Joana Soeiro acertou um triplo que desequilibrou definitivamente o encontro
Na noite de sábado, em Lisboa, o Benfica escreveu mais um capítulo da sua história no basquetebol feminino ao superar o União Sportiva por 86-77 em prolongamento, garantindo um lugar na final da Taça de Portugal. Foi um encontro que recusou a rendição fácil — equilibrado, tenso e resolvido apenas nos instantes finais do tempo extra. No domingo, as encarnadas enfrentarão o Vitória de Guimarães numa final que representa a possibilidade de conquistar, pela primeira vez, este troféu.
- O Benfica entrou em campo com autoridade, abrindo 27-16 no primeiro quarto, mas o União Sportiva recusou-se a aceitar o papel de figurante.
- Na segunda metade, os açorianos inverteram a tendência e chegaram mesmo a liderar, forçando o treinador Eugénio Rodrigues a pedir tempo morto para travar a hemorragia.
- O quarto final foi um duelo de nervos, com a liderança a mudar de mãos repetidamente até ao empate 74-74 que tornou o prolongamento inevitável.
- Nos cinco minutos extra, um triplo decisivo de Joana Soeiro quebrou o equilíbrio e o Benfica fechou com 86-77, apesar dos 28 pontos de Nausia Woolfolk pelo lado perdedor.
- Laura Ferreira terminou com 24 pontos e o Benfica avança para a final de domingo contra o Vitória de Guimarães, com a história à espera de ser feita.
O Benfica garantiu um lugar na final da Taça de Portugal de basquetebol feminino ao derrotar o União Sportiva por 86-77 em prolongamento, num jogo disputado no Pavilhão Fidelidade em Lisboa. A partida foi um exercício de resistência coletiva, onde o resultado permaneceu incerto até aos últimos segundos do tempo extra.
As encarnadas começaram com grande intensidade — seis pontos sem resposta e um primeiro quarto dominado por Laura Ferreira, que já somava dez pontos ao intervalo do período inicial. O Benfica liderava 27-16, mas o União Sportiva, a equipa açoriana, foi reduzindo a diferença ao longo do segundo quarto e chegou ao intervalo apenas a seis pontos de distância, 46-40.
A segunda metade pertenceu ao União Sportiva, que chegou mesmo a ultrapassar o Benfica no marcador durante o terceiro quarto. O treinador Eugénio Rodrigues pediu tempo morto para reorganizar a equipa, e a intervenção surtiu efeito: as encarnadas recuperaram a liderança, fechando o período com apenas um ponto de vantagem, 60-59. O quarto final foi caótico e emocionante, com ambas as equipas a trocarem a liderança até ao empate final de 74-74.
No prolongamento, o Benfica mostrou maior serenidade. Um triplo de Joana Soeiro nos instantes decisivos desequilibrou definitivamente o encontro. Laura Ferreira terminou com 24 pontos e Japonica James somou 13 ressaltos defensivos. Do lado do União Sportiva, Nausia Woolfolk foi notável com 28 pontos, mas insuficiente para evitar a eliminação.
No domingo, o Benfica disputa a final contra o Vitória de Guimarães — uma oportunidade histórica para conquistar o primeiro título da Taça de Portugal feminina.
O Benfica conquistou um lugar na final da Taça de Portugal de basquetebol feminino no sábado à noite, derrotando o União Sportiva por 86-77 num jogo que se estendeu além do tempo regulamentar. A partida, disputada no Pavilhão Fidelidade em Lisboa, foi um encontro de grande equilíbrio, onde nenhuma equipa conseguiu impor-se de forma decisiva até aos últimos segundos.
O Benfica começou com autoridade, marcando os primeiros seis pontos sem resposta e estabelecendo um ritmo frenético que o União Sportiva teve dificuldade em acompanhar. Laura Ferreira, a base das encarnadas, entrou em aquecimento imediato, acertando lances com precisão notável. Ao final do primeiro quarto, o Benfica já vencia por 27-16, com Ferreira a ter já marcado dez pontos. A superioridade inicial parecia clara, mas o União Sportiva, a equipa açoriana, não se deixou intimidar.
