Conheça 4 apps criadas por leitores: eventos, finanças, networking e produtividade

Às vezes queremos conhecer alguém que está literalmente ao nosso lado
Sobre Coucou!, a aplicação que permite networking local sem necessidade de Internet.

Há algo de profundamente humano no ato de criar — transformar uma ideia numa ferramenta que outros possam usar. O Pplware dedica uma rubrica precisamente a esse gesto, dando voz a leitores e desenvolvedores que constroem soluções para problemas do quotidiano. Desta vez, quatro aplicações ganham destaque: uma para descobrir eventos culturais em Portugal, outra para acompanhar a jornada rumo à independência financeira, uma terceira para conhecer pessoas próximas sem internet, e uma startup ucraniana que, mesmo em tempos de guerra, continua a servir 190 milhões de utilizadores em todo o mundo.

  • Encontrar eventos culturais em Portugal dispersos por múltiplas fontes é um problema real — Whats up in Town centraliza tudo num só lugar, com filtros por localização, data e tipo de evento.
  • A independência financeira parece abstrata até se ver graficamente: o FIRE Tracker, criado por Fernando Vidigal, torna o progresso tangível através do registo de despesas e do acompanhamento de investimentos.
  • Coucou! desafia a lógica das redes sociais globais ao propor o oposto — conhecer quem está a 100 metros de distância, sem precisar sequer de ligação à internet.
  • A Readdle, startup ucraniana com mais de 200 colaboradores entre Odessa e Kyiv, garante a continuidade dos seus serviços apesar do conflito, lembrando que a tecnologia também é resistência.
  • O Pplware mantém a rubrica aberta a novos projetos, reconhecendo que o talento criativo está disperso — e que merece ser visto.

O Pplware tem uma rubrica com um propósito simples e generoso: dar visibilidade ao que os seus leitores constroem. Desta vez, quatro projetos ocupam esse espaço — cada um nascido de uma necessidade diferente, cada um levado até ao fim por alguém que decidiu não ficar apenas com a ideia.

Whats up in Town resolve um problema de fragmentação: a vida cultural portuguesa existe, mas está espalhada. A aplicação reúne teatro, música, dança, stand-up comedy e muito mais num único catálogo filtrável por localização, data e tipo de evento. O utilizador pode guardar favoritos, adicionar eventos ao calendário e receber notificações personalizadas. Está disponível gratuitamente para Android e iOS.

FIRE Tracker, desenvolvida pelo leitor Fernando Vidigal, entra noutro território — o das finanças pessoais. A aplicação permite registar despesas mensais e acompanhar o crescimento de um portfólio dividido em quatro categorias: contas à ordem, fundo de emergência, produtos de investimento e criptomoedas. O grande diferencial é visual: o utilizador vê, em gráficos, como a independência financeira se vai aproximando. Gratuita para Android.

Coucou!, criada por Vítor Santos, propõe algo invulgar: networking local sem internet. Num raio de 100 metros, os utilizadores podem descobrir quem está por perto, trocar mensagens privadas ou enviar mensagens públicas à comunidade próxima. É uma resposta ao paradoxo moderno de estar rodeado de pessoas e não conhecer nenhuma.

O quarto projeto destoa dos anteriores. A Readdle não é uma criação de um leitor português — é uma startup ucraniana com mais de 200 colaboradores, responsável por aplicações como PDF Expert, Spark, Scanner Pro e Calendars, com 190 milhões de downloads acumulados e prémios da Apple que incluem App do Ano. Mencionada num momento em que a Ucrânia enfrenta uma guerra, a empresa garantiu que os seus serviços continuam operacionais — um detalhe que, neste contexto, diz muito.

A rubrica permanece aberta. O Pplware convida quem constrói a partilhar o que criou, partindo do princípio de que há talento por revelar — em Portugal e além.

Há uma rubrica no Pplware dedicada a dar visibilidade às aplicações criadas pelos seus leitores e por desenvolvedores que acompanham a publicação. Desta vez, quatro projetos ganham destaque — cada um resolvendo um problema diferente, cada um refletindo a criatividade de quem o imaginou.

O primeiro é Whats up in Town, uma aplicação pensada para quem quer explorar a vida cultural portuguesa sem perder nenhum evento importante. A app funciona como um catálogo centralizado de tudo o que acontece no país: teatro, música, dança, performances, stand-up comedy. O utilizador consegue filtrar por localização, por data, por tipo de evento. Pode marcar os seus favoritos, adicioná-los ao calendário, e receber notificações quando surgem novas propostas que o interessam. É gratuita, está disponível tanto em Android como em iOS, e foi desenvolvida pela equipa que está por trás do projeto.

