Nem mesmo em uma tarde apagada, com 2 a 0 contra, há maneira de descartá-lo
Em Atlanta, na tarde de uma terça-feira de julho, a Argentina campeã do mundo esteve à beira da eliminação precoce, cedendo dois gols ao Egito antes de encontrar, nas profundezas do segundo tempo, a força coletiva e a genialidade individual que definem sua geração. A virada de 3 a 2 não foi apenas um resultado esportivo — foi um lembrete de que o futebol, como a vida, reserva suas maiores revelações para os momentos em que a derrota parece certa. Messi, que havia falhado em um pênalti, tornou-se o arquiteto da ressurreição, inscrevendo mais um capítulo em uma história que já parecia completa.
- A Argentina entrou em campo como favorita e saiu do primeiro tempo humilhada: dois gols sofridos, um pênalti desperdiçado por Messi e a sensação de que o título poderia escapar pelas mãos dos campeões.
- Aos 23 minutos do segundo tempo, Zico ampliou para o Egito em contra-ataque fulminante, e o placar de 2 a 0 transformou a partida em uma crise existencial para a seleção albiceleste.
- Em dez minutos de fúria coletiva, Argentina marcou três vezes — Romero descontou, Messi empatou com seu 21º gol em Copas e Enzo Fernández decretou a virada aos 47 minutos.
- A classificação para as quartas de final foi conquistada no limite do tempo regulamentar, deixando o Egito sem reação e a torcida argentina em estado de euforia e alívio simultâneos.
- A Argentina aguarda agora o vencedor entre Colômbia e Suíça, carregando a confiança renovada de quem sobreviveu ao que parecia impossível.
A tarde de terça-feira em Atlanta começou como um pesadelo para a Argentina. Aos 15 minutos, Yasser Ibrahim abriu o placar de cabeça para o Egito, e a situação piorou quando Messi desperdiçou um pênalti que poderia ter recolocado os campeões no jogo. O goleiro Shobeir foi decisivo, bloqueando tentativas de Mac Allister e Julián Álvarez, enquanto o técnico egípcio reforçava a defesa com substituições táticas.
Aos 23 minutos do segundo tempo, Salah conduziu um contra-ataque que terminou em gol de Zico, ampliando para 2 a 0. A eliminação parecia questão de tempo. Mas aos 34 minutos, Romero apareceu livre na área e cabeceou após passe de Messi, reacendendo a esperança.
O que veio a seguir foi pura ressurreição. Aos 38 minutos, Messi aproveitou um rebote na área e marcou seu 21º gol em Copas do Mundo, empatando a partida. O Egito tentou administrar o tempo, mas um erro de Salah abriu espaço para o ataque argentino. Aos 47 minutos, Enzo Fernández cabeceou cruzado após cruzamento de Lautaro e decretou a virada histórica.
A Argentina venceu por 3 a 2 e avançou às quartas de final, onde aguarda o vencedor entre Colômbia e Suíça. Messi, protagonista tanto da falha quanto da redenção, reafirmou sua condição de astro incontornável mesmo nos momentos mais sombrios.
A tarde de terça-feira em Atlanta trouxe um dos momentos mais improváveis da Copa do Mundo de 2026. A Argentina, campeã em exercício, enfrentava o Egito em um jogo das oitavas de final que começou como um pesadelo. Aos 15 minutos, Yasser Ibrahim cabeceou após cobrança de falta ensaiada e colocou os africanos na frente. Poucos minutos depois, um pênalti marcado sobre Tagliafico deu à Argentina a chance de empatar, mas Lionel Messi, em uma rara falha, desperdiçou a cobrança. O goleiro Shobeir pediu calma aos companheiros enquanto os egípcios reclamavam da decisão do árbitro.
O intervalo trouxe uma Argentina diferente. Voltaram com maior presença ofensiva, trocando passes com objetividade, enquanto o Egito reforçava sua defesa. Shobeir fez grandes defesas, impedindo o empate após cabeçada de Mac Allister e chute de Julián Álvarez. O técnico egípcio colocou um zagueiro adicional em campo, sacando o meia Ashour para dar lugar a Fathy. A Argentina mantinha a posse, circulava nas proximidades da área, mas não conseguia criar situações claras.
Aos 23 minutos do segundo tempo, o Egito ampliou. Salah conduziu um contra-ataque, Hassan recebeu passe pela direita e cruzou para Zico escorar e marcar o segundo gol. A Argentina estava 2 a 0 para baixo, em uma situação que parecia irreversível. Mas em um momento raro de desatenção egípcia, Romero apareceu livre na grande área aos 34 minutos e cabeceou após passe de Messi, descontando.
Foi o gatilho para a ressurreição. Aos 38 minutos, Messi começou e terminou um lance que deixou a partida empatada. Bola erguida na área, rebote e gol do maior artilheiro de Copas, que somou seu 21º. O Egito tentou prender a bola para levar o jogo à prorrogação, mas um passe errado de Salah gerou um ataque argentino. Lautaro cruzou e Enzo Fernández cabeceou cruzado aos 47 minutos, decretando a virada.
A Argentina venceu 3 a 2 e se garantiu nas quartas de final. Romero, Messi e Enzo Fernández marcaram para os sul-americanos, enquanto Yasser Ibrahim e Zico anotaram para os africanos. Messi, que havia perdido um pênalti no primeiro tempo, liderou a virada improvável e mostrou por que continua sendo o astro que é, mesmo em uma tarde apagada. Os atuais campeões agora aguardam o vencedor do confronto entre Colômbia e Suíça para conhecer seu próximo adversário.
Notable Quotes
Não é possível desacreditar da capacidade de Lionel Messi. Nem mesmo em uma tarde apagada, com 2 a 0 contra há maneira de descartá-lo.— Análise da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como uma equipe consegue se recuperar de estar 2 a 0 para baixo em uma partida de oitavas de final?
A Argentina mudou sua abordagem no intervalo. Voltaram com mais presença ofensiva, trocando passes com propósito. O Egito respondeu reforçando a defesa, mas isso criou espaços que a Argentina soube explorar.
Messi perdeu um pênalti. Como ele segue sendo decisivo depois disso?
Porque ele não desiste. Mesmo em uma tarde apagada, ele continua procurando o jogo, criando oportunidades. Quando Romero descontou, Messi estava lá para empatar e depois assistir o gol da virada.
O que mudou no momento em que Romero marcou?
Foi um ponto de inflexão. O Egito tinha controlado bem a partida até então, mas aquele gol abriu espaço psicológico. A Argentina ganhou confiança e o Egito começou a se defender de forma mais desesperada.
Salah cometeu um erro no final?
Um passe errado que gerou um contra-ataque argentino. Naquele momento, o Egito estava tentando apenas manter a bola e levar para a prorrogação. Um erro em um momento crítico custou caro.
O que essa virada diz sobre o futebol?
Que nada está decidido até o apito final. A Argentina tinha todo motivo para desistir, mas não desistiu. E o Egito, que jogou bem por 70 minutos, aprendeu que manter a vantagem é tão importante quanto conquistá-la.