Aids 2026: maior conferência mundial sobre HIV acontece no Rio em julho

Trazer a Aids 2026 para o Rio é reconhecer que a América Latina tem expertise
A conferência marca a primeira vez que o maior encontro mundial sobre HIV acontece na América do Sul.

Pela primeira vez em solo sul-americano, o Rio de Janeiro receberá a maior conferência mundial sobre HIV e Aids, reunindo cientistas, lideranças da OMS e representantes da sociedade civil entre 26 e 31 de julho de 2026. A Aids 2026 chega sob o tema 'Repensar, Reconstruir e Ascender', num momento em que o Brasil apresenta avanços concretos — como a eliminação da transmissão vertical do HIV e a queda de 13% nas mortes pela doença — e reafirma seu papel na resposta global a uma epidemia que ainda atravessa fronteiras e gerações.

  • O evento marca um giro histórico: pela primeira vez, a conferência mais importante do mundo sobre Aids acontece na América do Sul, sinalizando um deslocamento do protagonismo científico e político para o hemisfério sul.
  • A tensão de fundo é real — cortes de financiamento internacional ameaçam os avanços conquistados, e o relatório do Unaids a ser lançado durante o evento promete expor as fragilidades da resposta global.
  • O Brasil chega ao encontro com credenciais: a eliminação da transmissão vertical do HIV e a redução de 13% nas mortes por aids são conquistas que o país levará à mesa como argumento por mais acesso, ciência e direitos.
  • A conferência aposta num formato híbrido e numa abertura à cidade — com a Global Village e uma obra digital nas ruas do Rio — para romper a bolha técnica e levar o debate sobre HIV ao cotidiano urbano.
  • Cooperação internacional, sessões sobre tuberculose, hepatites e ISTs, e a retomada do diálogo entre países lusófonos ampliam o escopo do evento para além do HIV, desenhando uma agenda de saúde global integrada.

O Rio de Janeiro será, entre 26 e 31 de julho de 2026, o centro do debate mundial sobre HIV e Aids. A Aids 2026 — 26ª edição da maior conferência global sobre o tema, organizada pela Sociedade Internacional de Aids — acontece pela primeira vez em solo sul-americano, em formato híbrido que combina participação presencial no Riocentro com acesso virtual para pesquisadores e representantes da sociedade civil de todo o mundo. A pesquisadora da Fiocruz Beatriz Grinsztejn preside o evento, que tem apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz e da Prefeitura do Rio.

O tema escolhido — 'Repensar, Reconstruir e Ascender' — traduz a ambição do encontro: ir além das sessões técnicas e propor novos caminhos para a prevenção, o tratamento e a conscientização. Além das discussões científicas restritas aos inscritos, a conferência abrirá espaço para o público geral por meio da Global Village, com workshops e apresentações culturais que tornam o evento permeável à cidade. Nas ruas do Rio, uma obra digital do artista Guerreiro do Divino Amor — criada em parceria entre a Fiocruz e o Museu de Arte Moderna — levará o debate sobre Aids para os mobiliários urbanos da capital.

A agenda inclui reuniões bilaterais entre países, sessões de alto nível sobre tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis, e a retomada da cooperação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Um dos momentos mais aguardados será o lançamento do Relatório Global sobre Aids do Unaids, que trará dados atualizados sobre o progresso das metas globais e os impactos dos cortes de financiamento na resposta à epidemia.

O Brasil chega ao evento com resultados para apresentar: a eliminação da transmissão vertical do HIV — da mãe para o bebê — e uma queda de 13% no número de mortes por aids reforçam o protagonismo brasileiro na defesa do acesso universal à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento. Pesquisadores da Fiocruz integrarão sessões sobre prevenção, cura e acesso a medicamentos, consolidando a presença científica do país num encontro que transforma o Rio, por uma semana, no epicentro global da luta contra uma epidemia que ainda não terminou.

O Rio de Janeiro será palco, entre 26 e 31 de julho, da maior conferência mundial dedicada ao HIV e à Aids — um encontro que marca a primeira vez que o evento acontece em solo sul-americano. A Aids 2026 funcionará em formato híbrido, permitindo que pesquisadores, cientistas e representantes da sociedade civil participem tanto presencialmente quanto por via virtual, reunindo lideranças da Organização Mundial da Saúde e especialistas de todo o mundo para discutir os caminhos da prevenção, do tratamento e da conscientização.

