Uma lacuna irreparável na vida pública e no seio da família
Na tarde de um sábado de julho, Pernambuco perdeu Waldemar Borges, deputado estadual que por quase quatro décadas teceu sua presença na vida pública do estado — de vereador a secretário, de articulador a legislador. Aos 67 anos, após uma longa batalha contra o câncer, ele deixa esposa, três filhos e uma trajetória que a família descreve como farol para as gerações que virão. A política, quando vivida com retidão, deixa rastros que sobrevivem ao cargo.
- Após longa luta contra o câncer, Waldemar Borges morreu na tarde de sábado, aos 67 anos, e a notícia foi confirmada pela própria família nas redes sociais.
- A perda repercute além dos corredores da Assembleia Legislativa: Borges era marido da ministra Luciana Santos e pai de três filhos, tornando o luto simultaneamente público e profundamente íntimo.
- Com quatro mandatos como vereador, passagens por secretarias estaduais e quatro mandatos como deputado, sua ausência deixa um vazio difícil de dimensionar no PSB pernambucano.
- O velório foi marcado para domingo na Assembleia Legislativa — o mesmo espaço onde exerceu liderança e presidiu comissões centrais —, um gesto institucional de reconhecimento à sua trajetória.
Waldemar Borges morreu na tarde de sábado, aos 67 anos, após uma longa luta contra o câncer. A família confirmou o falecimento e descreveu a perda como uma lacuna irreparável — não apenas na vida pública, mas no núcleo familiar.
Sua trajetória foi construída em camadas ao longo de quase quatro décadas. Começou como vereador do Recife, cargo que exerceu quatro vezes, e passou pelas secretarias estaduais nas gestões de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Foi na Assembleia Legislativa de Pernambuco, porém, que sua atuação ganhou maior relevo: quatro mandatos como deputado estadual, liderança do governo na casa e presidência das comissões de Constituição e Justiça, Educação e Cultura, e Administração Pública.
Em comunicado nas redes sociais, a família foi além do inventário político. Falou do marido e pai amoroso, da generosidade e da retidão que, segundo eles, permaneceriam como seu maior legado. Borges deixa três filhos e sua esposa, Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O velório foi realizado no domingo, 5 de julho, na própria Assembleia Legislativa — um reconhecimento institucional à sua importância —, seguido de sepultamento no Cemitério Morada da Paz. Era o encerramento formal de uma presença que marcou a política pernambucana por décadas.
Waldemar Borges morreu no sábado à tarde. A notícia chegou através da família, que divulgou o falecimento do deputado estadual aos 67 anos após uma longa luta contra o câncer. Com quase quatro décadas de vida pública, Borges deixava para trás uma trajetória que o consolidou como um dos nomes mais relevantes do Partido Socialista Brasileiro em Pernambuco.
Sua carreira foi construída em camadas. Começou como vereador do Recife, cargo que ocupou quatro vezes. Depois vieram as secretarias estaduais durante as gestões de Miguel Arraes e Eduardo Campos, além de passagem pela Prefeitura do Recife. Mas foi na Assembleia Legislativa de Pernambuco que sua atuação ganhou maior destaque: quatro mandatos como deputado estadual, liderança do governo na casa, e presidência das comissões mais importantes — Constituição, Legislação e Justiça; Educação e Cultura; Administração Pública. Eram posições que exigiam confiança política e capacidade de articulação.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a família descreveu a perda em termos que iam além da política. Falaram de uma lacuna irreparável não apenas na vida pública, mas no seio familiar. O texto destacava o marido e pai amoroso, a generosidade e a retidão que, segundo os familiares, continuariam sendo seu maior legado. "Sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações", escreveram.
Borges deixava três filhos e sua esposa, Luciana Santos, que ocupa o cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação. O velório foi marcado para o domingo, 5 de julho, das 8h às 13h, na própria Assembleia Legislativa — um reconhecimento institucional de sua importância política. O sepultamento aconteceria logo em seguida, no Cemitério Morada da Paz. Era o encerramento formal de uma presença que havia marcado a política pernambucana por décadas.
Citações Notáveis
Para além do homem público exemplar, guardaremos para sempre a lembrança do marido e pai amoroso, cuja generosidade e retidão continuam a ser o nosso orgulho— Família de Waldemar Borges
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Waldemar Borges passou quase quarenta anos na vida pública. O que fez dele alguém tão importante no PSB?
Ele ocupou praticamente todos os cargos que importam em Pernambuco — vereador, secretário, deputado. Mas o que conta é que manteve essas posições. Quatro mandatos como deputado não é coincidência. Isso significa que as pessoas votavam nele repetidamente.
E na Assembleia Legislativa, qual era sua função específica?
Ele presidiu as comissões que realmente funcionam — Constituição e Legislação, Educação, Administração Pública. Essas não são posições honorárias. São lugares onde as leis são escritas, onde as decisões são tomadas. Ele estava no centro das coisas.
A família mencionou generosidade e retidão. Isso é comum em comunicados de morte?
É comum dizer coisas bonitas, sim. Mas quando uma família escolhe essas palavras específicas — generosidade, retidão — e as repete, está dizendo algo sobre como ele era conhecido. Não é apenas política. É reputação pessoal.
Sua esposa é ministra. Como isso afeta a forma como pensamos sobre sua morte?
Muda a escala. Não é só um deputado estadual que faleceu. É alguém casado com uma ministra federal. A morte dele toca em círculos mais amplos de poder. E ela perde o marido enquanto carrega responsabilidades nacionais.
O que significa que o velório foi na Assembleia Legislativa?
Significa que a instituição o reconhecia como seu. Não era um político qualquer. Era alguém que a casa considerava importante o suficiente para abrir suas portas para o luto público.