Ver a paixão do torcedor brasileiro nas ruas vai muito além dos 90 minutos
Há momentos em que torcer por um país vai além do esporte — torna-se um ato de continuidade entre gerações. Andrey Matias, empresário de Brusque, viajou aos Estados Unidos com cinco amigos para acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, repetindo uma jornada que seus pais viveram no mesmo país em 1994. O que começou como uma conversa após a Copa do Catar tornou-se, quatro anos depois, a experiência de cantar o hino nacional em Nova Jersey — não pela televisão, mas ao vivo, onde a história se faz.
- Quatro anos de planejamento culminaram em seis amigos de Brusque nas arquibancadas de Nova Jersey, cantando o hino antes do jogo do Brasil contra Marrocos.
- A viagem carregava o peso simbólico de uma herança familiar: os pais do grupo viveram o mesmo ritual em 1994, e repetir aquela experiência era uma forma de honrá-la.
- O grupo percorreu Nova York acompanhando o Movimento Verde Amarelo, sentindo nas ruas o que Matias descreve como uma paixão que a mídia raramente consegue traduzir.
- O respeito de torcedores de outras nações pela delegação brasileira surpreendeu o grupo — uma reverência que se manifestava em conversas, abraços e gestos que dispensavam tradução.
- Enquanto alguns retornam ao Brasil, outros seguem para Miami, estendendo a jornada para ver mais jogos e prolongar o encontro com algo maior do que o futebol em si.
Andrey Matias estava em Nova Jersey quando o Brasil entrou em campo pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. Ao lado de cinco amigos de Brusque, ele cantou o hino nacional antes do jogo contra Marrocos — o ponto mais alto de uma viagem planejada por quatro anos, desde o apito final da Copa do Catar.
A ideia nasceu de uma história de família. Os pais e parentes do grupo tinham acompanhado o Mundial de 1994 nos Estados Unidos, e quando aquela edição terminou, os amigos começaram a sonhar em repetir a experiência. Levou tempo, mas a viagem saiu do papel.
O roteiro passou por Nova York, onde o grupo se movimentou pela cidade junto ao Movimento Verde Amarelo, um coletivo de torcedores brasileiros, antes de chegar aos estádios. Depois de Nova Jersey, o plano incluía o jogo contra o Haiti, e alguns integrantes seguiriam para Miami para ver Brasil e Escócia.
Para Matias, a experiência revelou algo que estatísticas não capturam: o respeito genuíno que torcedores de outras seleções demonstravam pelo Brasil. Em conversas com desconhecidos, em abraços espontâneos, a condição de único pentacampeão do mundo se tornava tangível. Cantar o hino cercado de amigos, com o eco de uma memória que pertencia aos seus pais três décadas antes, era mais do que futebol — era testemunhar, ao vivo, um pedaço da história do esporte que mais une os brasileiros.
Andrey Matias estava em Nova Jersey quando a Seleção Brasileira entrou em campo pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. Ele e cinco amigos — Luiz Eduardo Gamba, Jonathas Petermann, Reinaldo de Oliveira do Nascimento, Ruan Beuting e João Antonio Zunino — tinham viajado dos Estados Unidos especificamente para estar ali, nas arquibancadas, cantando o hino nacional antes do jogo contra Marrocos. Para Matias, empresário do setor financeiro em Brusque, aquele momento foi o pico de uma jornada que começou a ser planejada quatro anos antes, logo após o apito final da Copa do Catar.
A semente da ideia veio de uma história de família. Pais e parentes próximos do grupo haviam vivido a experiência de acompanhar um Mundial nos Estados Unidos em 1994 — uma Copa que marcou gerações de torcedores brasileiros. Quando aquela edição terminou, Matias e seus amigos começaram a conversar sobre fazer o mesmo, repetir aquela jornada, estar presentes quando o Brasil jogasse novamente em solo americano. Levou quatro anos de planejamento, mas a viagem saiu do papel.
O roteiro começou em Nova York, onde o grupo passou os primeiros quatro dias. Não era turismo convencional. Eles se movimentavam pela cidade acompanhando o Movimento Verde Amarelo, um coletivo de torcedores brasileiros, passando por pontos como Times Square e SoHo, absorvendo a energia da torcida espalhada pelas ruas. Mas o verdadeiro propósito era estar nos estádios. Viram Brasil e Marrocos em Nova Jersey — aquele jogo que Matias descreve como o mais marcante da viagem. Depois, o plano era acompanhar Brasil e Haiti. Alguns integrantes do grupo ficariam mais tempo, seguindo para Miami a fim de ver Brasil e Escócia, enquanto outros retornariam ao Brasil.
Para Matias, estar lá não era apenas sobre futebol. Era sobre perceber algo que, segundo ele, a mídia muitas vezes não consegue capturar: a paixão genuína do torcedor brasileiro nas ruas e nos estádios. Ele observava o respeito que torcedores de outras seleções tinham pela delegação brasileira, e isso reforçava uma convicção pessoal. O Brasil é o único pentacampeão do mundo, e aquela realidade se manifestava de forma tangível, não em estatísticas, mas em conversas com desconhecidos, em abraços compartilhados, em uma reverência que transcendia as barreiras do idioma.
Cantar o hino nacional em New Jersey, cercado por amigos que planejavam aquele momento há anos, com os ecos de uma experiência vivida por seus pais três décadas antes — aquilo era mais do que um jogo de futebol. Era uma ponte entre gerações, uma forma de estar presente em um momento que importava, de testemunhar a Seleção Brasileira não pela televisão, mas pelo ar que se respira nos estádios, pela voz coletiva de milhares de torcedores, pela certeza de que estar ali era estar em um lugar onde a história do futebol brasileiro se desenrola em tempo real.
Citações Notáveis
É sem dúvida uma experiência única. Ver a paixão do torcedor brasileiro nas ruas e nos estádios vai muito contra o que muitas vezes parece ser tão criticado na mídia.— Andrey Matias
O momento mais marcante foi cantar o hino nacional na estreia, em New Jersey, contra Marrocos— Andrey Matias
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que esperar quatro anos para fazer essa viagem? Por que não ir na Copa anterior, ou na próxima?
Porque a ideia nasceu de uma promessa não dita. Nossos pais fizeram isso em 1994, e quando a Copa do Catar terminou, algo dentro de nós disse que precisávamos repetir. Não era só viajar — era recriar um momento que marcou gerações.
E quando você chegou lá, a realidade correspondeu ao que você imaginava?
Superou. Você planeja por quatro anos, mas quando você está em New Jersey cantando o hino, cercado por amigos e por torcedores brasileiros de todo o mundo, a emoção é diferente. É real de um jeito que nenhum planejamento consegue prever.
Você mencionou o respeito que outras seleções têm pelo Brasil. Como você percebeu isso?
Nas conversas, nos olhares. Torcedores de outras países reconhecem o que o Brasil representa no futebol. Não é arrogância — é uma realidade que você sente quando está lá, imerso naquilo.
E agora, com a viagem ainda em andamento, o que muda para você?
Você volta para casa diferente. Não é só sobre ter visto jogos. É sobre ter estado presente em um momento que importa, de ter vivido algo que seus pais viveram, e de saber que seus filhos, talvez, um dia façam o mesmo.