Bitcoin sobe com PIB dos EUA, mas baixo volume aponta queda para US$ 25 mil

O Bitcoin está em um canal de queda que deve levá-lo até US$ 25 mil
Analista da Bitget aponta que baixo volume de negociação pressiona a criptomoeda para níveis mais baixos nos próximos dias.

Na manhã de 26 de maio, o Bitcoin registrou uma alta modesta impulsionada por dados econômicos americanos acima do esperado — mas esse movimento ascendente carrega a fragilidade de quem caminha sobre gelo fino. O crescimento do PIB dos EUA em 1,3% no primeiro trimestre trouxe alívio momentâneo a um mercado que, sob a superfície, enfrenta baixo volume de negociação, incertezas sobre o teto da dívida e a sombra de um Federal Reserve ainda indeciso sobre o futuro dos juros. Como tantas vezes na história dos mercados, o que parece força pode ser apenas o silêncio antes da turbulência.

  • O Bitcoin subiu 0,80% para US$ 26.446 após o PIB americano superar as expectativas, mas o movimento foi técnico e superficial — não uma virada de tendência.
  • O baixo volume de negociação é o verdadeiro sinal de alerta: com pouca liquidez, o mercado fica vulnerável a quedas rápidas e acentuadas.
  • Analistas apontam para um canal de queda que pode levar o Bitcoin a testar US$ 25 mil nos próximos dias, pressionado também pelas negociações sobre o teto da dívida em Washington.
  • O mercado aguarda dois gatilhos decisivos: a divulgação do índice PCE de abril e os próximos sinais do Federal Reserve sobre a trajetória dos juros americanos.
  • O cenário atual é de cautela: investidores hesitam em ampliar posições enquanto as correntes de fundo apontam para fragilidade, mesmo com alguns ativos como Arbitrum e fundos cripto brasileiros registrando ganhos pontuais.

Na manhã de sexta-feira, 26 de maio, o Bitcoin operava a US$ 26.446, com alta de 0,80% impulsionada pela divulgação do PIB americano, que cresceu 1,3% no primeiro trimestre — acima do esperado. O Ethereum acompanhou com ganho de 1,50%, enquanto o desempenho entre outras criptomoedas foi misto: Polygon subiu, Solana recuou. Nos mercados tradicionais, Dow Jones e S&P 500 caíram levemente, e o Nasdaq registrou ganho marginal.

Mas a aparente recuperação não convenceu os analistas. Fernando Pereira, da Bitget, alertou que o Bitcoin opera dentro de um canal de queda com potencial de recuo até US$ 25 mil. O principal fator de risco não é apenas a macroeconomia — as discussões sobre o teto da dívida americana seguem gerando ruído —, mas sobretudo o baixo volume de negociação, que torna o mercado mais suscetível a movimentos bruscos e descendentes.

Dois eventos iminentes concentram as atenções: a divulgação do índice PCE de abril e os próximos passos do Federal Reserve. A ata do Comitê de Mercado Aberto revelou divisão interna sobre o nível necessário de aperto monetário, e qualquer alta de juros tende a penalizar ativos de risco como as criptomoedas. Entre os destaques do dia, Arbitrum subiu 5,50% e os fundos cripto brasileiros ETHE11 e HASH11 também avançaram.

O retrato que emerge é de um mercado em compasso de espera — a reação ao PIB foi real, mas não profunda. Os investidores aguardam sinais mais claros antes de agir, e a próxima semana pode ser decisiva para confirmar se o nível de US$ 25 mil se tornará realidade ou apenas uma ameaça não concretizada.

Na manhã de sexta-feira, 26 de maio, o Bitcoin estava sendo negociado a US$ 26.446, uma alta modesta de 0,80% desde o dia anterior. O gatilho para essa movimentação foi a divulgação do Produto Interno Bruto americano na quinta-feira, que cresceu a uma taxa anualizada de 1,3% no primeiro trimestre — acima das projeções do mercado. O Ethereum, segunda maior criptomoeda por capitalização, acompanhou o movimento com ganho de 1,50%, cotado em US$ 1.812. Entre as demais moedas digitais, o desempenho foi misto: a Polygon subiu 1,85% para US$ 0,89, enquanto a Solana recuou 0,54% para US$ 19,27.

