Uma cidade inteira planejada do zero na região oeste de Brasília
No coração do Planalto Central, uma nova cidade começa a tomar forma no papel antes de surgir no horizonte. O Centro Urbano Tororó, concebido para abrigar até 98 mil habitantes no Jardim Botânico de Brasília, recebeu sua primeira aprovação ambiental formal — a licença prévia do Ibram —, sinalizando que a proposta superou o escrutínio técnico inicial. O projeto, que une habitação, comércio e infraestrutura pública em escala urbana completa, agora aguarda o julgamento do Conselho do Meio Ambiente do DF antes de avançar rumo à construção.
- Uma cidade inteira projetada do zero para 98 mil pessoas pressiona os limites do planejamento urbano e ambiental do Distrito Federal.
- Moradores e movimentos sociais já levantaram preocupações sobre trânsito, densidade e impacto ecológico em audiência pública realizada em outubro de 2024.
- Estudos técnicos de R$ 2,9 milhões apontaram baixa erosão, água e ar satisfatórios e solo adequado — dados que sustentaram a aprovação prévia do Ibram.
- O governador Ibaneis Rocha anunciou o avanço como parte de uma estratégia deliberada de expansão urbana para a região oeste da capital.
- O projeto agora enfrenta o Conam, instância que decidirá se o licenciamento pode seguir para as fases seguintes e, por fim, para as obras.
O Centro Urbano Tororó deu um passo decisivo em direção à realidade: na quarta-feira, 5 de novembro, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) concedeu a licença ambiental prévia ao projeto, marco anunciado pelo governador Ibaneis Rocha durante o lançamento de obras no Jardins Mangueiral. A aprovação significa que a proposta passou pela primeira avaliação técnica e segue agora para o Conselho do Meio Ambiente do Distrito Federal (Conam).
A escala do empreendimento é considerável: uma cidade completa — com habitações, comércio, serviços e equipamentos públicos — a ser erguida no Jardim Botânico, próxima ao cruzamento da DF-001 com a DF-140, com capacidade para ao menos 98 mil habitantes. O local fica a 11 quilômetros da terceira ponte do Lago Sul e a 17 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.
A Terracap, responsável pelo projeto, realizou audiência pública em outubro de 2024, onde moradores e representantes de movimentos sociais debateram riscos ambientais, compensações ecológicas, impacto no trânsito e densidade populacional. As manifestações foram compiladas e encaminhadas ao Ibram para consideração no processo.
Os estudos que embasaram a aprovação — o EIA e o Rima — foram elaborados pelo Consórcio Infra-Tororó por R$ 2,9 milhões e concluíram que a área apresenta baixa suscetibilidade à erosão, qualidade satisfatória de água e ar, e condições geológicas adequadas para ocupação urbana. Com a licença prévia obtida, o Tororó aguarda agora o veredicto do Conam para saber se poderá avançar às próximas etapas do licenciamento e, eventualmente, ao início das obras.
O Centro Urbano Tororó ultrapassou uma barreira importante em seu caminho para se tornar realidade. Na quarta-feira, 5 de novembro, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) concedeu a licença ambiental prévia para o projeto, um marco que o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou durante o lançamento de obras no Jardins Mangueiral, na região do Jardim Botânico. O avanço significa que a proposta de uma cidade inteira — com habitações, comércio, serviços e equipamentos públicos — passou pela primeira avaliação técnica e agora segue para o próximo nível de escrutínio: o Conselho do Meio Ambiente do Distrito Federal (Conam).
O projeto é ambicioso em escala. A nova cidade será construída no Jardim Botânico, próxima ao cruzamento da DF-001 com a DF-140, e terá capacidade para acomodar pelo menos 98 mil habitantes. Fica a 11 quilômetros da cabeceira da terceira ponte do Lago Sul e 17 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. Segundo o governador, o setor habitacional será entregue com infraestrutura pública completa e fará parte da região do Jardim Botânico, integrando-se ao tecido urbano existente.
A Terracap, empresa responsável pelo projeto, conduziu uma audiência pública em outubro de 2024 para apresentar o planejamento aos moradores e representantes de movimentos sociais. Naquele encontro, foram debatidas questões sensíveis: riscos ambientais, compensações ecológicas, impacto no trânsito, densidade populacional e o papel dos órgãos públicos no processo de licenciamento. Após a audiência, a Terracap compilou todas as manifestações e as encaminhou ao Ibram para consideração.
Os estudos técnicos que fundamentam a aprovação prévia foram elaborados pelo Consórcio Infra-Tororó, contratado por licitação pública no valor de R$ 2,9 milhões. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) apontaram conclusões favoráveis: baixa suscetibilidade à erosão na área, qualidade satisfatória da água e do ar, condições geológicas e de solo adequadas para ocupação urbana, e viabilidade ambiental geral do empreendimento.
O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Distrito Federal para desenvolver a região oeste da capital, unindo esforços entre o setor público e entidades privadas. Com a licença prévia em mãos, o Centro Urbano Tororó agora aguarda a avaliação do Conam, um passo que determinará se o projeto pode avançar para as próximas fases de licenciamento e, eventualmente, para a construção.
Citas Notables
O novo setor habitacional será entregue com equipamentos públicos e fará parte do Jardim Botânico— Governador Ibaneis Rocha
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que uma cidade inteira? Brasília não tem espaço suficiente nos setores já existentes?
A questão é menos sobre falta de espaço e mais sobre estratégia de desenvolvimento. O GDF quer expandir a região oeste, que historicamente recebeu menos investimento. Uma cidade planejada do zero permite desenhar infraestrutura, equipamentos públicos e mobilidade de forma integrada desde o início.
E os 98 mil habitantes — de onde virão? Quem vai morar lá?
Essa é a pergunta que a audiência pública tentou responder. O projeto prevê moradia, comércio e serviços, mas os detalhes sobre quem será o público-alvo ainda não estão claros nos documentos públicos. É um ponto que o Conam provavelmente vai examinar.
Os estudos ambientais disseram que tudo está bem. Então por que ainda precisa passar pelo Conam?
A licença prévia é apenas o primeiro passo. O Conam é um conselho deliberativo que reúne representantes de órgãos ambientais, sociedade civil e governo. Eles vão revisar os mesmos estudos com olhar crítico, ouvir objeções, e decidir se as condicionantes e compensações ambientais são adequadas.
Qual é o risco maior aqui — ambiental ou social?
Os estudos técnicos indicam baixo risco ambiental direto. O risco maior é provavelmente social: como uma cidade de 98 mil pessoas se integra ao Jardim Botânico? Como afeta o trânsito? Como se garante que os equipamentos públicos prometidos sejam de fato entregues? Essas questões foram levantadas na audiência e continuam em aberto.