Organizada pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), a conferência chega em sua 26ª edição sob o tema "Repensar, Reconstruir e Ascender", com a pesquisadora da Fiocruz Beatriz Grinsztejn na presidência. O evento conta com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, da Prefeitura do Rio de Janeiro e de organizações da sociedade civil. Além das sessões científicas restritas aos inscritos, haverá uma área de acesso livre chamada Global Village, onde o público poderá participar de workshops e apresentações culturais, tornando a conferência permeável à cidade.

A programação vai além das discussões técnicas. Estão previstos encontros de cooperação internacional, reuniões bilaterais entre países e sessões de alto nível focadas não apenas no HIV, mas também nas infecções sexualmente transmissíveis, na tuberculose e nas hepatites virais. Um dos destaques será a retomada da cooperação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, além de um evento de alto nível em alusão ao Dia Mundial das Hepatites Virais, promovido pelo Brasil em parceria com a OMS e a Opas. A Fundação Oswaldo Cruz participará ativamente, com pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos e do Instituto de Tecnologia em Fármacos apresentando trabalhos e integrando sessões sobre prevenção, cura e acesso a tratamento.

A mobilização cultural também marca presença. A Fiocruz e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro desenvolveram uma parceria inédita: o artista Guerreiro do Divino Amor está criando uma obra digital comissionada especialmente para a conferência, que será exibida em diversos mobiliários urbanos da cidade, levando a discussão sobre HIV e Aids para as ruas do Rio.

Entre as agendas paralelas, destaca-se o lançamento do Relatório Global sobre Aids do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), que apresentará dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes de financiamento na resposta à epidemia. O Brasil, por sua vez, apresentará suas experiências recentes na resposta ao HIV e na eliminação das hepatites virais. Entre os avanços a serem destacados estão a eliminação da transmissão vertical do HIV — da mãe para o bebê — e uma queda de 13% no número de óbitos por aids. Esses números reforçam o protagonismo brasileiro na promoção do acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento, na defesa da ciência e dos direitos humanos.

As inscrições para a conferência estão abertas no site oficial, com possibilidade de participação presencial ou virtual. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Riocentro, transformando a cidade em um espaço de encontro global para repensar as estratégias de combate à epidemia que ainda marca presença em todo o mundo.

O Brasil reforça seu protagonismo na promoção do acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento, na defesa da ciência e dos direitos humanos
— Ministério da Saúde
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que é significativo que essa conferência aconteça pela primeira vez na América do Sul?

Model

Porque desloca o centro da conversa global. Durante décadas, essas discussões aconteceram na Europa, na América do Norte. Trazer a Aids 2026 para o Rio é reconhecer que a América Latina tem expertise, tem dados, tem histórias que precisam estar no centro da mesa.

Inventor

O Brasil tem algo específico a mostrar neste momento?

Model

Sim. A eliminação da transmissão vertical do HIV é um marco — significa que mães com HIV podem ter filhos sem passar o vírus. E uma queda de 13% em óbitos por aids em um contexto de cortes de financiamento global é notável. Mostra que é possível avançar mesmo em condições difíceis.

Inventor

Por que o formato híbrido importa?

Model

Porque democratiza o acesso. Nem todo pesquisador tem recursos para viajar ao Rio. Nem toda organização da sociedade civil consegue enviar representantes. O virtual permite que a conversa seja mais inclusiva, que vozes de lugares remotos participem.

Inventor

A parceria com o MAM Rio e a obra de arte — isso não é apenas decorativo?

Model

Não. Leva a discussão para fora do auditório. Uma obra digital em mobiliários urbanos força a cidade a olhar para o HIV, para a Aids, para a conferência. Torna visível algo que muitas vezes fica invisível.

Inventor

O que está em jogo nesta conferência?

Model

O financiamento global da resposta à Aids está encolhendo. O Relatório da Unaids vai mostrar isso. Então a conferência é também um espaço para convencer o mundo de que ainda precisamos investir, que o trabalho não terminou.

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