Bruno Guimarães iguala marca negativa de Zico ao perder pênalti na Copa

Apenas o quarto jogador a viver essa experiência em quarenta anos
Bruno Guimarães iguala marca negativa de Zico ao perder pênalti em tempo normal na Copa do Mundo.

No décimo terceiro minuto de uma Copa do Mundo, um pênalti perdido pode pesar tanto quanto uma derrota inteira. Bruno Guimarães, ao ver sua cobrança defendida pelo goleiro Nyland, inscreveu seu nome em uma lista que o futebol brasileiro raramente precisou atualizar — apenas quatro vezes em mais de noventa anos de história mundialista. Ele iguala Zico, que viveu momento semelhante em 1986, lembrando que nem os maiores escapam da fragilidade de um único instante diante do gol.

  • Aos 13 minutos do primeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti marcado pelo VAR, e o goleiro Nyland desviou a cobrança no canto direito.
  • O lance lançou o Brasil em campo sem o gol que poderia ter definido o ritmo da partida contra a Noruega.
  • Guimarães passa a integrar um grupo de apenas quatro jogadores brasileiros a perder pênalti em tempo normal em Copas — uma lista que não era atualizada desde Zico, em 1986.
  • A raridade da marca revela o quanto o Brasil historicamente converte suas cobranças em tempo regulamentar, tornando o erro ainda mais saliente.
  • O Brasil seguiu em campo obrigado a buscar outros caminhos para marcar, carregando o peso simbólico de um momento que a memória coletiva não costuma esquecer.

No décimo terceiro minuto do primeiro tempo contra a Noruega, Bruno Guimarães se posicionou no ponto de pênalti após o VAR confirmar falta de Ajer sobre Matheus Cunha. O volante do Newcastle escolheu o canto direito, mas Orjan Nyland se moveu e fez a defesa. Com aquele lance, Guimarães entrou para um grupo muito restrito: o dos brasileiros que desperdiçaram cobranças em tempo normal em Copas do Mundo.

Ele é apenas o quarto a viver essa experiência. O mais recente antes dele era Zico, há exatos quarenta anos, quando o meia do Flamengo cobrou contra a França nas quartas de 1986 e o goleiro Bats defendeu. Antes de Zico, apenas Waldemar de Brito, em 1934, e Patesko, em 1938, haviam falhado em situação semelhante durante o tempo regulamentar.

A raridade da marca não reflete apenas o fracasso em converter — ela revela o quanto o Brasil historicamente esteve pouco exposto a pênaltis em tempo normal durante Copas. Quando se incluem as disputas alternadas, a lista cresce: Marquinhos, Rodrygo, Hulk, Willian, Márcio Santos, Júlio César e Sócrates também falharam, mas sempre fora do tempo regulamentar.

O que torna o momento de Guimarães singular é justamente esse contexto: um pênalti no início da partida, com poder de abrir o placar e estabelecer o ritmo do jogo. A defesa de Nyland transformou aquele instante em ponto de inflexão, e o Brasil precisou seguir em campo buscando outros caminhos — como tantas vezes a história das Copas exigiu de quem errou quando mais importava.

No décimo terceiro minuto do primeiro tempo contra a Noruega, Bruno Guimarães se posicionou diante da bola branca no ponto de pênalti. O árbitro havia marcado a infração após revisão do VAR — uma falta de Ajer sobre Matheus Cunha. O volante do Newcastle, camisa 8 da seleção, escolheu o canto direito. Orjan Nyland, o goleiro norueguês, se moveu e fez a defesa. Com esse lance, Guimarães entrou para um grupo muito restrito da história do futebol brasileiro: o dos que desperdiçaram cobranças de pênalti em tempo normal em Copas do Mundo.

Ele é apenas o quarto jogador a viver essa experiência. Antes dele, apenas três outros brasileiros haviam falhado em situação semelhante. O mais recente era Zico, há exatos quarenta anos. O meia do Flamengo cobrou contra a França nas quartas de final de 1986, e o goleiro Bats defendeu. Aquela partida terminou empatada em um a um e foi decidida nos pênaltis — na disputa alternada, Zico converteu sua cobrança, mas o Brasil foi eliminado por quatro a três. Antes de Zico, a seleção havia desperdiçado apenas duas cobranças em tempo regulamentar: Waldemar de Brito, do São Paulo, em 1934, quando o Brasil perdeu por dois a um para a Espanha nas oitavas, e Patesko, do Botafogo, em 1938, na disputa do terceiro lugar contra a Suécia — naquele caso, o atacante chutou por cima da meta, mas o Brasil venceu por quatro a dois mesmo assim.

