Belo Horizonte concentra a maioria das escolas de melhor desempenho
A cada ciclo do Enem, os números revelam não apenas o desempenho de estudantes, mas a geografia da excelência educacional de um estado. Em Minas Gerais, o Colégio Santo Antônio da Savassi emergiu como a instituição de maior média em 2025, com 751,45 pontos, numa lista que concentra Belo Horizonte no topo, mas estende seus tentáculos até Ipatinga, Viçosa, Juiz de Fora e São Lourenço. O Ministério da Educação, ao divulgar os resultados individuais, oferece às famílias uma bússola concreta num território onde a escolha escolar carrega peso de futuro.
- Com a divulgação dos resultados do Enem 2025, a corrida silenciosa entre escolas mineiras ganhou números e endereços — e o Colégio Santo Antônio saiu na frente com 751,45 pontos.
- O Colégio Fibonacci de Ipatinga e o Coleguium de Belo Horizonte pressionam de perto, separados do líder por menos de seis pontos, tornando o topo do ranking surpreendentemente disputado.
- A metodologia do MEC exige ao menos dez participantes por escola e exclui ausentes do cálculo, o que torna cada posição no ranking um retrato fiel — e exigente — do desempenho coletivo real.
- Belo Horizonte domina o ranking, mas cidades como Uberaba, Viçosa, Sete Lagoas, Juiz de Fora e Barbacena mostram que a excelência educacional em Minas não é privilégio exclusivo da capital.
- Escolas militares e instituições ligadas a universidades federais figuram entre as quinze melhores, sinalizando que modelos pedagógicos distintos convergem para resultados semelhantes no topo.
O Ministério da Educação divulgou esta semana os resultados individuais do Enem 2025, permitindo pela primeira vez no ciclo comparar as médias consolidadas das escolas brasileiras. Em Minas Gerais, o Colégio Santo Antônio, na unidade Savassi de Belo Horizonte, assumiu a liderança estadual com 751,45 pontos — a maior média entre todas as instituições mineiras que participaram do exame.
A nota é calculada a partir da média da redação e das quatro provas objetivas de todos os alunos que efetivamente realizaram o teste. Quem faltou fica fora do cálculo, e escolas com menos de dez participantes sequer aparecem na divulgação — um filtro que garante representatividade mínima antes de qualquer comparação.
O segundo lugar coube ao Colégio Fibonacci de Ipatinga, com 746,54 pontos, seguido de perto pelo Coleguium de Belo Horizonte, com 746,32. O Colégio Bernoulli, também na capital, fechou o quarteto de topo com 735,57 pontos. Mais abaixo, o Colégio Gabarito de Uberaba, o Santa Marcelina de Belo Horizonte e o Colégio de Aplicação da UFV em Viçosa — este último ligado ao ensino superior — compõem uma lista que começa a se espalhar pelo interior.
O Colégio Santo Agostinho aparece duas vezes: sua unidade em Belo Horizonte marcou 724,24 pontos, enquanto a filial em Nova Lima registrou 716,41. Sete Lagoas, Juiz de Fora, São Lourenço e Barbacena também têm representantes entre os quinze melhores, com destaque para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, que coloca as escolas militares no mapa da excelência mineira.
O padrão é nítido: Belo Horizonte concentra o topo, mas a qualidade se distribui por regiões tão distintas quanto a Zona da Mata, o Triângulo Mineiro e o Sul de Minas. Para famílias e estudantes, o ranking oferece algo raro — informação concreta sobre onde o desempenho se traduz em números.
O Ministério da Educação liberou esta semana os resultados individuais do Enem 2025, abrindo a possibilidade de comparar o desempenho das escolas brasileiras através de suas médias consolidadas. Em Minas Gerais, o Colégio Santo Antônio, localizado na unidade Savassi em Belo Horizonte, emergiu na liderança com uma nota média de 751,45 pontos, superando todas as demais instituições do estado que participaram do exame.
A metodologia por trás desse ranking é simples, mas rigorosa. O MEC calcula a média considerando a redação e as quatro provas objetivas — Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza — de todos os alunos de cada escola que efetivamente realizaram o teste. Estudantes que faltaram são excluídos do cálculo. Escolas com menos de dez participantes não aparecem na divulgação, garantindo que apenas instituições com representatividade significativa sejam computadas.
