Confira os confrontos das quartas de final da Copa do Mundo

primeira seleção árabe a chegar às quartas de final
Marrocos fez história ao eliminar a Espanha e se tornar a quarta seleção africana nas quartas.

Nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, oito seleções convergem para dois dias de confrontos que condensam meses de jornada e décadas de identidade nacional. Brasil e Argentina carregam o peso das expectativas sul-americanas, enquanto Marrocos reescreve o que é possível para o futebol árabe e africano. Portugal, Inglaterra e França chegam como potências consolidadas, mas o torneio já provou que nenhuma certeza sobrevive intacta ao apito inicial.

  • Marrocos chega às quartas como a maior surpresa do torneio, com apenas um gol sofrido e a história de ser a primeira seleção árabe a alcançar essa fase.
  • O Brasil entra confiante após golear a Coreia do Sul por 4 a 1, mas a Croácia — resiliente e perigosa nos pênaltis — representa um adversário que já desafiou o improvável.
  • Argentina e Holanda prometem equilíbrio: os argentinos se recuperaram de uma derrota histórica para a Arábia Saudita, enquanto os holandeses demonstraram autoridade ao eliminar os Estados Unidos.
  • Gonçalo Ramos emergiu como revelação ao substituir Cristiano Ronaldo e marcar três gols contra a Suíça, reacendendo o entusiasmo português.
  • Inglaterra e França, favoritas de lados opostos da chave, parecem destinadas a um confronto na semifinal — um duelo que o torneio já antecipa com expectativa crescente.

A Copa do Mundo chegava ao seu momento decisivo. Com Portugal tendo desmontado a Suíça por 6 a 1, os oito classificados para as quartas de final estavam definidos, e os confrontos se distribuíam por dois dias — 9 e 10 de dezembro.

Na sexta-feira, o Brasil abria as quartas ao meio-dia diante da Croácia. A Seleção vinha embalada por uma vitória tranquila sobre a Coreia do Sul, enquanto os croatas haviam sobrevivido ao Japão apenas nos pênaltis, carregando a aura de azarões resilientes. Horas depois, Holanda e Argentina se encontravam em um duelo de equilíbrio: os argentinos, que haviam tropeçado feio contra a Arábia Saudita na fase de grupos, se reergueram para eliminar a Austrália; os holandeses, por sua vez, impuseram sua força ao vencer os Estados Unidos por 3 a 1.

No sábado, Marrocos e Portugal protagonizavam o confronto mais carregado de simbolismo. Os marroquinos haviam se tornado a narrativa mais extraordinária do torneio — líderes do grupo que incluía Croácia e Bélgica, detentores da melhor defesa da competição e, após eliminar a Espanha, a primeira seleção árabe a alcançar as quartas de final. Do outro lado, Portugal chegava renovado: Gonçalo Ramos, convocado para substituir Cristiano Ronaldo, havia marcado três gols e dado uma assistência na goleada sobre a Suíça.

O encerramento do fim de semana ficava por conta de Inglaterra e França, os dois favoritos do lado oposto da chave. Os ingleses haviam superado Senegal com autoridade, enquanto os franceses — liderados por um Mbappé cada vez mais dominante — eliminaram a Polônia sem maiores dificuldades. O torneio já antecipava que esses dois times se reencontrariam na semifinal.

A Copa do Mundo estava chegando ao seu ponto de inflexão. Após Portugal desmontar a Suíça com um placar de 6 a 1 na terça-feira, os oito times que disputariam as quartas de final foram finalmente definidos. Os confrontos aconteceriam em dois dias: sexta-feira, 9 de dezembro, e sábado, 10 de dezembro, com transmissão ao vivo de todos os jogos.

O Brasil abriria as quartas na sexta-feira ao meio-dia contra a Croácia. A Seleção chegava confiante, vindo de uma vitória confortável por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. A Croácia, por sua vez, havia se mostrado resiliente mas não dominante até ali. Os europeus terminaram em segundo lugar no Grupo F e precisaram de uma batalha contra o Japão — empataram em 1 a 1 no tempo regulamentar e venceram nos pênaltis por 3 a 1 — para avançar. Havia algo de improvável em sua trajetória, o que a mídia já chamava de "grande azarona".

No mesmo dia, às 16 horas, Holanda e Argentina se encontrariam em um duelo que promete equilíbrio. A Argentina havia começado o torneio de forma desastrosa, perdendo para a Arábia Saudita, mas se recuperou e eliminou a Austrália por 2 a 1 nas oitavas. A Holanda, por outro lado, havia passado pelos Estados Unidos com autoridade, vencendo por 3 a 1em um jogo de intensidade que deixou claro por que a chamavam de Laranja Mecânica.

No sábado, Marrocos enfrentaria Portugal ao meio-dia. O time marroquino havia se tornado a história mais surpreendente da Copa. Não apenas tinha a melhor defesa do torneio — apenas um gol sofrido em toda a competição — como também havia terminado em primeiro lugar no Grupo F, que incluía Croácia e Bélgica. Ao eliminar a Espanha nas oitavas, Marrocos fez história: tornou-se a primeira seleção árabe a chegar às quartas de final e apenas a quarta seleção africana a atingir essa fase. Portugal chegava com entusiasmo diferente. Gonçalo Ramos, o jovem que teve a responsabilidade de substituir Cristiano Ronaldo, havia sido decisivo na goleada contra a Suíça, marcando três gols e ainda fornecendo uma assistência no espetáculo de 6 a 1.

O último confronto, no sábado às 16 horas, seria entre Inglaterra e França — o grande jogo do outro lado da chave. A Inglaterra havia avançado com facilidade, derrotando Senegal por 3 a 0 em um desempenho que contou com atuações memoráveis de Foden e Kane. A França também havia passado sem maiores dificuldades, vencendo a Polônia por 3 a 1, com Mbappé marcando dois gols e reafirmando seu status de estrela do torneio. Esses dois times, favoritos de suas metades da chave, provavelmente se encontrariam na semifinal.

Gonçalo Ramos, que teve a responsabilidade de substituir CR7, fez três gols e ainda deu uma assistência
— desempenho de Ramos contra a Suíça
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
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Por que Marrocos é considerado a grande surpresa?

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Porque ninguém esperava. Eles têm a melhor defesa do torneio — apenas um gol sofrido — e passaram em primeiro lugar em um grupo com Croácia e Bélgica. Agora são a primeira seleção árabe nas quartas de final.

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E a Croácia, que também chegou às quartas, não é surpresa?

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A Croácia é mais resiliente que surpresa. Eles já estiveram em uma final de Copa antes. Mas chegaram aqui de forma difícil, empatando com o Japão e precisando de pênaltis. Marrocos, não — Marrocos eliminou a Espanha.

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O Brasil parece ser o favorito do seu lado?

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Sim, o Brasil chega otimista. Venceu a Coreia do Sul por 4 a 1, um resultado tranquilo. Mas a Croácia tem essa capacidade de surpreender, mesmo que tenha chegado aqui com dificuldade.

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E do outro lado, quem é o favorito?

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Provavelmente a França. Mbappé está em forma extraordinária, marcou dois gols contra a Polônia. A Inglaterra também é forte, mas a França tem o melhor jogador em campo neste momento.

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Portugal e Marrocos — como você vê esse confronto?

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Portugal está em alta após aquela goleada de 6 a 1. Gonçalo Ramos fez três gols. Mas Marrocos tem a defesa mais sólida do torneio. É um confronto entre o ataque em forma e a defesa impenetrável.

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