Fazemos questão de ir além do que a legislação exige
Quando mais de 300 animais se preparam para habitar temporariamente o coração de uma feira agropecuária em Criciúma, a questão do cuidado torna-se tão central quanto a do espetáculo. A 15ª edição da AgroPonte, prevista para agosto de 2026, ergue um protocolo sanitário em camadas — das fazendas de origem até o último dia de exposição — que ultrapassa as exigências legais e coloca o bem-estar animal como condição, não como detalhe. É a lembrança de que toda celebração da terra carrega também uma responsabilidade silenciosa para com os seres que a habitam.
- Mais de 300 animais de espécies diversas precisam cumprir uma cadeia rigorosa de exames, vacinas e documentos antes mesmo de deixar suas propriedades de origem.
- A chegada antecipada em 48 horas isola o desembarque do burburinho público, criando uma janela controlada de adaptação que reduz o estresse do rebanho.
- A presença contínua da Cidasc e de uma equipe veterinária de plantão durante os cinco dias do evento garante resposta imediata a qualquer alteração clínica — inclusive com retirada do animal da exposição, se necessário.
- Os protocolos excedem a legislação vigente: bovinos precisam de resultados negativos para brucelose e tuberculose, equinos de comprovação vacinal contra influenza, e cada espécie segue exigências próprias definidas pela defesa sanitária.
- A preparação começa nas fazendas, onde os animais são familiarizados com o manejo e o movimento de pessoas, antecipando o ambiente agitado da feira e protegendo seu equilíbrio durante a exposição.
A 15ª edição da AgroPonte abre em agosto, em Criciúma, mas os preparativos já estão em curso — e começam muito antes da chegada do público. Mais de 300 animais, entre bovinos, equinos, ovinos, caprinos, coelhos, abelhas sem ferrão e os bichos da Fazendinha, precisarão percorrer um caminho rigoroso de verificações sanitárias antes de ocupar o Pavilhão José Ijair Conti.
O protocolo funciona em camadas. Nas propriedades rurais, cada animal deve reunir exames laboratoriais, atestados veterinários, comprovantes de vacinação e a Guia de Trânsito Animal. Ao chegar ao parque, passa por nova inspeção clínica conduzida pela equipe técnica da feira em conjunto com a Cidasc. Bovinos precisam apresentar resultados negativos para brucelose e tuberculose e estar livres de carrapatos e papilomas. Equinos devem comprovar vacinação contra influenza. As demais espécies seguem exigências próprias.
Diego Heinzen, médico-veterinário e responsável técnico da AgroPonte, é direto: a legislação serve de roteiro, mas a organização faz questão de ir além. O objetivo é duplo — proteger os animais e oferecer segurança a expositores e visitantes. A chegada antecipada em até 48 horas antes da abertura permite que o desembarque e a acomodação aconteçam em ambiente controlado, longe da movimentação do evento. As estruturas passam por revisão completa antes que qualquer animal ocupe as baias.
Há ainda um trabalho de preparação que começa nas fazendas: os animais são adaptados ao manejo e à presença de pessoas, reduzindo o estresse ao longo dos cinco dias de exposição. Durante toda a feira, uma equipe de veterinários, profissionais de apoio, estudantes e segurança permanecerá de plantão. Qualquer alteração clínica recebe atendimento imediato — e, se necessário, o animal é retirado da exposição. O evento acontece de 12 a 16 de agosto.
A 15ª edição da AgroPonte está a pouco mais de um mês de abrir suas portas, e os preparativos já ocupam cada detalhe da operação. Mais de 300 animais — bovinos, equinos, ovinos, caprinos, coelhos, abelhas sem ferrão e os bichos da Fazendinha — precisarão passar por uma série de verificações antes de chegar ao Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. O trabalho começa nas propriedades rurais e segue até o último dia do evento, em agosto.
