Chanceler iraniano critica ataques de EUA e Israel como 'ilegais' e sugere motivação política

Explosões registradas em áreas urbanas iranianas, incluindo próximo à residência do líder supremo; civis israelenses e diplomatas americanos receberam ordens para procurar abrigo.
Totalmente gratuita, ilegal e ilegítima
Como o chanceler iraniano classificou os ataques coordenados de EUA e Israel contra seu país.

No coração de um sábado tenso, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra alvos iranianos, enquanto o chanceler Abbas Araghchi os denunciou como ilegais e motivados por cálculos políticos domésticos americanos — evocando, com ironia histórica, as próprias palavras de Trump contra Obama. O que se desenha não é apenas um confronto militar entre nações, mas uma crise de legitimidade que testa os limites do direito internacional e a capacidade da diplomacia global de conter o fogo antes que ele se alastre.

  • Explosões sacudiram Teerã, incluindo o bairro onde reside o líder supremo Khamenei, enquanto sirenes de alerta soavam do Bahrein à Jordânia — o Oriente Médio acordou em estado de guerra.
  • O Irã respondeu com uma 'primeira oleada' de mísseis e drones contra Israel, fechando seu espaço aéreo e advertindo que suas forças estavam 'totalmente preparadas' para continuar.
  • Trump justificou a operação como resposta a 'ameaças iminentes', enquanto Netanyahu a descreveu como necessária para eliminar uma 'ameaça existencial' — mas a taxa de desaprovação de 56% do governo americano alimenta suspeitas sobre as reais motivações.
  • França, Rússia, China, Turquia e Índia pediram moderação e convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU, sinalizando que a comunidade internacional teme uma catástrofe regional de proporções imprevisíveis.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel como uma ação 'totalmente gratuita, ilegal e ilegítima', indo além da condenação militar ao sugerir que a operação tinha raízes em cálculos políticos domésticos americanos. Para sustentar o argumento, resgatou um tuíte do próprio Trump de 2012, no qual ele acusava Obama de planejar atacar o Irã para recuperar popularidade. Com a taxa de desaprovação do governo Trump chegando a 56%, a ironia era difícil de ignorar.

Os ataques começaram no sábado, com aviões americanos e israelenses bombardeando cidades iranianas. Em Teerã, explosões sacudiram o bairro de Pasteur, próximo à residência do aiatolá Khamenei, e colunas de fumaça subiram sobre a capital. O Irã respondeu rapidamente com uma 'primeira oleada' de mísseis e drones contra Israel, enquanto diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses recebiam ordens para procurar abrigo. Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil.

Trump justificou a operação como necessária para eliminar 'ameaças iminentes', oferecendo 'imunidade' a militares iranianos que se rendessem e ameaçando 'morte certa' aos que resistissem. Netanyahu descreveu a ofensiva como um esforço para remover uma 'ameaça existencial' e apelou para que o povo iraniano se levantasse contra seu governo. Teerã, por sua vez, advertiu que os responsáveis pelos bombardeios 'se arrependeriam de seus atos'.

A escalada provocou ondas de choque pela região e alarme internacional. Macron chamou a situação de 'perigosa para todos' e pediu convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU. Rússia, China, Turquia e Índia também pediram moderação. A questão que pairava sobre o mundo era se a diplomacia conseguiria frear o ciclo de retaliação antes que ele consumisse toda a região.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi saiu em defesa de seu país neste sábado, classificando os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel como uma ação "totalmente gratuita, ilegal e ilegítima". Mas sua crítica foi além da condenação militar — ele sugeriu que a operação tinha raízes em cálculos políticos domésticos americanos, não em preocupações de segurança legítimas.

Para fundamentar seu argumento, Araghchi resgatou uma publicação que Donald Trump havia feito em 2012, quando era apenas um comentarista político. Na mensagem, Trump alertava que Barack Obama, com seus índices de aprovação em queda, poderia lançar um ataque no Irã ou na Líbia como forma de recuperar popularidade. "Ele está desesperado", dizia o tuíte. Agora, com a taxa de desaprovação do governo Trump chegando a 56%, o chanceler iraniano deixava implícita a ironia: o mesmo homem que havia acusado Obama de usar a guerra para fins políticos estava fazendo exatamente isso.

