Caças Gripen E da FAB estreiam operações no deserto do Atacama

Os Gripen E não são apenas novos; representam um salto qualitativo
A presença dos caças brasileiros no Atacama marca um ponto de inflexão na história operacional da FAB.

No coração do Deserto do Atacama, onde o ambiente hostil serve de árbitro implacável, a Força Aérea Brasileira estreou seus caças Gripen E em operações de combate real pela primeira vez. O Exercício Salitre V, reunindo sete nações sul-americanas e norte-americanas na Base Aérea de Cerro Moreno, no Chile, não é apenas um jogo de guerra — é um rito de passagem para uma aeronave que representa o salto mais ambicioso da defesa aérea brasileira em décadas. Quando uma nação leva suas melhores máquinas para o campo de batalha simulado, está dizendo algo sobre quem ela acredita ser.

  • Seis caças Gripen E da FAB cruzaram seis mil quilômetros para enfrentar, pela primeira vez, o calor extremo e a aridez do Atacama — condições que testam aviônica, motores e pilotos de formas que nenhum simulador reproduz.
  • O Brasil chega ao exercício com clara vantagem tecnológica: enquanto aliados e adversários simulados operam F-16, Pampa e Super Tucano, os Gripen E representam uma geração inteira à frente em sensores e capacidade de combate.
  • A divisão do deserto em territórios azul, verde e vermelho coloca os brasileiros no papel duplo de defensores e atacantes, exigindo que a aeronave prove sua versatilidade em missões de combate aéreo, apoio ao solo e logística simultâneos.
  • O KC-390 embarcado junto aos caças amplia o alcance operacional da FAB e sinaliza que o Brasil não veio apenas para voar — veio para demonstrar uma cadeia logística autônoma e moderna.
  • O exercício funciona como validação operacional em tempo real: os Gripen E ainda estão em fase de integração à frota, e Salitre V oferece o cenário de pressão real que nenhum treino doméstico consegue replicar.

No Deserto do Atacama, a seis mil quilômetros de casa, a Força Aérea Brasileira escreveu um novo capítulo em sua história operacional. Seis caças JAS-39E Gripen pousaram na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, para participar do Exercício Salitre V — um dos maiores jogos de guerra aéreos da América do Sul, organizado pela Força Aérea chilena com a participação de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai.

A assimetria no campo de batalha simulado é evidente. Enquanto a maioria das nações opera F-16C/D, Pampa e Super Tucano — aeronaves com décadas de serviço —, o Brasil chegou com o que há de mais moderno em sua frota. Os Gripen E são caças equipados com tecnologia de ponta em sensores e aviônica, acompanhados por um cargueiro KC-390 que amplia consideravelmente as capacidades logísticas da missão.

O cenário divide o deserto em três territórios: a Força Azul, composta por brasileiros, argentinos, colombianos, paraguaios e parte dos contingentes americano e chileno, ocupa o centro e o sul. A Força Vermelha, ao norte, reúne F-16 da Força Aérea chilena e americana, além dos F-5 chilenos. Os Gripen brasileiros atuam simultaneamente como defensores e atacantes, testando suas capacidades em combate aéreo, apoio ao solo e suporte logístico.

Para a FAB, o exercício é um momento de validação. Os Gripen E ainda estão em fase de integração à frota brasileira, e Salitre V oferece o tipo de pressão realista que apenas operações multinacionais longe de casa conseguem gerar. O Atacama, com sua aridez extrema e visibilidade excepcional, funciona como laboratório natural para avaliar a aeronave em um dos ambientes mais hostis do continente — e para sinalizar, diante de aliados e parceiros, que o Brasil chegou a um novo patamar em sua capacidade de defesa aérea.

No coração do Deserto do Atacama, a seis mil quilômetros de casa, a Força Aérea Brasileira colocou seus caças Gripen E em operação pela primeira vez em um ambiente que testa máquina e piloto até o limite. Seis aeronaves JAS-39E chegaram à Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no Chile, para participar do Exercício Salitre V — um dos maiores jogos de guerra aéreos da América do Sul, onde sete nações simulam combate em um cenário que divide o deserto em territórios azul, verde e vermelho.

