Bolsas de NY fecham em alta com sinais de corte de juros do Fed; Nasdaq sobe 2,64%

Juros mais baixos significam fluxos de caixa futuros valem mais hoje
A reação do Nasdaq reflete a sensibilidade do setor de tecnologia às mudanças nas taxas de juros americanas.

Em 31 de julho, os mercados de Nova York encontraram alento nas palavras de Jerome Powell, que sinalizou a proximidade de um corte nos juros americanos — um gesto que, para os investidores, representa a possível virada de um longo ciclo de restrição monetária. O S&P 500 e o Nasdaq viveram seu melhor dia em cinco meses, embora a sombra das tensões no Oriente Médio lembrasse que a euforia financeira raramente existe no vácuo da história.

  • Powell abriu a porta para cortes de juros 'em breve', e os mercados responderam com o maior entusiasmo em cinco meses — Nasdaq disparou 2,64% e S&P 500 avançou 1,58%.
  • A clareza incomum do presidente do Fed surpreendeu analistas: sua fala foi considerada mais direta do que o próprio comunicado oficial da instituição.
  • No auge da sessão, os três principais índices atingiram máximas intraday, mas o ímpeto foi freado por relatos de que o Irã recebeu ordens para atacar Israel em retaliação ao assassinato do líder do Hamas.
  • O Dow Jones ficou para trás com ganho modesto de 0,24%, refletindo a cautela de um mercado que celebra, mas não esquece os riscos geopolíticos.
  • Após o fechamento, os olhos dos investidores se voltaram para os balanços de Qualcomm e Meta, à espera de novas pistas sobre a saúde real do setor de tecnologia.

Na tarde de 31 de julho, Jerome Powell subiu ao púlpito do Federal Reserve e entregou ao mercado aquilo que ele vinha esperando: a sinalização de que cortes nos juros americanos estão próximos, condicionados à continuidade do recuo da inflação. A mensagem foi recebida como um alívio após meses de política monetária restritiva, e os pregões de Nova York reagiram com vigor.

O Nasdaq liderou a recuperação, fechando em alta de 2,64%, enquanto o S&P 500 avançou 1,58% — o melhor desempenho diário de ambos os índices desde fevereiro. O Dow Jones, mais conservador, registrou ganho de 0,24%. Analistas do Commerzbank destacaram que a linguagem de Powell foi mais clara e direta do que o texto formal do Fed, abrindo espaço concreto para uma redução de taxas sem, contudo, comprometer uma data definitiva.

Os ganhos, porém, não vieram sem resistência. À medida que a sessão avançava, reportagens davam conta de que o líder supremo do Irã havia ordenado um ataque a Israel em retaliação ao assassinato do líder do Hamas em Teerã. A escalada geopolítica no Oriente Médio pesou sobre o sentimento dos investidores e conteve o que poderia ter sido uma alta ainda mais expressiva.

Ao fim do pregão, o mercado aguardava os balanços trimestrais de Qualcomm e Meta — resultados que prometiam revelar se a euforia do dia tinha fundamentos sólidos ou se era apenas o reflexo passageiro de boas palavras.

Os mercados de ações de Nova York terminaram o dia em alta na quarta-feira, 31 de julho, impulsionados pela sinalização do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que reduções nas taxas de juros americanas estão no horizonte. Powell deixou claro durante sua coletiva de imprensa que o banco central está preparado para ajustar os juros em breve, caso a inflação continue recuando conforme as projeções, abrindo caminho para o alívio das restrições monetárias que têm marcado a política da instituição.

O Nasdaq liderou os ganhos do dia, subindo 2,64% para fechar em 17.599,40 pontos. O S&P 500 avançou 1,58%, atingindo 5.522,30 pontos, enquanto o Dow Jones registrou um ganho mais modesto de 0,24%, fechando em 40.842,79 pontos. Para o S&P 500 e o Nasdaq, este foi o melhor dia desde fevereiro, um intervalo de cinco meses. No acumulado de julho, o Dow Jones apresentou ganho de 4,41%, o S&P 500 subiu 1,13%, enquanto o Nasdaq recuou 0,75%.

Os comentários de Powell geraram otimismo inicial nos pregões, levando os três principais índices a atingirem máximas intraday. Analistas do Commerzbank observaram que a escolha de palavras do presidente na declaração oficial abria a porta para um possível corte nas taxas, embora deixasse espaço para que o Fed aguardasse um pouco mais antes de agir. A comunicação de Powell foi considerada mais clara e direta do que o texto formal da instituição.

No entanto, o ímpeto dos ganhos arrefeceu conforme a sessão avançava, com tensões geopolíticas pesando sobre o sentimento dos investidores. Reportagens indicavam que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, havia emitido uma ordem para que o país atacasse Israel em retaliação pelo assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, ocorrido em Teerã. Essa escalada nas tensões no Oriente Médio limitou os ganhos que poderiam ter sido ainda maiores.

O pregão desta quarta representou uma recuperação em relação ao dia anterior, terça-feira, que havia fechado sem direção única. Investidores permaneciam atentos aos balanços trimestrais que seriam divulgados após o fechamento dos negócios, incluindo os resultados da Qualcomm e da Meta, que poderiam oferecer pistas sobre a saúde do setor de tecnologia e da economia mais ampla.

A escolha de palavras na declaração abre a porta para um possível corte nas taxas, mas também deixa a opção de esperar um pouco mais
— Relatório do Commerzbank
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Powell decidiu sinalizar cortes de juros justamente agora?

Model

A inflação vinha recuando em linha com as expectativas do Fed. Powell estava sinalizando que o banco central estava atento a isso e pronto para responder com flexibilização, caso a tendência continuasse.

Inventor

E por que o mercado reagiu tão fortemente, especialmente o Nasdaq?

Model

Porque tecnologia é o setor mais sensível às taxas de juros. Quando as taxas caem, as empresas de crescimento — que dominam o Nasdaq — ficam mais atrativas. Juros mais baixos significam fluxos de caixa futuros valem mais hoje.

Inventor

Mas os ganhos não duraram o dia todo, certo?

Model

Não. Assim que começaram a circular reportagens sobre o Irã planejando um ataque a Israel, o otimismo esfriou. Geopolítica sempre vence economia quando há risco de conflito.

Inventor

O que isso significa para os próximos dias?

Model

Depende de duas coisas: se o ataque iraniano realmente acontece e qual é a magnitude, e se Powell e o Fed confirmam que estão mesmo prontos para cortar juros em setembro. Os balanços da Qualcomm e Meta também importam.

Inventor

Então o mercado está em um ponto de inflexão?

Model

Exatamente. Há esperança de alívio monetário, mas há também incerteza geopolítica real. O mercado está tentando precificar ambas as coisas ao mesmo tempo.

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