Os ataques começaram no sábado, quando aviões americanos e israelenses bombardearam alvos em cidades iranianas. Em Teerã, a capital, explosões sacudiram o bairro de Pasteur, onde fica a residência do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do país. Testemunhas relataram pelo menos três detonações, e colunas de fumaça subiram sobre a cidade. O Irã respondeu rapidamente, lançando o que seus Guardiões da Revolução chamaram de uma "primeira oleada" de mísseis e drones contra Israel. Diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam ordens para procurar abrigo.

O governo iraniano declarou que os ataques violavam sua integridade territorial e soberania nacional, classificando a operação como uma transgressão do direito internacional. Em comunicado oficial, as autoridades de Teerã advertiram que as forças armadas estavam "totalmente preparadas para defender o país" e que os responsáveis pelos bombardeios "se arrependeriam de seus atos". Enquanto isso, Donald Trump justificava a operação como necessária para eliminar "ameaças iminentes" do Irã, afirmando que as forças americanas haviam iniciado "grandes operações de combate". Ele ofereceu "imunidade" a militares iranianos que se rendessem, ameaçando "morte certa" aos que resistissem. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, descreveu a ofensiva como um esforço para remover uma "ameaça existencial" e apelou para que o povo iraniano se levantasse contra seu governo.

A escalada militar provocou ondas de choque pela região. Explosões foram registradas em Jerusalém após disparos de mísseis iranianos, e sirenes de alerta soaram no Bahrein e em Amã, capital da Jordânia. Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil. A comunidade internacional respondeu com alarme. Emmanuel Macron, presidente da França, chamou a escalada de "perigosa para todos" e pediu a convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia condenou a operação como uma "aventura perigosa" que poderia levar a uma catástrofe regional. China, Turquia e Índia também pediram moderação e retomada das negociações diplomáticas.

O que começou como uma operação militar se transformou rapidamente em um teste de diplomacia global. Autoridades internacionais alertavam que uma escalada contínua ampliaria os impactos humanitários e a instabilidade em toda a região do Oriente Médio. O Irã, por sua vez, havia deixado claro que não aceitaria a agressão sem resposta. A questão agora era se a comunidade internacional conseguiria frear o ciclo de retaliação antes que ele consumisse a região inteira.

A operação tem como objetivo eliminar ameaças iminentes do Irã e as forças americanas iniciaram grandes operações de combate no país
— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
A escalada em torno do Irã é perigosa para todos e a situação precisa cessar
— Emmanuel Macron, presidente da França
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o chanceler iraniano resgatou aquele tuíte antigo de Trump? Parecia uma jogada política.

Model

Era exatamente isso. Araghchi estava tentando deslegitimar toda a operação, mostrando que Trump havia acusado Obama de fazer exatamente o que ele próprio estava fazendo agora — usar a guerra para recuperar popularidade política.

Inventor

E funcionou? Alguém acreditou nesse argumento?

Model

Não sabemos ainda. Mas o timing era impossível de ignorar — Trump com 56% de desaprovação, lançando uma operação militar de grande escala. Araghchi estava plantando uma semente de dúvida.

Inventor

O que me intriga é que o Irã respondeu imediatamente com mísseis e drones. Isso não era uma ameaça vazia.

Model

Não era. Os Guardiões da Revolução chamaram de "primeira oleada", o que sugeria que havia mais vindo. O Irã estava sinalizando que não se renderia, que continuaria lutando.

Inventor

E a comunidade internacional? Parecia estar pedindo calma.

Model

Sim, mas era um pedido fraco. Macron, a Rússia, a China — todos diziam "moderação", mas ninguém tinha poder real para parar o que estava acontecendo. O Irã e Israel já estavam em guerra aberta.

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