Já FIRE Tracker aborda um tema completamente diferente: as finanças pessoais e o caminho para a independência financeira. Desenvolvida pelo leitor Fernando Vidigal, a aplicação permite registar despesas mensais e acompanhar o património de investimentos ao longo do tempo. O utilizador vê graficamente como a sua independência financeira se aproxima, consegue organizar os seus ativos em quatro categorias — contas à ordem, fundo de emergência, produtos de investimento e criptomoedas — e acompanha a diversificação do seu portfólio. É uma ferramenta para quem quer ter clareza sobre o seu progresso financeiro. Está disponível gratuitamente para Android.

Coucou! é um projeto de networking local com uma característica invulgar: não precisa de ligação à Internet. Criada por Vítor Santos, a aplicação permite conhecer pessoas que estão fisicamente perto — num raio de aproximadamente 100 metros. O utilizador cria um perfil visível apenas para outros utilizadores Coucou! ativos nessa zona, e pode trocar mensagens privadas ou enviar mensagens públicas para toda a comunidade próxima. É uma resposta a um problema simples: às vezes queremos conhecer alguém que está literalmente ao nosso lado, sem precisar de aplicações de âmbito nacional ou internacional. Também é gratuita e funciona em Android.

O quarto projeto é diferente dos anteriores. Readdle não é uma aplicação criada por um leitor português, mas uma startup ucraniana que merecia menção. A empresa emprega mais de 200 pessoas, distribuídas entre Odessa e Kyiv, e desenvolve ferramentas de produtividade há mais de uma década. Por trás do nome Readdle estão aplicações conhecidas: PDF Expert, Spark para email, Documents, Scanner Pro, Calendars, e a suite de produtividade Fluix. As suas aplicações foram descarregadas mais de 190 milhões de vezes em todo o mundo. Ganhou prémios importantes da Apple, incluindo a distinção de App do Ano e Escolha dos Editores. A empresa tem presença em mais de 11 países e garantiu que os seus serviços não serão afetados pela situação na Ucrânia.

A rubrica funciona como um espaço aberto. O Pplware convida os seus leitores a enviarem as suas próprias criações para divulgação, reconhecendo que há talento disperso — gente que constrói coisas úteis, divertidas, criativas, em Portugal e pelo mundo fora. Estas quatro aplicações são exemplos disso: soluções simples para problemas reais, desenvolvidas por pessoas que tiveram uma ideia e a levaram até ao fim.

Aplicações simples, úteis, divertidas, tudo o que possam imaginar
— Pplware, sobre as apps dos leitores
Os seus serviços não serão afetados nem interrompidos na Ucrânia
— Readdle, garantia aos clientes
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Porque é que uma rubrica como esta importa? Não há já centenas de aplicações no mercado?

Model

Há, mas a maioria vem de grandes empresas. O que esta rubrica faz é dar visibilidade a quem trabalha sozinho ou em pequenas equipas, a pessoas que resolvem um problema específico porque o sentiam. Whats up in Town existe porque alguém quis um catálogo melhor de eventos culturais em Portugal. FIRE Tracker existe porque Fernando Vidigal queria acompanhar a sua jornada para a independência financeira de forma visual.

Inventor

E isso muda alguma coisa? Não é apenas mais uma app entre milhões?

Model

Muda porque cria um canal direto entre criador e utilizador. Não há intermediários, não há algoritmos a decidir o que te mostrar. É uma recomendação honesta, feita por uma publicação que conhece o seu público.

Inventor

Coucou! é interessante porque funciona sem Internet. Como é que isso é possível?

Model

Usa provavelmente Bluetooth ou tecnologia de proximidade local. O ponto é que não precisa de servidores centrais para duas pessoas conversarem se estão uma ao lado da outra. É mais direto, mais privado.

Inventor

E Readdle? Porque é que uma startup ucraniana aparece aqui?

Model

Porque a equipa da Readdle contactou o Pplware. Mas também porque, mesmo com a guerra, quiseram garantir que os seus utilizadores sabem que os serviços continuam. É uma forma de manter a confiança. E 190 milhões de downloads é um número que merecia ser dito.

Inventor

O que vem a seguir nesta rubrica?

Model

Mais aplicações de leitores. O Pplware deixou um email aberto para isso. É um convite permanente.

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