CET apresenta proposta que reduz salários e direitos, diz SINDVIÁRIOS

Potencial impacto financeiro direto em centenas de agentes de trânsito de São Paulo, Campinas e Santos caso proposta seja aceita.
A proposta tem um objetivo muito claro: reduzir salários e retirar direitos
Michel Costa, presidente do SINDVIÁRIOS, sobre a posição da CET na segunda rodada de negociação do ACT 2026.

Em São Paulo, a segunda rodada de negociação entre o SINDVIÁRIOS e a CET encerrou-se sem acordo, revelando uma tensão que vai além dos números: a empresa propõe cortar adicionais e suprimir folgas conquistadas por décadas de luta coletiva, enquanto o sindicato exige que cada rejeição seja justificada com rigor técnico. É o momento em que a negociação coletiva deixa de ser rotina e se torna arena de disputa sobre o que o trabalho vale — e quem tem o direito de defini-lo.

  • A CET quer reduzir o adicional de férias de 50% para um terço e eliminar duas folgas anuais, proposta que o SINDVIÁRIOS classifica como ataque frontal a direitos históricos da categoria.
  • A ausência de justificativas específicas da empresa — que se limitou a citar restrições orçamentárias genéricas — acirrou o conflito e tornou qualquer avanço imediato impossível.
  • Centenas de agentes de trânsito em São Paulo, Campinas e Santos enfrentam a perspectiva concreta de redução salarial e perda de benefícios caso a proposta avance.
  • Ambas as partes se comprometeram a elaborar pareceres técnicos detalhados antes de retomar as negociações, transformando a disputa em um duelo de documentos fundamentados.
  • O sindicato deixou claro que não aceitará o uso da negociação coletiva como instrumento de desmonte de conquistas — a próxima rodada dependerá da qualidade das respostas da CET.

A segunda rodada de negociação entre o SINDVIÁRIOS e a CET terminou sem acordo, com uma proposta que o sindicato descreve como um ataque direto aos direitos dos agentes de trânsito. A empresa quer reduzir o adicional de férias de 50% para um terço, eliminar as duas folgas anuais garantidas no acordo coletivo, retirar o adicional de campo dos agentes e remover a jornada operacional prevista no ACT para os gestores de trânsito.

O presidente do SINDVIÁRIOS, Michel Costa, foi enfático: não se trata de uma negociação ordinária sobre índices de reajuste, mas de uma tentativa de usar a mesa de negociação para desmontar conquistas históricas da categoria. O que mais irritou o sindicato foi a ausência de justificativas concretas — diante de cada questionamento, a CET respondeu apenas com referências genéricas a restrições orçamentárias e diretrizes da Junta Orçamentário-Financeira, sem explicar ponto a ponto por que cada direito precisaria ser cortado.

Ficou acordado que as partes trocarão documentos técnicos antes de agendar a próxima rodada: a CET deverá responder item por item às reivindicações dos trabalhadores, e o SINDVIÁRIOS apresentará uma análise detalhada demonstrando por que considera a proposta insuficiente e prejudicial.

O impacto potencial é concreto: centenas de agentes que trabalham expostos ao calor, ao trânsito e aos riscos das ruas em São Paulo, Campinas e Santos veriam salários reduzidos e direitos encolhidos. Para o sindicato, perder folgas e adicionais não é apenas uma questão financeira — é uma questão de qualidade de vida. O que vem a seguir depende de como a CET responderá, com substância técnica, às exigências de justificativa do sindicato.

A segunda rodada de negociação entre o SINDVIÁRIOS e a CET terminou sem acordo, deixando na mesa uma proposta que o sindicato descreve como um ataque frontal aos direitos dos agentes de trânsito conquistados ao longo de décadas. A empresa apresentou uma série de cortes que vão além de simples reajustes salariais: quer reduzir o adicional de férias de 50% para um terço, eliminar as duas folgas anuais garantidas no acordo coletivo, retirar o adicional de campo dos agentes de trânsito e, numa jogada que surpreendeu até os gestores de trânsito, pretende remover deles a jornada operacional prevista no Acordo Coletivo de Trabalho.

