Cabo Verde empata na Líbia e decide apuramento histórico com Essuatíni

Uma vitória contra Essuatíni garante a história que Cabo Verde procura
A seleção lidera o grupo e precisa apenas de vencer a lanterna-vermelha na segunda-feira para se apurar para o Mundial 2026.

No coração do Mediterrâneo, Cabo Verde travou uma batalha de ressurreição em Trípoli, saindo com um empate de 3-3 que preserva a liderança do Grupo D africano e mantém vivo o sonho de uma qualificação histórica para o Mundial 2026. A festa foi adiada, mas não cancelada: na segunda-feira, diante de Essuatíni, o arquipélago tem nas mãos a chave de uma porta que nunca antes foi aberta. É nestes momentos suspensos entre o que quase foi e o que ainda pode ser que o desporto revela a sua natureza mais humana.

  • Cabo Verde entrou em colapso no segundo tempo, passando de um empate confortável para uma desvantagem de 3-1 que ameaçou sepultar o sonho do Mundial em plena Trípoli.
  • Dois suplentes — Sidny Cabral e Willy Semedo — transformaram o destino da seleção em menos de dez minutos, com um golo ajudado por uma falha trágica do guarda-redes líbio.
  • Camarões venceu as Maurícias 2-0 e mantém-se na perseguição, tornando cada ponto uma questão de sobrevivência histórica para o futebol cabo-verdiano.
  • Uma bola retirada em cima da linha e um guarda-redes saído nos pés de Nuno Da Costa impediram Cabo Verde de sair com a vitória que teria simplificado tudo.
  • A qualificação inédita para um Mundial está agora a noventa minutos de distância: uma vitória contra a lanterna-vermelha Essuatíni basta, independentemente do que Camarões fizer.

Cabo Verde regressou de Trípoli com um empate a três golos que mantém a liderança do Grupo D africano, mas adia a possibilidade de uma qualificação histórica para o Mundial 2026. Tudo se decide na segunda-feira, quando a seleção recebe Essuatíni numa última jornada de enorme peso simbólico para o futebol do arquipélago.

O jogo começou da pior forma: no primeiro minuto, Roberto Lopes marcou na própria baliza ao tentar afastar um cruzamento perigoso. A reação foi rápida — aos 29 minutos, Telmo Arcanjo, do Vitória de Guimarães, desviou de cabeça dentro da área e restabeleceu a igualdade. O intervalo parecia próximo sem mais sobressaltos, mas o segundo tempo trouxe uma tempestade.

Ezoo El Mariamy aproveitou uma defesa incompleta do guarda-redes Vozinha para fazer o 2-1, e Mahmoud Al Shalwi ampliou para 3-1 com um livre direto indefensável aos 58 minutos. Com Camarões já a vencer nas Maurícias, a qualificação antecipada parecia ter escapado das mãos de Cabo Verde.

Mas a seleção de 'Bubista' não cedeu. Aos 77 minutos, o suplente Sidny Cabral disparou um remate aparentemente inofensivo que o guarda-redes Al Wuheeshi deixou passar entre as pernas de forma trágica. Cinco minutos depois, Willy Semedo, recém-entrado, empatou a 3-3. Cabo Verde ainda esteve perto de vencer — uma bola foi retirada em cima da linha e Al Wuheeshi saiu nos pés de Nuno Da Costa — mas o empate resistiu.

No grupo, Cabo Verde lidera com dois pontos de vantagem sobre Camarões. A Líbia mantém esperanças de play-off, enquanto Angola ficou matematicamente eliminada após empatar com Essuatíni. Para Cabo Verde, a equação é clara: vencer na segunda-feira significa entrar pela primeira vez na história numa fase final de um Campeonato do Mundo. Em Trípoli, a seleção aprendeu que nada está garantido até ao apito final.

Cabo Verde saiu de Trípoli com um empate que deixa tudo em aberto. O resultado de 3-3 contra a Líbia, nesta quarta-feira, mantém a seleção na liderança do Grupo D africano de apuramento para o Mundial 2026, mas adia a festa histórica que poderia ter sido consumada. Tudo se decide agora na segunda-feira, quando Cabo Verde recebe Essuatíni — a lanterna-vermelha do grupo — numa última jornada que pode marcar para sempre o futebol do arquipélago.

