Alunos passam mal após atividade punitiva em escola de Cachoeiro; prefeitura apura caso

Alunos sofreram crises de ansiedade, choro e vômito durante atividade punitiva; uma criança com histórico de trauma relacionado a suicídio foi especialmente afetada pela linguagem utilizada pelo professor.
Essa palavra é muito forte, e ainda usada com punição
A mãe de uma criança traumatizada por suicídio paterno explica por que o termo usado pelo professor ativou gatilhos emocionais profundos.

Em Cachoeiro de Itapemirim, uma punição escolar por dever de casa não feito transformou-se em crise coletiva quando um professor de Educação Física obrigou crianças do quarto ano a correr dez voltas na quadra, chamando o exercício de 'treino suicídio'. Para um menino de nove anos que perdeu o pai ao suicídio, a palavra não era apenas imprudente — era uma ferida reaberta. O episódio nos lembra que a sala de aula carrega histórias que o educador nem sempre vê, e que a autoridade exercida sem cuidado pode causar danos que vão muito além do corpo.

  • Crianças do 4º ano choraram, vomitaram e entraram em crise emocional após serem forçadas a correr como castigo por não terem feito o dever de casa.
  • O professor nomeou a atividade punitiva de 'treino suicídio', uma escolha de palavras que ativou gatilhos traumáticos em um menino cujo pai tirou a própria vida quando ele tinha apenas um ano.
  • A mãe da criança recebeu um vídeo do filho em lágrimas, com dor no peito, e rapidamente descobriu que outras crianças também estavam sofrendo física e emocionalmente.
  • A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim foi notificada ainda na terça-feira e abriu procedimento administrativo formal para apurar responsabilidades e aplicar sanções se irregularidades forem confirmadas.
  • O caso expõe a tensão entre disciplina escolar e proteção emocional dos alunos, questionando até onde vai a responsabilidade do educador diante do histórico de vida de cada criança.

Na terça-feira 22 de abril, alunos do quarto ano da escola municipal Valdy Freitas, em Cachoeiro de Itapemirim, foram punidos por não terem feito o dever de casa com uma tarefa incomum: dez voltas correndo na quadra. O professor de Educação Física chamou o exercício de 'treino suicídio'. O que se seguiu foi uma cena de angústia coletiva — crianças chorando, algumas vomitando, e pelo menos um menino de nove anos em crise de ansiedade.

Para esse menino, a palavra escolhida pelo professor não era apenas inadequada. Ele sofre de ansiedade desde o primeiro ano de vida, quando perdeu o pai ao suicídio. Sua mãe, que pediu para não ser identificada, recebeu um vídeo mostrando o filho em lágrimas e com dor no peito. Ao entender o que havia acontecido, ela percebeu que a linguagem usada havia reativado um trauma profundo. 'Essa palavra é muito forte, e ainda usada com punição, acabou ativando os gatilhos emocionais nele', explicou.

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim foi informada ainda na manhã da terça-feira e encaminhou o caso à Secretaria Municipal de Educação. Em nota, a administração condenou práticas punitivas que afetem a dignidade dos estudantes e confirmou a abertura de procedimento administrativo para investigar o ocorrido. Caso irregularidades sejam comprovadas, sanções serão aplicadas conforme o Código dos Agentes Públicos Municipais.

Enquanto a apuração avança, a mãe do menino acompanha de perto a saúde mental do filho e aguarda as consequências para o professor. O episódio levanta uma questão que vai além da punição em si: o quanto os educadores conhecem — e respeitam — as histórias silenciosas que cada criança carrega consigo até a escola.

Na terça-feira 22 de abril, alunos do quarto ano da escola municipal Valdy Freitas, no bairro Paraíso de Cachoeiro de Itapemirim, foram obrigados a correr dez voltas na quadra da unidade como castigo por não terem feito o dever de casa. O que começou como uma atividade punitiva terminou com crianças chorando, algumas vomitando, e pelo menos um menino de nove anos em crise de ansiedade.