O segundo lugar ficou com o Colégio Fibonacci, sediado em Ipatinga na unidade Das Águas, com 746,54 pontos. Logo atrás, o Coleguium de Belo Horizonte, unidade Ouro Preto, alcançou 746,32 pontos. O Colégio Bernoulli, também em Belo Horizonte mas na unidade Lourdes, completou o quarteto de melhor desempenho com 735,57 pontos. Esses números revelam uma concentração significativa de excelência educacional na capital mineira, que domina as posições de topo.
Ao descer pelo ranking, encontram-se instituições de outras cidades mineiras. O Colégio Gabarito em Uberaba, unidade Santa Maria, registrou 733,85 pontos. O Colégio Santa Marcelina em Belo Horizonte, unidade São Luís, obteve 729,89 pontos. O Colégio de Aplicação da UFV em Viçosa, localizado no câmpus universitário, marcou 728,10 pontos, trazendo para a lista uma instituição vinculada ao ensino superior.
O Colégio Santo Agostinho aparece duas vezes no ranking — sua unidade em Belo Horizonte, no bairro Santo Agostinho, alcançou 724,24 pontos, enquanto a filial em Nova Lima, unidade Vale dos Cristais, registrou 716,41 pontos. O Colégio Impulso em Sete Lagoas, unidade Boa Vista, ficou com 714,05 pontos. O Colégio Apogeu em Juiz de Fora, unidade Centro, obteve 710,11 pontos.
Completando a lista dos quinze melhores estão o Colégio Dom Ferraz em São Lourenço, unidade Solar dos Lagos, com 708,05 pontos; o Colégio Magnum Agostiniano em Belo Horizonte, unidade Nova Floresta, com 707,47 pontos; o Colégio Militar de Belo Horizonte, unidade São Francisco, com 705,61 pontos; e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena, unidade São José, com 704,25 pontos. Essa última instituição representa a presença de escolas militares entre as melhores do estado.
O padrão que emerge é claro: Belo Horizonte concentra a maioria das escolas de melhor desempenho, mas o estado como um todo apresenta instituições de qualidade distribuídas por diferentes regiões — desde a zona da mata com Juiz de Fora e Viçosa, passando pelo triângulo mineiro com Uberaba, até o sul com São Lourenço e o centro com Sete Lagoas. A divulgação desses resultados permite que famílias e estudantes tenham informações concretas sobre o desempenho das escolas onde estudam ou pretendem estudar.
Citações Notáveis
A nota abaixo é uma média da redação com as quatro provas objetivas de todos os alunos da escola que fizeram a prova naquele ano— Ministério da Educação
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Como exatamente o MEC chega a esses números? É só tirar a média de todos os alunos?
Basicamente sim, mas com cuidado. Eles pegam a redação e as quatro provas objetivas de cada aluno que fez o teste naquele ano. Quem faltou não entra na conta. E tem um filtro — escolas com menos de dez participantes não aparecem, porque o MEC não divulga esses dados.
Entendi. Então uma escola com dois alunos que tiraram 800 não aparece no ranking?
Exatamente. Isso garante que o ranking reflita instituições com representatividade real, não outliers.
Belo Horizonte domina a lista. Isso é surpresa?
Não muito. A capital tem mais escolas particulares de qualidade, mais recursos, mais concorrência entre instituições. Mas o que chama atenção é que não é só Belo Horizonte — tem Ipatinga, Viçosa, Juiz de Fora, Uberaba. O estado tem escolas boas espalhadas.
E essas escolas militares no final da lista — elas têm um padrão diferente?
Elas aparecem porque têm muitos alunos fazendo o Enem. Mas note que ficam no final dos quinze melhores, não no topo. Isso sugere que o desempenho delas, embora sólido, fica atrás das particulares de elite.
Qual é a diferença entre 751 pontos e 704 pontos na prática?
É significativa. Estamos falando de quase 50 pontos de diferença em uma escala que vai até 1000. Isso pode fazer diferença em cortes de universidades federais e em bolsas de mérito.