O exercício, organizado pela Força Aérea chilena, reúne pilotos e aeronaves de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai. Mas há uma assimetria clara no campo de batalha simulado: enquanto a maioria das nações voa F-16C/D Block 40/50, Pampa e Super Tucano — máquinas que já têm décadas de operação — o Brasil chega com o que há de mais moderno em sua frota. Os Gripen E são caças de quinta geração, equipados com tecnologia de ponta em sensores, aviônica e capacidade de combate. Ao lado deles, o Brasil também despachou um cargueiro Embraer KC-390, uma aeronave de transporte tática que amplia significativamente as capacidades logísticas da operação.

O cenário do exercício é complexo. A Força Azul — composta por argentinos, brasileiros, colombianos, paraguaios e parte dos contingentes americano e chileno — ocupa o território central e sul. Já a Força Vermelha, posicionada mais ao norte na Base Aérea Los Cóndores em Iquique, reúne os caças F-16 restantes da FACH e da Força Aérea dos Estados Unidos, além de todos os F-5 chilenos. É um arranjo que coloca os Gripen brasileiros no papel de defensores e atacantes simultâneos, testando suas capacidades em missões de combate aéreo, apoio ao solo e suporte logístico.

Para a FAB, este é um momento de validação operacional. Os Gripen E chegaram ao Brasil há poucos anos, e sua integração à frota ainda está em andamento. Exercícios como Salitre V oferecem a oportunidade de testar a aeronave em cenários realistas, longe das bases de treinamento, sob pressão e em coordenação com aliados. O deserto do Atacama, com seu clima extremamente árido e suas condições de visibilidade excepcionais, oferece um laboratório natural para avaliar como a máquina se comporta em um dos ambientes mais hostis do continente.

O que torna este exercício particularmente relevante é o que ele sinaliza sobre o posicionamento militar brasileiro na região. Ao trazer suas aeronaves mais avançadas para uma operação multinacional, o Brasil demonstra confiança em sua tecnologia e em sua capacidade de operar em pé de igualdade com potências aéreas estabelecidas. Os Gripen E não são apenas novos; representam um salto qualitativo na capacidade de defesa aérea do país. Sua presença no Atacama, lado a lado com F-16 americanos e caças chilenos, marca um ponto de inflexão na história operacional da Força Aérea Brasileira.

Os Gripen E já estão em ação no deserto pela primeira vez, com a Força Aérea Brasileira estreando a nova aeronave de combate em um clima extremamente árido
— Força Aérea Brasileira
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que levar os Gripen para um exercício no deserto chileno? Não seria mais seguro testá-los em casa?

Model

Segurança não é o problema. O ponto é que exercícios multinacionais como este oferecem algo que nenhum simulador consegue: interoperabilidade real, comunicação com aliados, e a pressão de voar em um cenário onde você não controla todas as variáveis.

Inventor

Mas o Brasil é novo nisso. Os Gripen chegaram há pouco tempo. Não há risco de expor uma fraqueza?

Model

Há sempre risco. Mas a FAB já tem pilotos experientes, e o Gripen é uma aeronave robusta. O que importa é que o Brasil precisa aprender a operar essa máquina em condições reais, e isso só acontece quando você sai da base.

Inventor

Qual é a vantagem tática de trazer o KC-390 também?

Model

Logística. Um cargueiro tático muda o jogo. Permite que você sustente operações prolongadas, reabastece outras aeronaves, transporta pessoal e equipamento. No Atacama, onde tudo é distante, isso é crítico.

Inventor

E os outros países? Eles não têm tecnologia comparável?

Model

Não. A maioria voa F-16 ou aeronaves ainda mais antigas. O Gripen E é de quinta geração. É uma diferença real, e o Brasil sabe disso. Por isso está aqui — para mostrar que chegou a um novo patamar.

Inventor

O que o Brasil aprende com isso que não aprenderia sozinho?

Model

Como seus pilotos se comportam sob pressão contra adversários reais, como a aeronave se integra com sistemas de defesa aérea de aliados, como funciona a comunicação em tempo real. E também aprende onde ainda há gaps, onde precisa treinar mais. É educação operacional de verdade.

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