Nova denúncia de assédio sexual contra ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi

Duas mulheres acusam ministro do STJ de assédio sexual, incluindo jovem de 18 anos.
Duas acusações em dias diferentes sugerem um padrão que não pode ser descartado
O surgimento de uma segunda denúncia contra o ministro intensifica o escrutínio sobre sua conduta e complica sua defesa.

Quando uma segunda voz se levanta para relatar o mesmo padrão de conduta, o que era acusação torna-se padrão — e o padrão exige resposta institucional. Em menos de uma semana, o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, passou a enfrentar duas denúncias independentes de assédio sexual, ambas reveladas pela coluna Radar de VEJA e comunicadas aos próprios pares da Corte. Para uma instituição cuja legitimidade repousa sobre a integridade de seus membros, o silêncio deixa de ser opção.

  • Uma segunda mulher acusa o ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi de assédio sexual menos de uma semana após a primeira denúncia vir a público.
  • A notícia foi rapidamente comunicada aos integrantes da própria Corte, sinalizando que o caso já circula nos bastidores do tribunal.
  • A acumulação de acusações em curto espaço de tempo intensifica o escrutínio público e pressiona por respostas formais da instituição.
  • O STJ enfrenta agora um dilema duplo: proteger sua credibilidade institucional e lidar com a responsabilidade pessoal de um de seus ministros.

Menos de uma semana após a primeira acusação de assédio sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, uma segunda mulher relatou conduta semelhante do magistrado. A denúncia foi divulgada pela coluna Radar de VEJA na segunda-feira, 9 de fevereiro, e prontamente comunicada aos demais integrantes da Corte.

A primeira acusação havia envolvido uma jovem de 18 anos. Com o surgimento de um segundo relato de natureza similar, o caso ganha contornos mais graves e coloca em xeque o comportamento do ministro de forma mais ampla. Ambas as denúncias chegaram ao conhecimento público e das autoridades por meio da mesma coluna.

O acúmulo de acusações em tão pouco tempo tende a acelerar processos investigativos e a intensificar o escrutínio sobre o acusado. No caso de um ministro do STJ — instituição central no sistema judiciário brasileiro —, as implicações são especialmente significativas. A comunicação interna à Corte sugere que procedimentos formais podem estar em curso.

O desfecho do caso permanece incerto, mas a pressão por investigações e eventuais medidas disciplinares cresce a cada nova revelação. O STJ terá de equilibrar sua credibilidade institucional com a necessidade de responsabilizar um de seus próprios membros.

Menos de uma semana após a revelação de uma primeira acusação de assédio sexual contra Marco Aurélio Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça, uma segunda mulher veio a público denunciando conduta semelhante do magistrado. A informação sobre essa nova vítima foi divulgada na segunda-feira, 9 de fevereiro, pela coluna Radar de VEJA, e rapidamente comunicada aos integrantes da própria Corte onde Buzzi atua.

A primeira denúncia havia surgido há poucos dias, trazendo à tona acusações de uma jovem de 18 anos. Agora, com o aparecimento dessa segunda mulher que relata experiência similar, o caso ganha dimensão mais ampla e coloca em questão a conduta do ministro de forma mais contundente. Ambas as revelações passaram pela coluna Radar antes de chegarem ao conhecimento público e das autoridades competentes.

O surgimento de múltiplas acusações em curto espaço de tempo costuma intensificar o escrutínio sobre a figura acusada e acelera processos investigativos. No caso de um ministro do STJ, instituição de grande relevância no sistema judiciário brasileiro, as implicações são particularmente significativas. A comunicação às demais autoridades da Corte sugere que o assunto já circula nos bastidores da instituição e pode desencadear procedimentos formais.

O contexto em que essas denúncias emergem é também marcado por outras questões de abuso de poder e exploração que ocupam a agenda pública. No mesmo dia em que a segunda acusação contra Buzzi veio à tona, um piloto da companhia aérea Latam foi preso em São Paulo sob suspeita de abuso sexual contra menores e distribuição de material pornográfico infantil. Conforme investigações policiais, o piloto oferecia pagamentos às famílias das vítimas para aliciá-las. Uma mulher de 55 anos também foi detida por ter recebido valores do piloto em troca de facilitar o acesso dele a três de suas netas, todas menores.

Embora os casos sejam distintos em natureza e contexto, sua proximidade temporal na cobertura jornalística reforça a percepção de que questões relacionadas a abuso de poder, exploração sexual e assédio permanecem como problemas estruturais que atravessam diferentes esferas da sociedade brasileira. Enquanto isso, em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos de Pernambuco, anunciou o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça de uma proposta que altera a jornada de trabalho no regime 6×1, tema que segue em debate no Congresso Nacional.

O desdobramento das acusações contra Buzzi permanece em aberto. A presença de duas denúncias em poucos dias cria pressão para que investigações formais sejam conduzidas e que medidas disciplinares sejam consideradas pela instituição. O STJ, como tribunal de grande importância no Poder Judiciário, terá de lidar com questões tanto de credibilidade institucional quanto de responsabilidade pessoal do ministro acusado.

Integrantes da Corte foram informados sobre o surgimento de mais uma mulher que se diz vítima do magistrado
— Informação divulgada pela coluna Radar de VEJA
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essas denúncias contra um ministro do STJ ganham tanta relevância agora, especialmente duas em uma semana?

Model

Porque um ministro de tribunal superior não é apenas um funcionário público — é alguém que interpreta a lei, que julga casos, que tem autoridade sobre outros. Quando alguém nessa posição é acusado de assédio, a questão não é só pessoal, é institucional. Afeta a credibilidade de toda a Corte.

Inventor

E o fato de surgirem duas acusações tão próximas uma da outra muda alguma coisa?

Model

Muda bastante. Uma acusação isolada pode ser contestada, pode haver dúvida. Duas acusações em dias diferentes, de mulheres diferentes, sugerem um padrão. Isso torna muito mais difícil descartar as denúncias como boatos ou mal-entendidos.

Inventor

Como essas informações chegam ao público? Pela coluna Radar?

Model

Sim, a coluna Radar de VEJA foi quem revelou ambas. Isso significa que jornalistas investigaram, conversaram com as vítimas, verificaram informações. Não é algo que simplesmente apareceu nas redes sociais. Há jornalismo por trás.

Inventor

E o que acontece agora? O STJ simplesmente investiga internamente?

Model

Provavelmente há investigações internas, mas também pode haver denúncias formais, processos disciplinares. Um ministro acusado de assédio sexual não fica em seu cargo como se nada tivesse acontecido. A instituição tem que responder, tem que agir.

Inventor

Isso afeta a confiança das pessoas no Judiciário?

Model

Afeta demais. As pessoas já têm dúvidas sobre o Judiciário. Quando descobrem que um ministro de tribunal superior está sendo acusado de assédio, reforça a ideia de que há impunidade, de que pessoas poderosas fazem o que querem. É um golpe na credibilidade.

Inventor

E as vítimas? Como elas aparecem nessa história?

Model

Elas são o centro disso tudo. Uma jovem de 18 anos teve coragem de denunciar um homem poderoso. Outra mulher fez o mesmo. Isso não é fácil. Essas mulheres sabem que vão enfrentar pressão, questionamento, desconfiança. Mas decidiram falar mesmo assim.

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