O encontro começou da pior forma possível. No primeiro minuto, Roberto Lopes marcou na própria baliza, tentando afastar um cruzamento perigoso que procurava Muad Eisay na pequena área. Cabo Verde estava já em desvantagem, mas a reação veio rápido. Aos 29 minutos, Telmo Arcanjo, médio do Vitória de Guimarães, desviou de cabeça sem marcação dentro da área líbia e restabeleceu a igualdade. O jogo parecia encaminhado para um empate ao intervalo, mas a Líbia tinha outras ideias.

No segundo tempo, tudo desabou para Cabo Verde. Eisay, o jogador mais perigoso do ataque líbio, criou uma oportunidade que o guarda-redes Vozinha, do Desportivo de Chaves, defendeu de forma incompleta. Ezoo El Mariamy aproveitou a recarga aos 42 minutos. Depois, aos 58, Mahmoud Al Shalwi disparou de livre direto, um remate indefensável que aumentou a vantagem para 3-1. Naquele momento, com Camarões já a vencer nas Maurícias, a qualificação antecipada parecia ter escapado das mãos de Cabo Verde.

Mas a seleção liderada por Pedro Brito 'Bubista' não desistiu. Aos 77 minutos, Sidny Cabral, defesa do Estrela da Amadora que entrou como suplente, disparou um remate que parecia inofensivo. O guarda-redes Murad Al Wuheeshi deixou a bola passar entre as pernas de forma trágica. Cinco minutos depois, Willy Semedo, pouco depois de entrar em campo, empatou aos 82. Cabo Verde ainda esteve perto de vencer — uma bola foi retirada em cima da linha de golo por um defesa líbio, e Al Wuheeshi saiu nos pés de Nuno Da Costa — mas o empate resistiu até ao final.

A situação no grupo mantém-se tensa. Cabo Verde segue na liderança com dois pontos de vantagem sobre Camarões, que venceu as Maurícias 2-0 e ainda tem esperança. A Líbia, em terceiro lugar, perdeu a oportunidade de qualificação direta mas pode ainda chegar ao torneio através do segundo lugar e dos play-offs. Angola, que empatou 2-2 com Essuatíni, ficou matematicamente eliminada.

O que vem agora é simples em teoria, complexo na prática. Cabo Verde precisa apenas de vencer Essuatíni na segunda-feira para assegurar a qualificação direta para o Campeonato do Mundo, independentemente do que Camarões fizer contra Angola. Seria um resultado histórico para o futebol cabo-verdiano — a primeira qualificação para uma fase final de um Mundial. Mas em Trípoli, a seleção aprendeu que nada é garantido até ao apito final.

Cabo Verde mantém-se no comando do Grupo D e só precisa de vencer na 10.ª ronda o lanterna-vermelha Essuatíni para assegurar a qualificação direta para o Campeonato do Mundo
— Contexto da situação no grupo
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é que Cabo Verde consegue recuperar de 3-1 em desvantagem e ainda assim sair frustrado?

Model

Porque o futebol é isto — momentos de desespero que se transformam em esperança, mas a esperança não é suficiente se não vencer. Eles estavam mortos aos 58 minutos. Depois, em cinco minutos, mudaram tudo. Mas a Líbia defendeu-se.

Inventor

Telmo Arcanjo marcou cedo. Porque é que isso não foi o suficiente para ganhar?

Model

Porque Cabo Verde entrou mal, sofreu um autogolo no primeiro minuto. Quando finalmente empataram, a Líbia acordou. O futebol é sobre ritmo e controlo. Cabo Verde perdeu ambos no segundo tempo.

Inventor

Camarões venceu 2-0. Isso significa que Cabo Verde está em perigo?

Model

Não, mas está vulnerável. Cabo Verde lidera por dois pontos. Se vencer Essuatíni, está dentro. Se perder ou empatar, Camarões pode ultrapassá-los. É tudo ou nada agora.

Inventor

Essuatíni é a lanterna-vermelha. Deveria ser fácil?

Model

Deveria, mas o futebol não funciona assim. Cabo Verde viu hoje que pode perder para qualquer um. A pressão de jogar em casa, de estar a uma vitória da história — isso muda tudo. Essuatíni pode ser fraco, mas Cabo Verde tem de estar perfeito.

Inventor

O que é que Vozinha e Al Wuheeshi fizeram de errado?

Model

Vozinha defendeu mal uma situação que podia ter controlado. Al Wuheeshi cometeu um erro de principiante — deixou passar uma bola entre as pernas. São momentos que definem jogos. Cabo Verde aproveitou os erros da Líbia. Agora tem de não cometer os seus próprios.

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