Brasil faz pior campanha em Copas desde 1990 e é eliminado pela Noruega

A seleção encerrou sua pior campanha em Copas desde 1990
Brasil é eliminado pela Noruega na Copa do Mundo 2026, repetindo fracasso de 36 anos atrás.

Há momentos em que o futebol deixa de ser esporte e passa a ser espelho de uma nação. A eliminação do Brasil pela Noruega na Copa do Mundo de 2026 — selada por Haaland aos 22 minutos do segundo tempo — não é apenas uma derrota: é o eco de 1990, quando Caniggia e Maradona encerraram o sonho brasileiro na Itália. Trinta e seis anos separam os dois fracassos, mas a dor de uma seleção que esperava mais de si mesma permanece a mesma.

  • Um único gol de Haaland foi suficiente para encerrar a Copa do Brasil em 2026, expondo a fragilidade de uma equipe incapaz de responder sob pressão.
  • A eliminação reacende uma ferida histórica: a última vez que o Brasil caiu tão cedo foi em 1990, diante da Argentina, em um jogo que ainda assombra a memória coletiva.
  • O episódio da 'água batizada' — em que Branco acusou os argentinos de adulterar sua bebida naquele jogo de 1990 — ressurge como símbolo de tudo que pode dar errado quando o Brasil tropeça no mundo.
  • A comparação entre os dois momentos é inevitável e incômoda: a seleção de 2026 herda não apenas a derrota, mas o peso de uma tradição que exige muito mais.

O Brasil deixou a Copa do Mundo de 2026 derrotado pela Noruega, encerrando uma campanha que se tornou a mais fraca da seleção desde 1990. O gol de Haaland aos 22 minutos do segundo tempo foi decisivo e implacável — a delegação brasileira não encontrou resposta.

A comparação com 1990 é inevitável. Naquela Copa da Itália, foi a Argentina quem eliminou o Brasil por 1 a 0, com gol de Caniggia em assistência de Maradona — que jogou com o tornozelo esquerdo inchado, mas ainda assim orquestrou o lance que mudou tudo.

Aquele jogo, disputado em 24 de junho, carrega uma história além do placar. O lateral Branco bebeu água oferecida pelo banco argentino durante uma parada médica no primeiro tempo. Depois, acusou os adversários de terem adulterado a bebida, dizendo que ficou tonto e teve sua atuação prejudicada. O episódio da 'água batizada' entrou para a lenda do futebol sul-americano — verdadeiro ou não, capturou o clima de tensão daquele confronto.

Três décadas depois, com o Brasil novamente eliminado antes do esperado, toda essa memória ressurge. E com ela, a frustração de uma seleção que, mais uma vez, ficou aquém do que o país acreditava ser possível.

O Brasil saiu da Copa do Mundo 2026 no domingo passado derrotado pela Noruega, encerrando uma campanha que se tornou a mais fraca da seleção em torneios mundiais desde 1990. Um gol de Haaland aos 22 minutos do segundo tempo foi o suficiente para que os noruegueses avançassem às quartas de final, deixando para trás uma delegação brasileira que não conseguiu responder à altura.

Essa eliminação precoce marca um ponto de inflexão incômodo na história recente do futebol brasileiro. Não era desde a Copa da Itália, há 36 anos, que a seleção enfrentava um fracasso de magnitude semelhante. Naquela ocasião, a Argentina também foi a responsável pela queda, vencendo por 1 a 0 em um jogo que transcendeu o placar e se transformou em um episódio que ainda ressoa na memória coletiva do país.

O gol que eliminou o Brasil em 1990 saiu dos pés de Claudio Caniggia, que aproveitou uma assistência de Diego Armando Maradona. O craque argentino atuava com o tornozelo esquerdo inchado, mas ainda assim conseguiu orquestrar o lance decisivo. Aquela partida, disputada em 24 de junho, ficaria marcada não apenas pelo resultado, mas por um episódio que se tornaria lendário no futebol sul-americano.

Durante o jogo, o lateral-esquerdo Branco se aproximou do banco de reservas argentino e pegou uma garrafa de água que estava disponível no material da comissão técnica. O contexto era uma parada no primeiro tempo, quando o atacante Pedro Troglio havia sofrido uma entrada dura de Ricardo Rocha e precisava de atendimento médico no gramado. Branco, aparentemente sedento, tomou a bebida que lhe foi oferecida. Depois, o lateral acusaria os argentinos de terem adulterado a água, afirmando que a substância o deixou tonto durante o restante da partida e prejudicou significativamente sua atuação.

O episódio da água batizada, como ficou conhecido, transformou-se em parte da lenda daquele jogo. Verdadeiro ou não, o relato de Branco capturou algo do clima de tensão e improviso que cercava aquele confronto. Três décadas depois, com o Brasil novamente eliminado precocemente de uma Copa do Mundo, a comparação entre os dois momentos inevitavelmente ressurge, trazendo consigo toda a frustração de uma seleção que esperava mais.

Branco acusou os argentinos de terem colocado algo na bebida que o teria deixado tonto em campo
— Lateral-esquerdo Branco, sobre o episódio de 1990
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que essa eliminação pela Noruega é comparada especificamente ao jogo de 1990 contra a Argentina?

Model

Porque 1990 foi a última vez que o Brasil teve uma campanha tão ruim em uma Copa. Não é só sobre perder — é sobre o padrão de fracasso que se repete.

Inventor

E o episódio da água batizada, isso realmente aconteceu ou é mais uma lenda do futebol?

Model

Branco acreditava que tinha acontecido. Ele sentiu os efeitos em campo e acusou os argentinos. Se foi proposital ou coincidência, ninguém sabe ao certo, mas o fato é que ele jogou mal depois de beber daquela garrafa.

Inventor

Maradona estava machucado naquele dia?

Model

Sim, com o tornozelo esquerdo inchado. Mesmo assim, foi quem deu a assistência para o gol de Caniggia. É o tipo de detalhe que fica na história — o melhor jogador do mundo jogando machucado e ainda assim decidindo.

Inventor

O que a comparação entre 1990 e 2026 diz sobre o futebol brasileiro?

Model

Que há ciclos. O Brasil não é invencível. Quando as coisas não funcionam, elas realmente não funcionam. E quando você perde para times que não são tradicionais — como a Noruega — fica claro que algo está errado.

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