Aos vinte anos já era milionária com marca própria
Na véspera de mais uma edição do Big Brother Brasil, a Globo revelou as dez celebridades que habitarão o Camarote — espaço onde fama e vulnerabilidade se encontram sob o mesmo teto. Atores forjados nas periferias do cinema, músicos que desafiaram fronteiras de gênero, atletas olímpicos e uma influenciadora milionária compõem um elenco que reflete os múltiplos rostos do reconhecimento público no Brasil contemporâneo. A partir de segunda-feira, dia dezessete, sob a estreia do apresentador Tadeu Schmidt, esses dez nomes deixarão para trás suas narrativas construídas e começarão uma nova, coletiva e imprevisível, em disputa por um prêmio de um milhão e meio de reais.
- A revelação simultânea de dez celebridades cria uma corrida de expectativas: o público já começa a escolher favoritos antes mesmo de a porta da casa se abrir.
- O elenco reúne trajetórias radicalmente distintas — do Oscar ao feminejo, das Olimpíadas às redes sociais —, o que promete choques de mundos dentro de um mesmo confinamento.
- Jade Picon, com 20 milhões de seguidores e fortuna própria aos vinte anos, entra como alvo imediato: sua presença tensiona a dinâmica entre influência digital e jogo humano.
- A estreia de Tadeu Schmidt como apresentador adiciona uma camada de renovação ao programa, sinalizando que não é só o elenco que muda — a condução do reality também se reinventa.
- O grupo Camarote enfrenta o desafio histórico do BBB: a fama protege na entrada, mas raramente salva no jogo longo.
Na sexta-feira anterior à estreia do BBB 22, a Globo anunciou os dez participantes do grupo Camarote — celebridades que dividirão a casa com dez anônimos do grupo Pipoca, todos disputando o prêmio de R$ 1,5 milhão.
O elenco de atores incluía Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos e veterano dos musicais brasileiros, consagrado ao interpretar Tim Maia nos palcos; e Douglas Silva, que marcou gerações ao viver Dadinho em 'Cidade de Deus' e depois acumulou indicações ao Emmy com 'Cidade dos Homens'. Arthur Aguiar, conhecido por três passagens por 'Malhação', e Maria, atriz e cantora cujo rap no projeto Poesia Acústica 2 ultrapassou 540 milhões de visualizações, completavam o time das artes.
Na música, Linn da Quebrada chegava como artista trans que transformou o funk em manifesto desde 'Bixa preta', enquanto Naiara Azevedo representava o feminejo com o hit nacional '50 reais'. Os esportes trouxeram Pedro Scooby, surfista de ondas gigantes com vida pessoal amplamente conhecida, e Paulo André, velocista olímpico que chegou à semifinal dos 100 metros em Tóquio.
Brunna Gonçalves, bailarina que se tornou figura pública ao lado de Ludmilla — com quem se casou em 2019 —, e Jade Picon, influenciadora que construiu uma marca própria e uma fortuna antes dos vinte anos, fechavam o grupo. Jade havia recusado o convite em 2020; desta vez, aceitou.
A estreia estava marcada para a segunda-feira seguinte, com Tadeu Schmidt assumindo o comando do programa pela primeira vez.
Na sexta-feira que antecedeu o início da vigésima segunda edição do Big Brother Brasil, a emissora revelou os nomes dos dez participantes que integrariam o grupo Camarote — a ala reservada para celebridades em um reality que também receberia dez anônimos do grupo Pipoca. O prêmio em disputa era de um milhão e meio de reais, e o elenco reunia nomes consolidados em diferentes áreas do entretenimento e do esporte.
Tiago Abravanel, neto do apresentador Silvio Santos, chegava ao programa com uma carreira sólida nos palcos. Havia se destacado em musicais desde os dezessete anos, passando por produções como "Miss Saigon" e "Hairspray", e sua consagração veio com a interpretação de Tim Maia em "Tim Maia - Vale tudo". Na televisão, havia atuado em novelas tanto no SBT quanto na Globo. Douglas Silva, por sua vez, era conhecido por ter roubado cenas ainda na adolescência no longa "Cidade de Deus", indicado ao Oscar em 2004, onde interpretou Dadinho. Depois viria a série "Cidade dos homens", que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional, e participações em novelas como "Amor de mãe".
