Quatro empates seguidos é um padrão que começa a pesar
Em Kigali, os 'tubarões azuis' de Cabo Verde voltaram a sair de campo sem vencer, acumulando quatro empates consecutivos numa campanha que reflete a distância entre o potencial e a concretização. O grupo F permanece uma equação aberta entre Cabo Verde e Moçambique, enquanto os Camarões, anfitriões e líderes, observam de uma posição quase intocável. A qualificação para a CAN 2021 exige, agora, que Cabo Verde converta domínio em vitórias — e o próximo capítulo será escrito em casa, frente ao próprio líder.
- Cabo Verde jogou mais de uma hora em superioridade numérica após a expulsão do médio ruandês Niyonzima aos 28 minutos, mas o guarda-redes do Ruanda resistiu a todas as investidas.
- Quatro empates consecutivos traduzem uma equipa que cria, mas não decide — uma contradição que pode custar caro na corrida à qualificação.
- Com seis pontos de desvantagem para os Camarões, a margem de erro de Cabo Verde é praticamente inexistente, e Moçambique pressiona lado a lado na segunda posição.
- Em março de 2021, Cabo Verde receberá os Camarões em casa, num duelo que pode ser tanto o fim das esperanças como o início de uma reviravolta improvável.
Em Kigali, Cabo Verde voltou a empatar — desta vez 0-0 com o Ruanda — somando quatro pontos no Grupo F de apuramento para a CAN 2021, todos eles fruto de empates. A frustração foi dupla: os cabo-verdianos criaram várias oportunidades e jogaram em superioridade numérica desde os 28 minutos, após a expulsão do médio ruandês Ally Niyonzima, mas o guarda-redes do Ruanda manteve a baliza inviolada.
A tabela reflete o impasse: Cabo Verde e Moçambique partilham a segunda posição com quatro pontos cada, enquanto os Camarões lideram com dez, após vencerem Moçambique por 2-0. A vantagem de seis pontos dos anfitriões da fase final coloca-os numa posição praticamente inabalável, deixando a luta pelo segundo lugar como o verdadeiro drama do grupo.
O calendário de março de 2021 promete ser decisivo. Cabo Verde receberá os Camarões em casa a 22 de março, num confronto que pode definir as aspirações de qualificação dos 'tubarões azuis'. No mesmo fim de semana, Moçambique viajará até Kigali para defrontar o Ruanda, antes de receber Cabo Verde uma semana depois.
Vale lembrar que a CAN, originalmente agendada para 2021, foi adiada para 2022 devido à pandemia de covid-19 e aos conflitos de calendário com a Copa América e o Campeonato Europeu — mas mantém a designação CAN 2021. Para Cabo Verde, o desafio é claro: transformar o domínio em golos antes que o tempo se esgote.
Em Kigali, Cabo Verde saiu do campo sem vitória pela segunda vez consecutiva contra o Ruanda. O empate sem golos deixou os cabo-verdianos com um ponto a mais na tabela do Grupo F de apuramento para a Taça das Nações Africanas, mas também com a sensação de oportunidade desperdiçada. Os 'tubarões azuis' criaram várias ocasiões de golo e tiveram uma vantagem numérica considerável a partir dos 28 minutos, quando o médio ruandês Ally Niyonzima foi expulso. Apesar dessa superioridade, o guarda-redes da Ruanda manteve a sua baliza intacta.
O resultado deixa Cabo Verde com quatro pontos no grupo, todos conquistados através de empates. Moçambique, que também soma quatro pontos, permanece ao lado dos cabo-verdianos na segunda posição. A diferença entre eles e o líder é abismal: os Camarões, que recebem a fase final do torneio, acumulam dez pontos após uma vitória por 2-0 sobre Moçambique na segunda-feira. A vantagem de seis pontos dos camaroneses sobre os seus perseguidores coloca-os numa posição praticamente inexpugnável.
O Ruanda, por sua vez, permanece com dois pontos, ainda com esperança de recuperar, mas cada vez mais afastado da luta pelas posições de qualificação. A estrutura do grupo garante que os Camarões, como anfitriões, já têm o seu lugar assegurado na fase final. O segundo classificado será o outro representante do Grupo F, desde que nenhuma das outras seleções consiga ganhar o grupo.
O calendário das próximas jornadas promete momentos decisivos. Em 22 de março de 2021, Cabo Verde receberá os Camarões em casa, um confronto que pode definir muito sobre as suas aspirações de qualificação. No mesmo fim de semana, Moçambique viajará até Kigali para enfrentar o Ruanda. Uma semana depois, Moçambique receberá Cabo Verde, enquanto os Camarões encerrarão a fase de grupos contra o Ruanda.
A história deste apuramento foi marcada por atrasos e reorganizações. A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas estava originalmente agendada para 2021, mas foi adiada para 2022 para evitar conflitos com a Copa América e o Campeonato Europeu, ambos deslocados para 2021 devido à pandemia de covid-19. Apesar da mudança de datas, a competição mantém a designação CAN2021, um remanescente do calendário original. Para Cabo Verde, o desafio agora é transformar o domínio em vitórias nas jornadas que se aproximam.
Citações Notáveis
Cabo Verde criou várias oportunidades e jogou em superioridade numérica desde os 28 minutos, mas não conseguiu vencer— Contexto do jogo em Kigali
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Cabo Verde criou várias oportunidades e jogou em superioridade numérica durante quase toda a segunda metade. Como é que não conseguem ganhar?
É a frustração do futebol. Quando tens um guarda-redes que faz boas defesas e a bola não quer entrar, empatas. Quatro empates seguidos é um padrão que começa a pesar.
Mas estão em segundo lugar, a apenas seis pontos dos Camarões. Ainda têm hipóteses?
Tecnicamente sim, mas os Camarões têm uma vantagem enorme. Cabo Verde precisa de vencer os Camarões em casa em março, e isso é muito difícil. Moçambique também está ali, com os mesmos quatro pontos.
Então isto é uma luta a três?
É uma luta a dois, na verdade. Os Camarões já estão praticamente dentro por serem anfitriões. Cabo Verde e Moçambique é que competem pelo segundo lugar.
E o Ruanda? Ainda tem esperança?
Tem dois pontos apenas. Matematicamente ainda pode, mas está muito longe. Precisava de vencer os próximos jogos e esperar que os outros tropecem.