Porto avança com 311 casas de arrendamento acessível em Campanhã até 2029

Habitação deixa de ser privilégio, passa a ser direito acessível
O projeto Cartes Living representa um modelo de parceria público-privada que a câmara considera exemplar para resolver a crise habitacional.

Em cidades onde o custo de habitar se tornou um obstáculo à permanência, o Porto deu um passo concreto: a Câmara Municipal assinou um contrato com a Sonae Sierra e a Solive para erguer 311 habitações de arrendamento acessível em Campanhã, o maior projeto do género no país. Com rendas entre 536 e 971 euros e entrega prevista para 2029, a iniciativa Cartes Living procura devolver às famílias e aos jovens de rendimentos médios o direito de viver na cidade sem sacrificar o equilíbrio financeiro. É uma aposta na ideia de que o espaço urbano deve ser partilhado, não apenas por quem pode pagar o preço de mercado.

  • O mercado imobiliário do Porto tornou-se inacessível para jovens e famílias de rendimentos médios, empurrando-os para fora da cidade ou para situações financeiramente insustentáveis.
  • A Câmara do Porto assinou um contrato-promessa com a Sonae Sierra e a Solive para construir 311 apartamentos em Campanhã, o maior projeto de arrendamento acessível alguma vez lançado em Portugal.
  • As rendas, fixadas entre 536 e 971 euros mensais para tipologias de T0 a T3, ficam significativamente abaixo dos valores praticados pelo mercado livre na cidade.
  • As obras, já iniciadas em março sob o nome 'Jardins do Oriente', avançam com o primeiro edifício previsto para 2027 e o projeto completo para 2029.
  • 124 das 151 habitações do primeiro edifício serão integradas no programa municipal 'Porto com Sentido', consolidando a parceria público-privada como modelo de resposta à crise habitacional.

Na tarde de quinta-feira, a Câmara do Porto formalizou aquele que é descrito como o maior projeto de arrendamento acessível do país. O contrato assinado com a Sonae Sierra e a Solive prevê a construção de 311 habitações em dois edifícios na freguesia de Campanhã, prontas para receber moradores em 2029. O projeto recebeu o nome Cartes Living e erguer-se-á entre a Alameda de Cartes e a Rua da Arada, numa zona considerada estratégica para fixar população na cidade.

Os apartamentos, com tipologias entre T0 e T3, terão rendas máximas entre 536 e 971 euros mensais — valores consideravelmente abaixo do que o mercado imobiliário portuense pratica atualmente. Cada fração incluirá cozinha equipada e estacionamento privado, e o complexo contará com 6100 metros quadrados de espaços verdes, revelando a ambição de criar um ambiente onde as pessoas queiram genuinamente viver.

Pedro Duarte, presidente da Câmara, apresentou a iniciativa como uma resposta concreta ao problema da habitação, sublinhando que permite aos mais jovens permanecer no Porto de forma financeiramente sustentável. Do lado privado, Alexandre Fernandes, da Sonae Sierra, enquadrou o projeto como uma oportunidade de gerar impacto real na vida das pessoas.

As obras arrancaram em março, e o primeiro edifício deverá estar concluído no último trimestre de 2027. Das 151 habitações desse bloco, 124 serão integradas no programa municipal de arrendamento acessível 'Porto com Sentido'. Nos próximos três anos, enquanto Campanhã ganha forma, a cidade aguardará para saber se este modelo de parceria público-privada consegue, de facto, mudar a realidade de quem tenta viver no Porto.

Na tarde de quinta-feira, a Câmara do Porto selou um acordo que promete transformar o mercado de habitação na cidade. O contrato-promessa assinado com a Sonae Sierra e a Solive vai dar origem ao maior projeto de arrendamento acessível do país: 311 casas espalhadas por dois edifícios na freguesia de Campanhã, prontas para receber moradores em 2029.