A marca que Guimarães agora iguala é particularmente rara porque reflete não apenas o fracasso em converter uma cobrança, mas a raridade de o Brasil estar em situação de pênalti em tempo normal durante uma Copa. Historicamente, a seleção tem sido mais eficiente nessas cobranças do que a maioria das seleções. O pênalti perdido por Guimarães foi o décimo primeiro da história brasileira em Copas do Mundo quando se contabilizam também as disputas alternadas — aquelas que decidem partidas empatadas após o tempo regulamentar e a prorrogação.

Quando se amplia o escopo para incluir as disputas alternadas, a lista de jogadores que desperdiçaram cobranças cresce significativamente. Marquinhos viu sua cobrança bater na trave na final de 2022 contra a Croácia. Rodrygo teve sua cobrança defendida na mesma partida. Hulk e Willian falharam contra o Chile em 2014 — um teve a cobrança defendida, o outro chutou para fora. Márcio Santos desperdiçou contra a Itália em 1994. Júlio César e Sócrates falharam contra a França em 1986, na mesma partida em que Zico cobrou em tempo normal. Cada um desses lances deixou sua marca na memória coletiva do futebol brasileiro, mas nenhum deles ocorreu em tempo regulamentar.

O que torna o momento de Guimarães singular é justamente essa característica: um pênalti em tempo normal, no início de uma partida, com a possibilidade de abrir o placar e estabelecer o ritmo da disputa. A defesa de Nyland transformou aquele décimo terceiro minuto em um ponto de inflexão. O Brasil seguiu em campo precisando encontrar outras formas de marcar gols, outras oportunidades. A história do futebol em Copas é feita desses momentos — instantes em que uma bola, um goleiro e uma decisão se encontram e definem trajetórias.

O volante do Newcastle teve a chance de abrir o placar aos 13 minutos do 1º tempo contra a Noruega, após pênalti marcado com revisão do VAR
— Contexto da partida
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essa marca de Zico em 1986 permaneceu intocada por tanto tempo?

Model

Porque o Brasil raramente se vê na posição de cobrar pênalti em tempo normal em Copas. A seleção é historicamente eficiente nessas cobranças, o que significa que quando chega lá, geralmente converte. Quarenta anos é um intervalo longo, mas reflete mais a qualidade do que a falta de oportunidades.

Inventor

Guimarães estava em uma posição de responsabilidade — volante, camisa 8, cobrador de pênalti. Como se sente um jogador nessa situação?

Model

É uma pressão imensa. Você está em um momento onde a seleção inteira está olhando para você, onde uma Copa do Mundo está em jogo. Guimarães escolheu o canto direito, o que é uma decisão técnica clara, mas Nyland estava lá. Às vezes é só isso.

Inventor

E quanto aos outros três que falharam antes dele? Eles carregam essa marca?

Model

Waldemar de Brito e Patesko estão em um contexto histórico tão distante que a marca se diluiu no tempo. Zico é diferente — ele é uma figura tão grande do futebol brasileiro que a cobrança defendida em 1986 é apenas um detalhe em uma carreira extraordinária. Mas sim, eles carregam.

Inventor

Se o Brasil tivesse convertido esse pênalti, a história seria completamente diferente?

Model

Completamente. Um gol aos treze minutos muda tudo — o ritmo da partida, a confiança, a pressão sobre o adversário. Nyland fez seu trabalho, mas Guimarães não terá a chance de saber como teria sido o resto daquele jogo.

Inventor

Há algo que une esses quatro jogadores além do fracasso?

Model

Todos eles estavam em momentos críticos de suas carreiras ou de suas seleções. Não é coincidência. Pênaltis em tempo normal em Copas aparecem quando há tensão, quando há algo em jogo que vai além do futebol.

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