Os mercados tradicionais também refletiram essa dinâmica. O Dow Jones e o S&P 500 caíram levemente, 0,17% e 0,15% respectivamente, enquanto o Nasdaq registrou ganho marginal de 0,03%. A reação das criptomoedas ao dado econômico positivo, porém, não deve ser interpretada como sinal de força duradoura.

Fernando Pereira, analista da Bitget, alertou para um cenário mais sombrio nos próximos dias. Segundo ele, o Bitcoin está operando dentro de um canal de queda que pode empurrá-lo até US$ 25 mil. O fator determinante não é apenas a macroeconomia — as discussões em Washington sobre o teto da dívida federal continuam gerando incerteza — mas principalmente o baixo volume de negociação que caracteriza o mercado neste momento. Com pouca liquidez, movimentos de preço tendem a ser mais acentuados e voláteis, frequentemente na direção descendente.

Os operadores do mercado cripto estão atentos a dois eventos iminentes que podem reforçar essa pressão de queda. O primeiro é a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) referente a abril, marcado para às 9h30 da manhã. O segundo, e talvez mais importante, são os próximos passos do Federal Reserve em relação às taxas de juros. A ata do Comitê de Mercado Aberto divulgada na semana mostrou que a liderança do banco central está dividida sobre quanto aperto monetário ainda será necessário. Qualquer elevação nas taxas de juros é historicamente prejudicial para ativos de risco — categoria em que as moedas digitais se enquadram.

Entre as criptomoedas que registraram maiores ganhos nas últimas 24 horas estavam o Arbitrum, com alta de 5,50% para US$ 1,16, e a Casper Network, que subiu 5,40% para US$ 0,049. Na ponta oposta, o Bitget Token caiu 5,80% para US$ 0,440, e o Toncoin recuou 3,50% para US$ 1,89. Os fundos de investimento em criptomoedas listados no Brasil também apresentaram movimento positivo: o Hashdex Ethereum (ETHE11) subiu 2,61%, enquanto o Hashdex NCI (HASH11) ganhou 2,13%.

O quadro que emerge é o de um mercado em transição. A reação positiva ao PIB americano foi real, mas superficial — uma resposta técnica a um dado melhor que o esperado. Sob a superfície, porém, as correntes de fundo apontam para fragilidade. O baixo volume sugere que os investidores estão cautelosos, esperando sinais mais claros antes de aumentar suas posições. A próxima semana será decisiva: se o PCE vier mais quente que o previsto ou se o Fed sinalizar mais apertos, o Bitcoin pode de fato testar o nível de US$ 25 mil que Pereira mencionou.

O BTC segue trabalhando dentro de um canal de baixa que deve levar o ativo pelo menos para US$ 25 mil. Provavelmente passará o restante do mês dentro desse canal devido ao baixo volume de negociação no mercado nesse momento
— Fernando Pereira, analista da Bitget
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o Bitcoin subiu se o mercado está tão fraco?

Model

Porque o PIB americano veio melhor que o esperado. Mas é uma reação reflexa — o mercado respondeu ao dado, não porque acredita que as criptomoedas estão seguras.

Inventor

E o baixo volume? O que isso significa na prática?

Model

Significa que não há muita gente comprando. Quando há poucos compradores e vendedores, qualquer movimento de preço fica exagerado. É como tentar cruzar uma rua vazia — você se move mais rápido, mas também cai mais longe se tropeçar.

Inventor

Então a queda para US$ 25 mil é certa?

Model

Não é certa, mas é provável. O analista está dizendo que o Bitcoin está em um canal de queda — uma tendência que aponta para baixo. Com o volume fraco, não há força suficiente para quebrar essa tendência.

Inventor

O que o Federal Reserve tem a ver com isso?

Model

Tudo. Se o Fed aumentar os juros, fica mais caro tomar dinheiro emprestado. As pessoas preferem deixar o dinheiro na poupança ou em títulos seguros. Criptomoedas são arriscadas, então são as primeiras a sofrer quando os juros sobem.

Inventor

E se o PCE vier alto na próxima semana?

Model

Aí o Fed terá mais razão para apertar ainda mais. E o Bitcoin cai mais. É por isso que o mercado está esperando — ninguém quer comprar antes de saber o que vem aí.

Inventor

Então o movimento de hoje não muda nada?

Model

Muda pouco. É como um respiro antes de uma queda mais profunda. O mercado respirou fundo quando viu o PIB bom, mas ainda está preso no mesmo canal de queda.

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