O projeto, batizado Cartes Living, nasce de uma parceria público-privada que tenta resolver um problema que assola as cidades portuguesas — a impossibilidade de jovens e famílias com rendimentos médios conseguirem viver em centros urbanos sem comprometer o orçamento. Os apartamentos, que variam entre T0 e T3, terão rendas que começam nos 536 euros para os mais pequenos e chegam até aos 971 euros para os maiores. São valores que ficam significativamente abaixo do que o mercado imobiliário do Porto pratica atualmente. Os dois edifícios vão erguer-se entre a Alameda de Cartes e a Rua da Arada, numa zona que a câmara municipal acredita ser estratégica para fixar população na cidade.

Cada habitação virá equipada com cozinha completa e estacionamento privado, enquanto a maioria dos apartamentos terá varanda. O complexo incluirá ainda 6100 metros quadrados de espaços verdes, um detalhe que revela a intenção de oferecer mais do que simples caixas de betão — pretende-se criar um ambiente onde as pessoas queiram realmente viver. Pedro Duarte, presidente da Câmara, vê nesta iniciativa uma resposta concreta aos desafios habitacionais que a cidade enfrenta, descrevendo-a como uma solução que permite aos mais jovens permanecer no Porto de forma financeiramente sustentável.

As obras já começaram em março deste ano, sob a designação "Jardins do Oriente". O primeiro edifício deverá estar pronto no último trimestre de 2027, enquanto o projeto completo será finalizado em 2029. Do total de 311 habitações, 124 das 151 do primeiro edifício serão destinadas especificamente ao programa de arrendamento acessível "Porto com Sentido" da autarquia. Alexandre Fernandes, engenheiro da Sonae Sierra, enquadra a iniciativa como uma oportunidade de criar impacto real na vida das pessoas, desenvolvendo soluções duradouras que contribuam para uma cidade mais sustentável.

A parceria representa um modelo que as autoridades municipais consideram exemplar — a colaboração entre setor público e privado em torno de um objetivo comum: garantir que a habitação deixa de ser um privilégio e passa a ser um direito acessível. Nos próximos três anos, enquanto os edifícios ganham forma em Campanhã, a cidade observará se este projeto consegue efetivamente mudar a realidade habitacional de quem vive no Porto.

Parceria que oferece aos mais jovens a possibilidade de viver na cidade de forma financeiramente sustentável
— Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto
Oportunidade de provocar ações rápidas e criar impacto real na vida das pessoas, desenvolvendo soluções duradouras
— Alexandre Fernandes, engenheiro da Sonae Sierra
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que Porto precisava especificamente deste projeto agora?

Model

Porque os preços das rendas explodiram. Um jovem que ganha um salário médio não consegue ficar na cidade — ou paga metade do ordenado em renda, ou muda-se para a periferia. Isto esvazia o centro de população ativa.

Inventor

E porque é que as empresas privadas aceitam ganhar menos?

Model

Porque há incentivos públicos e porque o volume compensa. Sonae Sierra e Solive veem aqui um projeto de grande escala com retorno garantido, mesmo que as margens sejam menores do que noutros empreendimentos.

Inventor

Os 536 euros para um T0 — é realmente acessível?

Model

Para contexto, as rendas no Porto andam pelos 800 a 1000 euros para apartamentos similares. Portanto sim, é uma redução significativa. Mas continua a ser um valor que exclui quem ganha menos de 1500 euros por mês.

Inventor

Porque é que o primeiro edifício só fica pronto em 2027?

Model

Construção leva tempo. Dois anos e meio para um edifício de habitação multifamiliar é normal. O que importa é que começaram já, em março.

Inventor

E se o projeto correr bem, há planos para expandir?

Model

A câmara não disse isso explicitamente, mas se isto funcionar — se as casas se preenchem, se as pessoas ficam, se não há problemas — é provável que haja conversas sobre replicar o modelo noutras zonas da cidade.

Fale Conosco FAQ