O Atlético manteve a organização defensiva enquanto o Felgueiras pressionava
Numa tarde de outubro em Lisboa, o Atlético — clube modesto da Liga 3 — cumpriu o ritual antigo do futebol de taça: o pequeno venceu o médio para poder sonhar com o grande. Com dois golos e uma organização defensiva que resistiu ao tempo e à pressão, o clube da Tapadinha garantiu um lugar na próxima eliminatória da Taça de Portugal, onde o Benfica — senhor de 26 títulos — aguarda. A história do futebol português conhece bem este tipo de encontros, onde a desproporção de meios raramente apaga a possibilidade do improvável.
- O Atlético entrou na segunda parte com uma intensidade que a primeira não deixava prever, e Catarino Pascoal aproveitou para abrir o marcador aos 52 minutos com um remate rasteiro dentro da área.
- O treinador do Felgueiras respondeu com quatro substituições simultâneas aos 59 minutos, numa tentativa de sacudir o jogo e recuperar o controlo — mas a manobra não produziu o perigo necessário.
- O Atlético segurou a vantagem com uma organização defensiva sólida, impedindo qualquer aproximação séria do adversário durante os minutos mais tensos do encontro.
- Caleb fechou a eliminatória aos 88 minutos, capitalizando uma recuperação de bola que transformou a resistência em sentença e confirmou a passagem à próxima fase.
- O sorteio reservou ao Atlético o maior prémio possível e o maior desafio imaginável: receber o Benfica, recordista absoluto da competição, numa eliminatória que já é, por si só, uma história.
O Atlético, clube da Liga 3, eliminou o Felgueiras por 2-0 no Estádio da Tapadinha, em Lisboa, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. A vitória garante ao clube lisboeta um duelo de proporções bem diferentes na próxima fase: o Benfica, detentor de 26 títulos e maior vencedor da história da competição, será o próximo adversário.
A primeira metade foi equilibrada, sem ocasiões claras de parte a parte. A mudança aconteceu na retoma, quando o Atlético entrou com maior intensidade e Catarino Pascoal aproveitou um ataque rápido para rematar rasteiro e inaugurar o marcador aos 52 minutos. O treinador do Felgueiras, Agostinho Bento, respondeu com quatro substituições simultâneas aos 59 minutos, trazendo mais posse para a equipa do Porto — mas sem conseguir furar a organização defensiva do adversário. Caleb selou a passagem aos 88 minutos, aproveitando uma recuperação de bola nos instantes finais para fazer o 2-0.
O Atlético chega a este encontro com Benfica carregando um histórico respeitável na prova: foi finalista em 1945/46 e 1948/49, sem ter conquistado o troféu em nenhuma das ocasiões. Agora terá a oportunidade de enfrentar o gigante que domina a Taça há décadas, numa eliminatória que promete ser uma das histórias mais interessantes da ronda.
O Atlético, clube da Liga 3, eliminou o Felgueiras no domingo com uma vitória clara por 2-0 no Estádio da Tapadinha, em Lisboa, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. A conquista reserva ao clube lisboeta um duelo de proporções bem diferentes na próxima fase: receberá o Benfica, detentor de 26 títulos da prova e maior vencedor da história da competição.
Os golos surgiram em momentos distintos do encontro. Catarino Pascoal abriu o marcador aos 52 minutos, aproveitando um ataque rápido que mudou de flanco e uma boa desmarcação dentro da área para rematar rasteiro. Caleb fechou a conta aos 88, selando a passagem após uma série de substituições do Atlético que reforçaram o controlo do jogo nos minutos finais.
A primeira metade foi equilibrada, com o Atlético a começar com ligeiro ascendente mas o Felgueiras a recuperar rapidamente o equilíbrio. Nenhuma das equipas criou ocasiões claras, e o intervalo chegou com o marcador em branco. A mudança de cenário foi abrupta na retoma: o Atlético entrou com maior intensidade e, poucos minutos depois, Catarino Pascoal já tinha colocado a equipa em vantagem.
O treinador Agostinho Bento respondeu com quatro substituições simultâneas aos 59 minutos, tentando dar mais fluidez ao ataque do Felgueiras. A manobra trouxe mais posse de bola para a equipa do Porto, mas o Atlético manteve uma organização defensiva sólida que impediu qualquer aproximação perigosa. O Felgueiras pressionou até ao final, mas foi o Atlético que teve a última palavra, com Caleb a capitalizar uma recuperação de bola nos minutos finais para fazer o 2-0.
O Atlético chega a este confronto com Benfica carregando um histórico respeitável na prova. O clube foi finalista em duas ocasiões — em 1945/46 e 1948/49 — embora não tenha conquistado o troféu em nenhuma delas. Agora terá a oportunidade de enfrentar o gigante que domina a Taça de Portugal há décadas, num encontro que promete ser uma das histórias mais interessantes da próxima ronda.
Citações Notáveis
O treinador Agostinho Bento respondeu ao golo sofrido com quatro substituições simultâneas aos 59 minutos, procurando dar mais bola à equipa— Descrição da reação do Felgueiras
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Como é que um clube da Liga 3 consegue chegar a este ponto da Taça de Portugal?
A Taça é assim — permite que equipas de divisões inferiores sonhem grande. O Atlético já estava na terceira eliminatória, o que significa que já tinha passado por outras equipas. Felgueiras era da II Liga, portanto ainda era um adversário de um nível acima, mas o Atlético foi mais eficaz.
O que mudou entre o primeiro e o segundo tempo?
Na primeira parte, ninguém conseguia criar nada de especial. Mas quando o Atlético voltou do intervalo, entrou com outra atitude. Aos 52 minutos, Catarino Pascoal aproveitou um ataque rápido bem construído e rematou rasteiro. Depois disso, o Felgueiras tentou reagir com substituições, mas o Atlético manteve a organização.
O Felgueiras teve oportunidades?
Teve posse de bola, especialmente depois das mudanças do treinador Agostinho Bento. Mas o Atlético defendeu bem, manteve a estrutura. O Felgueiras pressionou até ao fim, mas não conseguiu criar perigo real. O Caleb selou tudo aos 88 minutos.
E agora vem o Benfica. Como é que se prepara para isso?
É um salto enorme. O Benfica tem 26 títulos da Taça, é o maior vencedor de sempre. O Atlético será recebido em casa, no Estádio da Tapadinha, o que é uma vantagem. Mas é claramente o underdog. A história da Taça é feita de surpresas, portanto nada é impossível.