No segundo quarto, o Benfica manteve o bom ritmo inicial, mas o União Sportiva respondeu com determinação. A equipa visitante conseguiu equilibrar o parcial, vencendo-o por 24-21 e deixando o intervalo com o Benfica a liderar por apenas seis pontos, 46-40. O jogo começava a revelar-se muito mais competitivo do que o início sugeria.
A segunda metade trouxe uma inversão de papéis. O União Sportiva saiu do intervalo com grande intensidade e conseguiu mesmo ultrapassar o Benfica no marcador durante o terceiro quarto. A equipa da Luz, que parecia desorientada em campo, viu o treinador Eugénio Rodrigues pedir um tempo morto para reorganizar a defesa. A intervenção surtiu efeito. O Benfica regressou ao jogo com maior clareza mental, voltou a acertar nos ataques e recuperou a liderança. Apesar de perder o terceiro quarto por 19-14, as encarnadas fecharam o período com uma vantagem mínima de um ponto, 60-59.
O quarto final foi caótico no melhor sentido da palavra. Ambas as equipas trocavam a liderança constantemente, conscientes de que o vencedor seguiria diretamente para a final. O equilíbrio manteve-se até ao apito final dos 40 minutos regulamentares, com o marcador empatado em 74-74. Era necessário prolongamento.
Nos cinco minutos extra, o Benfica mostrou maior lucidez ofensiva. Joana Soeiro, uma das jogadoras das encarnadas, acertou um triplo crucial nos instantes finais que desequilibrou definitivamente o encontro. O Benfica fechou o prolongamento com a vitória de 86-77. Laura Ferreira terminou o jogo com 24 pontos, enquanto Japonica James contribuiu com 13 ressaltos defensivos. Do lado do União Sportiva, Nausia Woolfolk foi a mais produtiva com 28 pontos, mas não foi suficiente para evitar a derrota.
Com esta vitória, o Benfica marcou presença na final da Taça de Portugal, onde enfrentará o Vitória de Guimarães no domingo. Os minhotes já tinham garantido o seu lugar na final após vencer o GDESSA na outra meia-final. Para o Benfica, trata-se de uma oportunidade histórica: conquistar o seu primeiro título nesta competição.
Citações Notáveis
O Benfica parecia perdido em campo e o treinador Eugénio Rodrigues pediu um desconto de tempo que surtiu efeito— Descrição do terceiro quarto
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Como é que um jogo tão equilibrado se resolve apenas no prolongamento? Parece que nenhuma equipa conseguiu ganhar controlo.
Exatamente. O União Sportiva entrou bem na segunda metade e até conseguiu virar o marcador. Mas o Benfica tinha jogadoras como Laura Ferreira que conseguiam responder nos momentos certos. O equilíbrio foi tão grande que precisaram de cinco minutos extra.
Laura Ferreira marcou 24 pontos. Isso é muito para uma base, ou é normal neste nível?
É uma performance sólida. Mas o que importa é que ela acertou nos momentos que contavam. No primeiro quarto marcou dez pontos e ajudou a estabelecer o ritmo. Depois, quando o Benfica estava perdido no terceiro quarto, ela e as companheiras conseguiram recuperar.
O União Sportiva teve Woolfolk com 28 pontos. Porque é que isso não foi suficiente?
Porque o basquetebol não é apenas pontos individuais. O Benfica teve melhor defesa coletiva nos momentos decisivos, especialmente no prolongamento. Woolfolk marcou muito, mas o Benfica distribuiu melhor o jogo entre várias jogadoras.
A final é amanhã contra Guimarães. O Benfica tem vantagem psicológica agora?
Talvez. Mas Guimarães também venceu a sua meia-final. Ambas as equipas chegam à final com confiança. O que vai contar é quem conseguir manter a composição nos últimos minutos.