Caos em escola de Ibirité após alunos passarem mal com salpicão

Dezenas de alunos sofreram intoxicação alimentar com desmaios, vômitos e necessidade de hospitalização, incluindo um adolescente que desmaiou duas vezes durante transporte de ambulância.
Gritos de dor, desmaios, pessoas vomitando sangue e deitados no chão
Descrição do cenário caótico vivido por alunos na Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo após intoxicação alimentar.

Na tarde de uma terça-feira comum, uma escola técnica em Ibirité tornou-se palco de uma crise silenciosa que começa sempre da mesma forma: uma refeição partilhada. Dezenas de alunos adoeceram após consumir salpicão no refeitório da Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo, na região metropolitana de Belo Horizonte, com sintomas que incluíram desmaios e vômitos em massa. O episódio expõe não apenas a fragilidade dos sistemas de segurança alimentar escolar, mas também o despreparo das instituições de ensino diante de emergências médicas coletivas.

  • Dezenas de adolescentes começaram a passar mal ao mesmo tempo após o almoço, transformando corredores e banheiros em cenários de socorro improvisado.
  • Um jovem de quase 16 anos desmaiou duas vezes dentro da ambulância, chegando ao hospital sem conseguir lembrar o próprio nome — símbolo da gravidade que o episódio atingiu.
  • Banheiros entupidos de vômito, alunos estendidos no chão e colegas acenando uns para os outros sem saber o que fazer revelaram o colapso total da capacidade de resposta da escola.
  • O SAMU foi acionado e vários estudantes foram encaminhados ao Hospital Municipal de Ibirité, enquanto a instituição permanecia em estado de confusão generalizada.
  • Uma investigação sobre a origem da contaminação e as responsabilidades da escola está em curso, com o objetivo de identificar causas e evitar novos episódios.

Na tarde de terça-feira, a Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo, em Ibirité, viveu horas de pânico depois que dezenas de alunos começaram a passar mal simultaneamente. A causa apontada foi o salpicão servido no refeitório. Em pouco tempo, gritos ecoavam pelos corredores, estudantes desacordavam no chão e os banheiros tornaram-se inutilizáveis.

Um jovem de 17 anos soube que seu irmão mais novo, que completaria 16 anos no dia seguinte, estava entre os afetados. Impedido inicialmente de sair da sala de aula, ele forçou a saída e encontrou o irmão em estado grave. No trajeto de ambulância até o Hospital Municipal de Ibirité, o adolescente desmaiou duas vezes nos braços do irmão, chegando ao ponto de não conseguir recordar nem o próprio nome.

Outro aluno, Gabriel Vilela, havia comido o salpicão mas não apresentou sintomas. Ao retornar à área principal da escola, deparou-se com o caos: colegas vomitando em lixeiras, outros deitados no chão, e estudantes saudáveis tentando amparar os doentes sem qualquer orientação. Uma menina desmaiou no banheiro feminino; em outro, as pias estavam completamente entupidas.

A estrutura distribuída da escola — com vários prédios e refeitórios — pode explicar por que nem todos os alunos foram afetados. Mas o número de vítimas foi suficiente para sobrecarregar completamente a instituição, que demonstrou não estar preparada para uma emergência médica em massa. Uma investigação sobre a origem da contaminação e as responsabilidades da escola está em andamento.

Na terça-feira à tarde, a Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo, em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, transformou-se numa cena de pânico. Dezenas de alunos começaram a passar mal simultaneamente após consumirem salpicão servido no refeitório. O que se seguiu foi um episódio de caos: gritos de dor ecoando pelos corredores, estudantes desacordando no chão, vômito em lixeiras e banheiros, e uma instituição de ensino completamente desorganizada para lidar com a emergência.

