Argentina e Colômbia lutam pelas últimas vagas nas quartas da Copa

Quando a bola não passa por seus pés, o time exibe um futebol estático
Descrição do dilema ofensivo da Argentina, que depende quase inteiramente de Messi para criar oportunidades.

No momento em que a presença sul-americana na Copa do Mundo pende por um fio, Argentina e Colômbia carregam o peso de um continente inteiro em seus próximos noventa minutos. A campeã em exercício enfrenta o Egito dependendo demais de um único gênio, enquanto a Colômbia invicta busca transformar solidez defensiva em avanço histórico contra a Suíça. O que está em jogo não é apenas uma vaga nas quartas, mas a continuidade de uma identidade futebolística que moldou o esporte por gerações.

  • A Copa do Mundo corre o risco de chegar às semifinais sem nenhuma seleção sul-americana, com seis das oito vagas já ocupadas por equipes europeias e uma africana.
  • A Argentina exibe uma fragilidade estrutural alarmante: sem Messi em estado de graça, o time se torna estático e previsível, com Lautaro e Julián Álvarez ainda longe de seu melhor.
  • A Colômbia chega invicta, mas sua escassez ofensiva — apenas cinco gols em quatro jogos — e o apagamento de Díaz e Suárez acendem um sinal de alerta real.
  • Uma vitória de ambas garantiria um duelo sul-americano em Kansas City no domingo, preservando ao menos uma voz do continente nas fases decisivas.
  • Nos bastidores, a Copa já registrou um precedente sem paralelo: a intervenção direta de Donald Trump junto à Fifa para reverter uma expulsão, episódio que não salvou os anfitriões americanos da eliminação.

Seis das oito vagas nas quartas de final da Copa do Mundo já estão preenchidas — cinco por seleções europeias e uma africana. Nesta terça-feira, Argentina e Colômbia tentam impedir que a América do Sul desapareça completamente do torneio.

A Argentina, campeã em exercício, enfrenta o Egito em Atlanta carregando uma dependência perigosa de Lionel Messi, autor de sete dos onze gols da seleção até aqui — empatado na artilharia com Mbappé e Haaland. Sem ele em evidência, o time se torna previsível. O técnico Scaloni precisa que Lautaro Martínez, com apenas um gol de pênalti, e Julián Álvarez, ainda sem marcar, despertem para que a Argentina possa sonhar com o título em 19 de julho.

A Colômbia chega a Vancouver com três vitórias e um empate, mas preocupa sua timidez ofensiva: cinco gols em quatro jogos. Com Jhon Córdoba lesionado, a responsabilidade recai sobre Luis Suárez e Luis Díaz — ambos muito abaixo do que fizeram em seus clubes na última temporada. A Suíça, por sua vez, busca chegar às quartas pela primeira vez desde 1954, quando sediou o torneio.

Se as duas sul-americanas avançarem, se enfrentarão no domingo em Kansas City, garantindo presença continental nas semifinais. Os demais confrontos das quartas já estão definidos: França x Marrocos, Espanha x Bélgica e Noruega x Inglaterra. A Bélgica chegou até aqui após eliminar os Estados Unidos por 4 a 1, encerrando a participação dos três países anfitriões — EUA, México e Canadá — todos eliminados. O torneio ainda registrou um episódio inédito: Trump telefonou para Infantino para questionar a expulsão de Balogun, e a Fifa suspendeu a punição, permitindo que ele jogasse as oitavas. Mesmo assim, os americanos não avançaram.

Seis das oito seleções que seguem na Copa do Mundo já estão definidas: cinco europeias e uma africana. Nesta terça-feira, Argentina e Colômbia tentarão impedir que o continente sul-americano desapareça completamente da competição, lutando pelas duas vagas restantes nas quartas de final.

A Argentina, campeã em exercício, enfrenta o Egito em Atlanta às 13h. Desde o início do torneio, a seleção carrega um problema estrutural: sua ofensiva depende quase inteiramente de Lionel Messi. Em sua sexta Copa do Mundo, o capitão marcou sete dos onze gols argentinos até agora, empatado na artilharia com Kylian Mbappé e Erling Haaland. Quando a bola não passa por seus pés, o time exibe um futebol estático e previsível, muito distante do dinamismo que o levou ao título no Catar em 2022. O técnico Lionel Scaloni sabe que precisará de seus outros atacantes — Lautaro Martínez, que marcou apenas um gol de pênalti, e Julián Álvarez, ainda sem balançar as redes, possivelmente desconcentrado com questões contratuais — para erguer o troféu novamente no dia 19 de julho.