O protocolo sanitário funciona em camadas. Nas fazendas, cada animal precisa de exames laboratoriais, atestados veterinários, comprovantes de vacinação e a Guia de Trânsito Animal — a GTA, documento que autoriza o deslocamento. Quando chegam ao parque, passam por uma nova inspeção clínica realizada pela equipe técnica da feira e acompanhada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, a Cidasc. Não é apenas uma verificação de rotina. É um processo pensado para garantir que nada saia do controle.
Diego Heinzen, médico-veterinário e responsável técnico da AgroPonte, deixa claro que a organização não se contenta em apenas cumprir a lei. "A legislação serve como um roteiro para nós, mas fazemos questão de ir além do que ela exige," diz. O objetivo é duplo: proteger a saúde dos animais e oferecer segurança aos expositores e ao público. A presença da Cidasc durante todo o evento é bem-vinda, segundo ele — quanto mais acompanhamento, melhor.
Uma das medidas mais práticas é antecipar a chegada dos animais em até 48 horas antes da abertura. Isso significa que o desembarque e a acomodação acontecem longe dos olhos do público, em um ambiente controlado. Antes que os animais ocupem as baias, as estruturas passam por uma revisão completa para eliminar riscos de acidentes. Cada espécie segue exigências diferentes. Bovinos, por exemplo, precisam de exames negativos para brucelose e tuberculose, além de estar livres de carrapatos e papilomas. Equinos devem comprovar vacinação contra influenza. As demais espécies seguem protocolos específicos definidos pela defesa sanitária animal.
Há também um trabalho de preparação que começa antes da feira. Os animais são adaptados nas propriedades para se acostumarem ao manejo, à movimentação de pessoas e ao ambiente de um evento agropecuário. Essa familiarização reduz o estresse durante os cinco dias de exposição — um detalhe que faz diferença no bem-estar do rebanho.
Durante toda a AgroPonte, uma equipe permanecerá de plantão: médicos-veterinários, profissionais de apoio, estudantes e segurança. Se algum animal apresentar qualquer alteração clínica, receberá atendimento imediato. Se necessário, será impedido de permanecer na exposição. O evento está marcado para os dias 12 a 16 de agosto, e a expectativa é que tudo transcorra com segurança — para os expositores, para os animais e para os visitantes que devem chegar em grande número.
Citas Notables
A legislação serve como um roteiro para nós, mas fazemos questão de ir além do que ela exige— Diego Heinzen, médico-veterinário e responsável técnico da AgroPonte
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que antecipar a chegada dos animais em 48 horas? Não seria mais simples deixá-los chegar no dia da abertura?
O desembarque é um momento delicado. Quando você faz isso longe do público, sem o caos da abertura, reduz o estresse dos animais e permite que a equipe trabalhe com calma. Além disso, dá tempo para qualquer problema ser detectado antes que o evento comece.
E quanto aos exames? Bovinos precisam de testes para brucelose e tuberculose, mas por quê especificamente essas doenças?
São doenças que podem se espalhar rapidamente em um ambiente com muitos animais juntos. A brucelose e a tuberculose são contagiosas e afetam a saúde do rebanho. Se uma vaca infectada chegar à feira, pode contaminar outras. Por isso a exigência é rigorosa.
Diego Heinzen diz que a organização vai além da legislação. O que isso significa na prática?
Significa que não é só cumprir o mínimo exigido por lei. Eles revisam as estruturas, mantêm uma equipe veterinária de plantão o tempo todo, e estão dispostos a tirar um animal da exposição se algo der errado. É um compromisso com a segurança que vai além da obrigação legal.
Como os animais lidam com o estresse de estar em um evento com tanta gente?
Eles são preparados nas propriedades antes de vir. Se um animal nunca viu movimento de pessoas ou foi manejado de certa forma, chega aqui assustado. Mas se foi acostumado gradualmente, consegue lidar melhor. É como treinar alguém para uma situação nova.
E se algo der errado durante a feira? Um animal fica doente?
Tem veterinário de plantão. O animal recebe atendimento imediato. Se for algo grave, é retirado da exposição. Não é deixado lá sofrendo para manter a aparência da feira.