Um jovem de 17 anos, aluno do terceiro ano do ensino médio, presenciou o pior momento quando seu irmão mais novo, que cursa o primeiro ano, começou a passar mal. Impedido de deixar a sala de aula inicialmente, ele conseguiu sair e encontrou o irmão em estado grave. O menino, que completaria 16 anos no dia seguinte, foi encaminhado ao Hospital Municipal de Ibirité via SAMU. Durante o trajeto na ambulância, desacordou duas vezes nos braços do irmão, chegando ao ponto de não conseguir lembrar nem seu próprio nome ou idade.

O relato do jovem captura a dimensão do desastre. "Não deixaram eu sair da sala. Eu simplesmente falei que iria sair sim porque meu irmão estava lá fora passando mal", contou. Ele descreveu a escola como um cenário de confusão absoluta: muitos alunos estendidos no chão, gritando de dor, vomitando nas lixeiras porque não havia mais espaço, e ninguém parecia saber o que fazer.

Gabriel Vilela, também com 17 anos e colega de terceiro ano, estava em outro prédio da escola quando o incidente começou. Ele havia comido o salpicão, mas não apresentou sintomas. Quando retornou à área principal, deparou-se com o caos. "Eu já vi aquele caos: gente no chão vomitando, aluno que não estava passando mal abanando um ao outro. Foi realmente muito feio", relatou. Uma menina desmaiou no banheiro feminino, que estava sujo. Em outro banheiro, os três bojos da pia estavam completamente entupidos de vômito.

A estrutura da escola, com vários prédios e refeitórios distribuídos entre eles, pode explicar por que nem todos os alunos foram afetados. Nem todos consumiram o salpicão no mesmo local ou no mesmo momento. Ainda assim, o número de estudantes que adoeceu foi suficiente para sobrecarregar completamente os recursos da instituição e exigir intervenção do serviço de emergência.

O que começou como um almoço de rotina transformou-se numa crise de saúde pública dentro de uma escola. Os relatos dos alunos revelam não apenas a gravidade dos sintomas — desmaios, vômitos, desorientação — mas também a falta de preparação da instituição para lidar com uma emergência médica em massa. Enquanto alguns estudantes tentavam prestar os primeiros socorros aos colegas, a escola permanecia em estado de confusão, com banheiros inutilizáveis e corredores repletos de adolescentes doentes.

Chegando aqui no hospital, ele não sabia nem o nome e a idade e desmaiou duas vezes no meu colo dentro da ambulância do SAMU
— Irmão de aluno que passou mal
Foi realmente muito feio. Uma menina desmaiou no chão do banheiro feminino, que estava todo sujo
— Gabriel Vilela, aluno do terceiro ano
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

O que exatamente levou tantos alunos a passar mal ao mesmo tempo?

Model

Parece ter sido o salpicão servido no refeitório. Mas o fato de nem todos adoecerem sugere que nem todos comeram a mesma porção ou no mesmo momento — a escola tem vários prédios com refeitórios separados.

Inventor

Como você explica que alguns alunos comeram e não passaram mal?

Model

Gabriel Vilela comeu o salpicão e ficou bem. Ele estava em outro prédio, na sala de informática, quando o pior aconteceu. A distribuição da comida em múltiplos locais pode ter significado que algumas porções foram mais afetadas que outras.

Inventor

O que mais choca nos relatos é a desorganização da escola diante da emergência.

Model

Exatamente. Um irmão foi impedido de sair da sala quando soube que seu irmão estava desacordando. Os banheiros ficaram inutilizáveis. Alunos saudáveis tentavam ajudar os doentes porque ninguém parecia coordenar uma resposta.

Inventor

E quanto ao adolescente que desmaiou na ambulância?

Model

Ele desmaiou duas vezes durante o trajeto para o hospital. Chegou tão desorientado que não conseguia lembrar seu próprio nome ou idade. Completaria 16 anos no dia seguinte.

Inventor

Isso sugere intoxicação alimentar grave.

Model

Sim. Os sintomas — desmaios simultâneos, vômitos em massa, desorientação — apontam para algo sério na comida. Agora a questão é investigar o que exatamente estava naquele salpicão e como chegou à escola naquele estado.

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