O elenco também incluía Arthur Aguiar, ator que havia atuado em três edições de "Malhação" e foi protagonista em "Malhação: Sonhos". Casado desde 2017 com Mayra Cardi, tinha uma filha de três anos e havia sido vice-campeão da Dança dos Famosos em 2015. Maria, atriz e cantora, havia começado a estudar teatro aos três anos e na adolescência já cantava em bares. Seu grande estourou veio com o projeto de rap Poesia Acústica 2, cujo vídeo acumulava mais de 540 milhões de visualizações. Após apresentação no Rock in Rio, havia interpretado a personagem Verena na novela "Amor de mãe".
Entre os músicos estava Linn da Quebrada, artista trans de trinta e um anos que havia lançado sua primeira música, "Enviadescer", em 2016 no YouTube, seguida pelo sucesso nacional "Bixa preta". Havia atuado em documentários e longas-metragens, incluindo o premiado "Bixa travesty", e mantinha um programa de entrevistas chamado "TransMissão" no canal Brasil. Naiara Azevedo, um dos maiores nomes do feminejo, havia gravado "50 reais", música que se tornou sucesso em todo o país com participação de Maiara e Maraísa. Em 2017, havia gravado um DVD ao vivo no Morro do Vidigal com participações de Ivete Sangalo, Wesley Safadão e outros artistas.
Os atletas do elenco eram Pedro Scooby e Paulo André Camilo. Scooby, surfista de ondas gigantes, havia sido relacionado romanticamente com a cantora Anitta e com a atriz Luana Piovani, com quem tinha três filhos. Atualmente era casado com a modelo e atriz Cintia Dicker. Paulo André, paulista de Santo André com vinte e três anos, era atleta olímpico que havia chegado à semifinal dos cem metros rasos em Tóquio 2020 e conquistado a medalha de prata no Pan de 2019, além de oito medalhas de ouro em outras competições.
Brunna Gonçalves, bailarina, havia ficado conhecida ao se apresentar acompanhando a cantora Ludmilla a partir de 2017. As duas se apaixonaram e assumiram o relacionamento em 2019, ano em que se casaram. Quando morou nos Estados Unidos, trabalhou como bailarina de circo durante três anos. Jade Picon, influenciadora digital e empresária, havia começado sua carreira aos doze anos em vídeos gravados por seu irmão, o ator Leo Picon. Aos vinte anos já era milionária e possuía sua própria marca de roupas, a Jade². Com mais de vinte milhões de seguidores nas redes sociais, havia sido sondada para o programa em 2020, mas recusou na época.
Os participantes entrariam na casa na segunda-feira seguinte, dia dezessete, sob a apresentação de Tadeu Schmidt, marcando uma mudança na condução do programa. No sábado anterior, o apresentador Marcos Mion receberia ex-participantes do BBB 21 em seu programa "Caldeirão" para um game contra o elenco de "As five".
Citações Notáveis
Linn da Quebrada havia lançado sua primeira música em 2016 no YouTube e depois estourou nacionalmente com 'Bixa preta'— Trajetória da artista trans
Paulo André Camilo chegou à semifinal dos cem metros rasos em Tóquio 2020 e conquistou medalha de prata no Pan de 2019— Histórico do atleta olímpico
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que o BBB escolhe celebridades já consolidadas para o Camarote?
Porque a tensão vem justamente daí — pessoas que já têm carreira, fama, dinheiro. Elas entram não por necessidade, mas por curiosidade ou desafio. Muda a dinâmica.
Jade Picon recusou em 2020. O que mudou?
Talvez ela tenha visto que o programa não destruiu ninguém que ela conhecia. Ou simplesmente estava pronta. Aos vinte anos, milionária, com marca própria — ela tinha pouco a perder e tudo a ganhar em visibilidade.
Douglas Silva saiu de "Cidade de Deus" para o BBB. Parece um passo para trás?
Não necessariamente. Ele já fez novela, série, cinema. O reality é outro tipo de exposição — mais crua, mais imediata. Para alguns atores, é exatamente o desafio que faltava.
E Linn da Quebrada, uma artista trans e ativista — o que ela ganha entrando naquele ambiente?
Plataforma. O BBB ainda é a maior vitrine do Brasil. Para uma artista que quer expandir seu alcance além dos circuitos que já domina, é irrecusável.
Tadeu Schmidt é novo. Isso importa?
Importa porque muda o tom. Cada apresentador traz seu jeito de conduzir conflitos, de fazer perguntas. Schmidt é diferente de Boninho. Os participantes vão sentir isso desde o primeiro dia.