O professor de Educação Física chamou o exercício de "treino suicídio" — uma escolha de palavras que se revelaria devastadora para uma criança específica. A mãe do menino, que pediu para não ser identificada, recebeu um vídeo mostrando seu filho em lágrimas, reclamando de dor no peito. Quando ela o questionou, ele explicou que havia sido forçado a correr na quadra como punição. Ela logo soube que outras crianças também estavam sofrendo: chorando, vomitando, em evidente angústia física e emocional.

O que tornou o caso particularmente grave foi o histórico do menino. Ele sofre de ansiedade há oito anos — desde que seu pai cometeu suicídio quando ele tinha apenas um ano de idade. A mãe explicou que a palavra "suicídio", usada casualmente pelo professor para nomear um exercício de castigo, ativou gatilhos emocionais profundos na criança. "Essa palavra é muito forte, e ainda usada com punição, acabou ativando os gatilhos emocionais nele", disse ela.

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim tomou conhecimento do caso às 10h40 da terça-feira e imediatamente encaminhou a denúncia à Secretaria Municipal de Educação. Em nota oficial, a administração municipal deixou claro que não compactua com práticas punitivas e condenou com veemência qualquer conduta que afete a dignidade e o bem-estar dos estudantes. A Gerência de Gestão Escolar solicitou esclarecimentos formais à direção da escola sobre o ocorrido.

A prefeitura informou que procedimentos legais e administrativos estão em andamento. Uma apuração formal foi aberta para investigar responsabilidades e, caso irregularidades sejam confirmadas, aplicar as sanções previstas. A administração reforçou que a conduta atribuída ao professor não condiz com os princípios do Código dos Agentes Públicos Municipais nem com as diretrizes educacionais que orientam a rede municipal, que busca um ambiente escolar saudável, inclusivo e pautado no respeito mútuo.

O caso levanta questões sobre os limites da disciplina escolar e a responsabilidade dos educadores em conhecer o histórico emocional de seus alunos. Uma criança traumatizada por perda relacionada a suicídio foi exposta a uma linguagem que replicava esse trauma, tudo em nome de uma punição por dever de casa não feito. Enquanto a prefeitura conduz sua investigação, a mãe do menino segue acompanhando a saúde mental de seu filho e aguardando as consequências administrativas para o professor envolvido.

Nesse dia, eu recebi o vídeo, quando eu abri, percebi que ele estava em uma crise de ansiedade. Ele contou que foi a punição que o professor deu.
— Mãe do aluno
A Prefeitura não compactua com práticas pedagógicas punitivas e condena com veemência qualquer conduta que afronte a dignidade e o bem-estar dos estudantes.
— Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que uma atividade de educação física virou punição por dever de casa não feito?

Model

Porque o professor decidiu que correr era a consequência apropriada para desobediência. Dez voltas na quadra, repetidas, até o ponto em que as crianças começaram a vomitar. Não era exercício — era castigo.

Inventor

E por que o termo "treino suicídio" importa tanto aqui?

Model

Porque palavras não são neutras, especialmente para uma criança que perdeu o pai dessa forma aos um ano de idade. Oito anos de tratamento para ansiedade, e de repente um adulto em posição de autoridade usa a palavra que representa seu maior trauma como nome para uma punição física. Ativa tudo de novo.

Inventor

As outras crianças também sofreram, não apenas essa?

Model

Sim. Todas choraram. Algumas vomitaram. Mas para a maioria, provavelmente passa. Para esse menino, é diferente. Seu corpo reconheceu a ameaça antes de sua mente conseguir processar.

Inventor

A escola sabia do histórico dele?

Model

A fonte não diz. Mas mesmo que não soubesse, o problema permanece: um professor chamou um exercício de "treino suicídio" como punição. Isso é reckless independentemente de quem está ouvindo.

Inventor

O que acontece agora com o professor?

Model

Apuração administrativa. A prefeitura abriu procedimento formal. Se irregularidade for confirmada, sanções serão aplicadas. Mas o dano já foi feito — para essa criança, para as outras, para a confiança das famílias na escola.

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