Cristiano Ronaldo enfrenta possível adeus melancólico da Copa em meio a polêmicas

Aos trinta e sete anos, luta contra um encerramento melancólico
Ronaldo enfrenta sua última Copa como desempregado, sem propostas de grandes clubes europeus.

Ronaldo foi flagrado reclamando quando substituído aos 30 minutos do segundo tempo, gerando nova controvérsia em campanha já marcada por problemas. Técnico Fernando Santos não apoiou a reação e 70% dos torcedores portugueses querem Ronaldo no banco contra a Suíça nas quartas de final.

  • Ronaldo foi substituído aos 30 minutos do segundo tempo contra a Coreia do Sul e reclamou visualmente
  • 70% dos torcedores portugueses querem Ronaldo no banco contra a Suíça nas quartas de final
  • Aos 37 anos, Ronaldo é desempregado desde a rescisão com o Manchester United
  • Marcou contra Gana, tornando-se o primeiro jogador a marcar em cinco Copas do Mundo

Cristiano Ronaldo explode de raiva ao ser substituído contra a Coreia do Sul, intensificando polêmicas que marcam sua provável última Copa do Mundo aos 37 anos, enquanto enfrenta desemprego e questionamentos sobre sua liderança.

A cena se repetiu na tela: Cristiano Ronaldo olha para a lateral do campo, vê seu número na placa de substituições e sente a raiva tomar conta. Faltavam trinta minutos para o apito final da partida contra a Coreia do Sul, pela última rodada da fase de grupos, quando Fernando Santos decidiu tirar seu capitão. O português passou a braçadeira para Pepe e foi capturado pelas câmeras oficiais da Fifa murmurando uma reclamação sobre a pressa de sua saída. Era mais um episódio em uma Copa que deveria ser memorável e se tornou, em vez disso, uma sucessão de controvérsias.

Esta provavelmente será a última Copa do Mundo de Ronaldo, e desde antes mesmo da estreia portuguesa no Qatar, as manchetes não falam de seus gols ou de sua liderança. A saída tumultuada do Manchester United, semanas antes do torneio começar, contaminou o ambiente da delegação. Enquanto Portugal tentava se concentrar em buscar seu primeiro título mundial, o litígio do jogador com o clube inglês dominava os jornais europeus e criava desconforto entre os atletas hospedados em Al Shahaniya. As perguntas constantes sobre o assunto deixavam os companheiros incomodados, inclusive Bruno Fernandes, que além de colega na seleção também era companheiro no United.

Mas a reação na substituição contra a Coreia foi diferente. Nem Fernando Santos tentou minimizar o ocorrido. "Vi a reação dele no jogo. Se gostei? Nada. Não gostei nada mesmo", disse o técnico, deixando claro seu desagrado. Na véspera do confronto com a Suíça pelas quartas de final, Santos evitou confirmar Ronaldo como titular, dizendo apenas que escalaria "a equipe que acho que tem que jogar". A hesitação era significativa. Um jornal português realizou uma enquete sobre a escalação do camisa 7, e setenta por cento dos torcedores acreditavam que ele deveria começar no banco contra os suíços. Para o maior ídolo da nação, aquele que conquistou a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações de 2019, era um número que dizia tudo sobre como sua imagem havia se deteriorado.

Não era a primeira vez que Ronaldo enfrentava ceticismo em uma grande competição. Na Euro 2016, também começou questionado. Contra a Islândia, foi anulado no empate por um a um. Perdeu um pênalti no zero a zero contra a Áustria. Só decolou na terceira partida, marcando dois gols no empate com a Hungria por três a três. A partir daí, se transformou no herói da campanha. Mesmo quando se machucou na final contra a França aos vinte e quatro minutos e deixou o gramado chorando, continuou presente, quase como um segundo técnico ao lado de Santos, passando confiança ao atacante Éder, que marcaria o gol do título.

No Qatar, esse papel de liderança desapareceu. Ronaldo tem causado mais problemas do que soluções. Marcou contra Gana, tornando-se o primeiro jogador a marcar em cinco Copas do Mundo, mas a narrativa não é sobre seus gols. É sobre suas reações, suas frustrações, sua incapacidade de unir o grupo em torno do objetivo de vencer o Mundial. Tudo isso acontece em um momento inédito de sua carreira: ele disputa uma Copa como desempregado. Desde a rescisão com o Manchester United, nenhum grande clube europeu apresentou uma proposta formal. Apenas times de centros alternativos o procuram, como o Al-Nassr da Arábia Saudita, segundo o jornal Marca. Esportivamente, não é o que ele esperava. Tentou sair do United justamente porque o time não disputa a Champions League nesta temporada.

Aos trinta e sete anos, Ronaldo luta contra um cenário que nunca havia enfrentado: o risco de um encerramento de carreira melancólico, longe dos grandes palcos do futebol mundial. Se não fizer uma boa campanha no Qatar, especialmente no decisivo jogo contra a Suíça, as perspectivas ficarão ainda mais sombrias. A próxima partida não é apenas sobre classificação. É sobre o legado de um jogador que precisa provar que ainda tem algo a oferecer nos momentos que importam.

Vi a reação dele no jogo. Se gostei? Nada. Não gostei nada mesmo.
— Fernando Santos, técnico de Portugal
Vou colocar a equipe que eu acho que tem que jogar o jogo.
— Fernando Santos, evitando confirmar Ronaldo como titular
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a reação dele na substituição importa tanto? Tecnicamente, Portugal já estava classificado.

Model

Porque em uma Copa, especialmente a que pode ser a última, o que você faz quando as coisas não saem como esperado revela quem você é como líder. Ronaldo explodiu de raiva em vez de aceitar a decisão do técnico.

Inventor

E o técnico realmente não o quer mais?

Model

Santos não disse isso. Mas hesitou em confirmá-lo como titular. Setenta por cento dos torcedores portugueses queriam vê-lo no banco. Para o maior ídolo do país, é um sinal de que algo quebrou.

Inventor

Ele já passou por momentos assim antes?

Model

Sim, na Euro 2016 começou questionado, perdeu um pênalti, foi anulado. Mas depois decolou e se tornou o herói. A diferença agora é que ele está desempregado, com trinta e sete anos, e nenhum grande clube europeu o quer.

Inventor

Então a Copa é sua última chance de provar algo?

Model

Não apenas provar. É sobre como ele quer ser lembrado. Se sair do Qatar sem uma boa campanha, especialmente contra a Suíça, o fim de carreira dele será em um lugar que ele nunca quis estar.

Inventor

Qual é a chance de ele começar contra a Suíça?

Model

Provavelmente vai começar. Mas a dúvida em si já é uma derrota para alguém que costumava ser insubstituível.

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