Nenhum jogador tem a qualidade de Paquetá, mas cada um oferece algo distinto
Na véspera de um duelo eliminatório contra a Noruega, Carlo Ancelotti carregava consigo o peso de uma ausência insubstituível: Lucas Paquetá, afastado por lesão muscular de grau 2, dificilmente voltaria a jogar na Copa. Diante das câmeras em East Rutherford, o técnico italiano não escondeu que nenhum jogador do elenco reproduz exatamente o que Paquetá oferece — mas tampouco revelou quem ocuparia seu lugar. É o momento em que a estratégia se converte em silêncio calculado, e o mistério tático se torna, ele próprio, parte do jogo.
- Paquetá sofreu lesão muscular grau 2 e seu retorno durante o torneio é considerado praticamente impossível, mesmo que o Brasil chegue à final.
- Ancelotti admitiu publicamente que nenhum jogador do elenco possui as mesmas qualidades do meia, expondo uma lacuna real no meio-campo brasileiro.
- Os candidatos à vaga — Danilo, Martinelli, Matheus Cunha e Ederson — oferecem perfis distintos, e a escolha depende do equilíbrio defensivo e ofensivo que o técnico deseja contra a Noruega.
- O treinador detalhou variações táticas possíveis: Vinícius Júnior descendo ao centro-esquerda, Douglas Santos avançando pela lateral, ou Martinelli ocupando a posição de forma mais direta.
- A decisão final permanece em aberto — Ancelotti mantém o suspense e reserva a resposta para o momento em que a escalação for confirmada no MetLife Stadium.
Carlo Ancelotti encerrou o último treino da Seleção Brasileira em East Rutherford, Nova Jersey, com a cabeça já no confronto das oitavas de final contra a Noruega. Na coletiva que se seguiu, a pergunta inevitável chegou: quem substituiria Lucas Paquetá no meio-campo?
O técnico foi honesto. Reconheceu que nenhum jogador do elenco reproduz exatamente o que Paquetá oferece, mas ressaltou que cada candidato traz características próprias. Danilo, Martinelli, Matheus Cunha e Ederson são perfis diferentes entre si — e a escolha dependeria do que a Seleção precisaria ser diante da Noruega.
Taticamente, Ancelotti explicou que buscava alguém capaz de cobrir o lado esquerdo sem a bola, função que Paquetá cumpria com naturalidade. Na fase ofensiva, a ocupação daquele espaço poderia variar: Vinícius Júnior descendo ao centro-esquerda com Douglas Santos avançando pela lateral, ou Martinelli assumindo a posição diretamente.
A ausência de Paquetá foi confirmada por exames que apontaram lesão muscular grau 2. O prognóstico indicava retorno aos treinos com bola entre duas e três semanas — tempo insuficiente para recuperar ritmo e condicionamento para uma partida de alta intensidade, como seria uma eventual final.
A escalação contra a Noruega, portanto, era uma questão de estratégia e leitura do adversário. O vencedor do duelo seguiria para as quartas em Miami, contra o vencedor de Inglaterra e México. Mas antes disso, Ancelotti guardava a resposta para si.
Carlo Ancelotti encerrou o último treino da Seleção Brasileira na manhã de sábado, em East Rutherford, Nova Jersey, com a mente já voltada para o confronto das oitavas de final contra a Noruega. Horas depois, na coletiva de imprensa que antecedia o duelo, o técnico italiano enfrentou a pergunta que todos queriam fazer: quem ocuparia o lugar de Lucas Paquetá no meio-campo.
A resposta de Ancelotti foi cuidadosa e reveladora. Ele reconheceu, sem rodeios, que nenhum jogador no elenco possuía exatamente a qualidade que Paquetá oferecia. Mas isso não significava que não houvesse alternativas. O que havia era uma gama de características diferentes. Danilo não era Gabriel Martinelli. Martinelli não era Matheus Cunha. Cunha não era Ederson. Cada um trazia algo distinto para a equipe, e a escolha dependeria não apenas do jogador em si, mas de como a Seleção precisaria se comportar diante da Noruega.
Ancelotti detalhou seu raciocínio tático. No aspecto defensivo, procurava alguém capaz de cobrir o lado esquerdo quando o Brasil não tivesse a posse de bola — algo que Paquetá fazia naturalmente. Tanto Martinelli quanto Danilo poderiam cumprir essa função. Já na fase ofensiva, a ocupação da posição de centro-esquerda era mais fluida. Às vezes Vinícius Júnior poderia descer para essa zona, com Douglas Santos avançando pela lateral. Outras vezes, seria Martinelli. A interpretação do espaço mudaria conforme as características de quem estivesse em campo.
Mas por que Paquetá não estaria disponível? Os exames de imagem realizados pela Confederação Brasileira de Futebol, seguidos de novas avaliações da comissão técnica na quarta-feira anterior, revelaram uma lesão muscular de grau 2. A perspectiva de seu retorno durante o torneio era considerada remota, mesmo que o Brasil avançasse até a final. O prognóstico mais provável apontava para um retorno aos trabalhos com bola entre duas e três semanas. Mas mesmo nesse prazo, a tendência era que Paquetá não tivesse tempo suficiente para recuperar o condicionamento físico e o ritmo de jogo necessários para disputar uma partida de alta intensidade — como seria uma eventual final de Copa do Mundo.
A decisão sobre quem entraria em campo contra a Noruega, portanto, não era apenas uma questão de preferência. Era uma questão de estratégia, de leitura do adversário, de como Ancelotti imaginava que o Brasil precisaria se comportar naquele domingo no MetLife Stadium. O vencedor daquele confronto seguiria para as quartas de final em Miami, onde enfrentaria o vencedor do duelo entre Inglaterra e México. Mas antes disso, havia um mistério a ser desvendado — e Ancelotti, por enquanto, mantinha a resposta para si.
Citas Notables
Não temos no elenco jogador com a qualidade de Paquetá, temos que substituir por outro jogador, nesse aspecto temos diferentes características— Carlo Ancelotti
A nível defensivo um jogador que pode defender do lado esquerdo como fez Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto Martinelli e Danilo podem fazer— Carlo Ancelotti
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Por que Ancelotti não simplesmente nomeou o substituto de Paquetá na coletiva?
Porque a escolha não é óbvia. Cada candidato resolve um problema diferente. Revelar a escalação antecipadamente daria à Noruega tempo para se preparar especificamente contra aquele jogador.
Mas Paquetá é realmente insubstituível?
Ancelotti foi honesto: nenhum jogador no elenco tem exatamente a mesma qualidade. Mas isso não significa que não haja soluções. Significa que a solução será diferente — talvez mais defensiva com Danilo, talvez mais ofensiva com Martinelli.
A lesão de Paquetá é tão grave assim?
É uma lesão muscular de grau 2. Mesmo que o Brasil chegasse à final, ele não teria tempo de recuperar o condicionamento físico necessário. Não é uma questão de semanas — é uma questão de ritmo de jogo que não se recupera rapidamente.
Então Ancelotti já sabia que Paquetá não voltaria?
Sim. Os exames foram feitos na quarta-feira. Ele já tinha essa informação quando entrou na coletiva. O mistério não era se Paquetá jogaria — era quem o substituiria.
E como isso muda a forma como o Brasil joga?
Muda tudo. Paquetá era versátil — defendia, atacava, criava. Seu substituto será mais especializado. A equipe terá que se reorganizar taticamente em torno dessa escolha.