Quando a lei muda mais rápido do que a confiança pode acompanhar, o próprio ato de aconselhar torna-se uma aposta. Uma pesquisa inédita da AASP, realizada em julho de 2026 com 754 advogados brasileiros, documenta com precisão esse desconforto: quase metade dos profissionais aponta as decisões monocráticas nos tribunais superiores como o principal fator de erosão da segurança jurídica no país. O que está em jogo não é apenas a eficiência do sistema — é a confiança que sustenta o próprio contrato entre cidadãos e instituições.
Decisões monocráticas são principal fator de insegurança jurídica, aponta pesquisa da AASP
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Sesgo y Encuadre
Artigo apresenta pesquisa da AASP sobre insegurança jurídica nos tribunais superiores com perspectiva predominantemente crítica ao Judiciário, baseada em dados de advogados.
Enquadramento crítico institucional: o artigo estrutura-se em torno de problemas identificados pela AASP (decisões monocráticas, mudanças de jurisprudência, falta de previsibilidade), apresentando percentuais elevados como evidência de crise sistêmica. A citação final da presidente da AASP amplifica a interpretação alarmista ('sinal de alerta para a segurança jurídica').
Impacto Geopolítico
Pesquisa da AASP revela crise de segurança jurídica no Brasil: 48,1% dos advogados apontam decisões monocráticas como principal ameaça ao sistema de justiça e confiança institucional.
Concentração de poder decisório em magistrados individuais enfraquece a legitimidade institucional do Judiciário brasileiro. Advogados, atores-chave no sistema legal, perdem confiança na previsibilidade das decisões, afetando a capacidade de orientação jurídica e estratégia processual. Isso reduz o equilíbrio de poderes e a accountability institucional.
Semelhante à crise de legitimidade do Judiciário em períodos de autoritarismo, quando decisões arbitrárias de magistrados isolados minaram a confiança no Estado de Direito. A atual concentração de poder monocrático replica dinâmicas que historicamente precedem erosão institucional.
Lente Económico
Insegurança jurídica nos tribunais superiores afeta estratégias legais e confiança no sistema, com 48,1% dos advogados apontando decisões monocráticas como principal problema.
Empresas e pessoas físicas enfrentam maior dificuldade em obter orientação jurídica previsível, aumentando custos de conformidade legal e reduzindo confiança nas decisões judiciais, o que desestimula investimentos e negócios.
Necessidade de reformas institucionais nos tribunais superiores para aumentar coerência jurisprudencial, implementar códigos de ética, reduzir decisões monocráticas, melhorar transparência nos procedimentos de audiências e modernizar julgamentos virtuais com maior participação da advocacia.