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva, de 34 anos, estava atravessando a estrutura com um colega quando foi abordado por um juiz aposentado e seu irmão advogado. Eles queriam que ele mostrasse onde havia uma fissura na ponte — não para fins de segurança, mas para filmagem. Silva concordou. Enquanto indicava o ponto danificado, a ponte cedeu.

Silva caiu direto no rio. Conseguiu nadar até encontrar um ponto de apoio e sair da água com três cortes profundos no rosto. O juiz aposentado, Edinaldo Muniz, de 54 anos, agora criador de conteúdo, estava filmando a estrutura para criticar publicamente a obra. Seu irmão, Edinei Muniz, de 51 anos, advogado, estava com ele. O quarto ferido era Antonio Moraes Lima Filho, de 36 anos, colega de trabalho de Silva.

A ponte havia sido interditada apenas um dia antes, na quinta-feira, devido ao risco iminente de colapso. Inaugurada pouco mais de dois anos antes, a estrutura de 232 metros custou mais de R$ 36 milhões aos cofres públicos e era uma reivindicação antiga da população local — servia para conectar o primeiro e segundo distrito da cidade, eliminando a necessidade de travessias por catraia ou pela BR-364. Apesar da interdição, Silva circulava pelo local, assim como Muniz e seu irmão.

Dos quatro feridos, dois estão em estado crítico. Edinaldo Muniz permanece em estado grave. Antonio Moraes Lima Filho foi encaminhado para Rio Branco em estado gravíssimo. Silva e Edinei Muniz sofreram ferimentos mais leves. Após a queda, Silva passou a procurar desesperadamente por seu colega, que havia desaparecido nas águas.

O governo do Acre mobilizou-se rapidamente. A governadora Mailza Assis se deslocou para o município para prestar solidariedade aos feridos. Equipes técnicas do Deracre e da empresa responsável pela obra foram enviadas ao local. O efetivo policial em Sena Madureira também foi reforçado. O governo prometeu uma coletiva de imprensa com a governadora para fornecer atualizações sobre a situação e, implicitamente, sobre as causas do desabamento. Uma investigação está em andamento, embora os detalhes sobre o que exatamente levou a ponte a ceder — se foi a fissura que Silva mostrava, se foi o peso das pessoas no local, ou uma combinação de fatores estruturais — ainda não tenham sido divulgados publicamente.

Eu estava atravessando a ponte junto com um colega de trabalho quando encontramos um juiz e um advogado. Eles pediram que eu mostrasse onde estava a falha na estrutura. Fui na frente para indicar o local e, nesse momento, a ponte desabou.
— Weverton Murieta da Silva, caminhoneiro, 34 anos
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o juiz aposentado estava filmando a ponte se ela já estava interditada?

Model

Edinaldo Muniz é criador de conteúdo agora. Ele queria documentar os problemas estruturais para criticar a obra publicamente — uma ponte de R$ 36 milhões que desabou em pouco mais de dois anos. Era conteúdo crítico, não turismo.

Inventor

E o caminhoneiro sabia que a ponte estava interditada?

Model

Sim, Weverton sabia. Mas ele estava atravessando mesmo assim. Quando foi abordado por Muniz e seu irmão, concordou em mostrar a fissura. Não era um ato de negligência deliberada — era uma conversa que virou tragédia.

Inventor

Qual é a diferença entre estar em estado grave e gravíssimo?

Model

Gravíssimo significa risco iminente de morte. Antonio Moraes Lima Filho, que foi encaminhado para Rio Branco, está nessa situação. Edinaldo Muniz está grave, mas com perspectivas melhores de recuperação, pelo menos no momento do relato.

Inventor

A ponte tinha apenas dois anos de idade?

Model

Pouco mais de dois anos. Era uma obra recente, uma reivindicação que a população local havia feito durante anos. Custou mais de R$ 36 milhões. O fato de ter desabado tão cedo levanta questões sérias sobre a qualidade da construção e da fiscalização.

Inventor

O que vai acontecer agora?

Model

Investigação, coletiva de imprensa, provavelmente responsabilização. Mas no imediato, o foco é salvar as vidas dos dois em estado crítico e entender por que uma ponte tão cara falhou tão rapidamente.

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