O presidente do SINDVIÁRIOS, Michel Costa, foi direto ao ponto: a proposta tem um objetivo claro — reduzir salários e desmontar direitos. Não se trata de uma negociação sobre índices de reajuste, o tipo de conversa que sindicatos e empresas travam rotineiramente. Trata-se, segundo a entidade, de uma tentativa de usar a negociação coletiva como ferramenta para eliminar conquistas históricas da categoria.

O que mais irritou o sindicato foi a falta de justificativas específicas. Quando questionada sobre por que rejeitava cada item da pauta apresentada pelos trabalhadores, a CET respondeu de forma genérica: precisa seguir as diretrizes da Junta Orçamentário-Financeira e enfrenta restrições orçamentárias. Nada de concreto. Nada que explicasse, ponto a ponto, por que cada direito precisava ser cortado. Para o SINDVIÁRIOS, isso é inaceitável. Se a empresa quer tirar direitos dos trabalhadores, precisa explicar por quê.

Ficou acordado que ambas as partes apresentarão documentos técnicos fundamentados. A CET elaborará um parecer respondendo, item por item, às reivindicações do sindicato, expondo os motivos para aceitar ou rejeitar cada um. O SINDVIÁRIOS, por sua vez, fará uma análise detalhada da proposta da empresa, demonstrando tecnicamente por que considera os pontos apresentados insuficientes e prejudiciais. Somente depois dessa troca de documentos será agendada a próxima rodada de negociação.

O impacto potencial é direto e mensurável: centenas de agentes de trânsito em São Paulo, Campinas e Santos veriam seus salários reduzidos e seus direitos encolhidos se a proposta da CET for aceita. Para uma categoria que trabalha nas ruas, exposta ao calor, ao trânsito e aos riscos diários, a perda de folgas anuais e adicionais representa mais que números em um contracheque — representa qualidade de vida. O SINDVIÁRIOS deixou claro que não aceitará que a negociação coletiva seja usada para impor perdas à categoria. O que vem a seguir dependerá de como a CET responde, tecnicamente, às exigências de justificativa do sindicato.

A proposta apresentada pela CET tem um objetivo muito claro: reduzir salários e retirar direitos conquistados ao longo de anos pelos trabalhadores. O SINDVIÁRIOS não aceitará que a negociação coletiva seja usada para desmontar o Acordo e impor perdas à categoria.
— Michel Costa, presidente do SINDVIÁRIOS
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a CET escolheu este momento para apresentar uma proposta tão agressiva?

Model

A empresa cita restrições orçamentárias e diretrizes da Junta Orçamentário-Financeira, mas não detalha nada. O sindicato suspeita que é uma tentativa de aproveitar a negociação para desmontar direitos que seriam difíceis de tirar de outra forma.

Inventor

O que diferencia isso de uma negociação salarial normal?

Model

Tudo. Numa negociação normal, discute-se o percentual de reajuste. Aqui, a empresa quer eliminar benefícios que já existem há anos — férias, folgas, adicionais. É regressivo, não progressivo.

Inventor

Por que o sindicato insistiu em pedir justificativas ponto a ponto?

Model

Porque respostas genéricas não servem. Se a CET quer cortar o adicional de férias, precisa explicar por quê especificamente. Sem isso, o sindicato não tem como negociar de verdade.

Inventor

E se a CET não conseguir justificar tecnicamente?

Model

Aí fica claro que a proposta é apenas um corte arbitrário, não uma necessidade real. O sindicato terá argumentos mais fortes para rejeitar.

Inventor

Qual é o risco maior para os agentes de trânsito?

Model

Perder direitos que levaram décadas para conquistar. Uma folga anual a menos, um adicional reduzido — isso não volta fácil. Uma vez que você abre mão, fica muito mais difícil recuperar depois.

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