A Colômbia, por sua vez, chega a seu confronto contra a Suíça em Vancouver com um currículo impressionante: três vitórias e um empate em quatro jogos, sem derrotas. Sob o comando de Néstor Lorenzo, a equipe se consolidou como uma das mais sólidas do torneio. Mas há um problema que preocupa seus torcedores: a dificuldade ofensiva. Em quatro partidas, marcou apenas cinco gols — um número insuficiente para uma seleção que aspira ao título. Com Jhon Córdoba lesionado, Luis Suárez deveria ser o artilheiro principal ao lado de Luis Díaz. Suárez, porém, não correspondeu às expectativas após sua excelente temporada em Portugal, onde marcou 28 gols e deu 9 assistências em 53 partidas. Díaz também não encontrou inspiração: apenas um gol na vitória confortável contra o Uzbequistão (3 a 1), bem longe dos 26 gols que marcou pelo Bayern na última temporada.

O confronto em Vancouver ocorre às 17h (horário de Brasília) e será a última partida das oitavas disputada fora dos Estados Unidos. A Colômbia busca repetir seu melhor desempenho em Copas do Mundo — as quartas de final em 2014, no Brasil — enquanto a Suíça tenta chegar às oito melhores pela primeira vez desde 1954, quando organizou o torneio.

Se Argentina e Colômbia vencerem, enfrentarão uma à outra no próximo domingo em Kansas City, garantindo que pelo menos uma seleção sul-americana chegue às semifinais. Enquanto isso, os outros confrontos das quartas já estão definidos: França contra Marrocos na quinta-feira em Foxborough, Espanha contra Bélgica na sexta em Los Angeles, e Noruega contra Inglaterra no sábado em Miami.

A Bélgica chegou a essas quartas após eliminar os Estados Unidos por 4 a 1, encerrando a participação dos anfitriões. Antes disso, houve um episódio inusitado: o presidente americano Donald Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, questionando a expulsão do atacante Folarin Balogun contra a Bósnia na fase anterior. A entidade suspendeu a aplicação da punição, permitindo que Balogun jogasse as oitavas — uma decisão sem precedentes. Ainda assim, os Estados Unidos não conseguiram avançar. Com sua eliminação, despediram-se os três anfitriões do torneio: além dos americanos, México e Canadá também foram eliminados.

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Inventor

Por que a Argentina carrega essa dependência de Messi se tem outros atacantes de qualidade?

Model

Porque Messi não é apenas um atacante — ele é o criador do jogo. Quando ele não toca na bola, a equipe perde sua principal fonte de criatividade. Martínez e Álvarez são bons, mas não têm a visão de jogo que Messi tem. É um problema estrutural, não de talento.

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A Colômbia parece estar jogando bem, então por que só marcou cinco gols?

Model

Porque estar bem defensivamente não garante gols. Suárez e Díaz chegaram a essa Copa com grande reputação — Díaz marcou 26 gols pelo Bayern — mas não conseguem traduzir isso em campo. Às vezes o futebol é assim: você pode ser sólido e ainda assim não conseguir converter as chances.

Inventor

O que muda se ambas avançarem?

Model

Muda tudo. Se Argentina e Colômbia ganham, uma delas chega às semifinais. Isso significa que a América do Sul não desaparece completamente da Copa. Agora, com seis europeus e um africano já nas quartas, o continente está à beira do colapso.

Inventor

Esse episódio com Trump e Balogun foi realmente inédito?

Model

Totalmente. Um presidente de país ligando para a Fifa para questionar uma decisão arbitral é algo que não se via. Mas mesmo com essa interferência, os Estados Unidos não conseguiram avançar. A Bélgica foi mais forte.

Inventor

Qual é a maior pressão: Argentina ou Colômbia?

Model

Argentina, sem dúvida. É a campeã. Tem Messi. Tem a expectativa de repetir o título. A Colômbia pode jogar mais solta — ela só quer chegar longe. Para a Argentina, é quase obrigação.

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