Acordo de paz entre EUA e Irã pode ser finalizado em 24 horas, diz premiê do Paquistão

Guerra iniciada em 28 de fevereiro paralisou embarques de petróleo e gás, elevando preços de combustíveis e alimentos globalmente, afetando populações civis em toda a região.
A paz está mais próxima do que nunca, mas o Líbano ainda queima
Enquanto negociadores anunciam acordo iminente, combates continuam no sul do Líbano e Israel recusa cessar-fogo.

Acordo deve ser finalizado em até 24 horas, segundo Shehbaz Sharif, com assinatura eletrônica seguida de negociações técnicas na próxima semana. Termos nucleares serão definidos em 60 dias após assinatura, incluindo destruição de urânio enriquecido e reabertura do Estreito de Ormuz.

  • Acordo pode ser finalizado em até 24 horas, segundo premiê do Paquistão
  • Termos nucleares serão definidos em 60 dias após assinatura
  • Guerra iniciada em 28 de fevereiro paralisou embarques de petróleo e gás do Golfo Pérsico
  • Acordo inclui reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções iranianas
  • Combates continuam no Líbano, onde Israel recusa retirada

Premiê do Paquistão afirma que acordo histórico entre EUA e Irã para encerrar guerra no Oriente Médio está mais próximo do que nunca, com possível assinatura em até 24 horas. Negociações incluem questões nucleares, reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou no sábado que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã poderia estar finalizado em menos de um dia. Segundo suas declarações, o entendimento destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio estava mais próximo da conclusão do que em qualquer outro momento das negociações. O Paquistão, que desempenhou papel central nas conversas, já se preparava para a assinatura eletrônica do pacto, com negociações técnicas previstas para a semana seguinte. Sharif expressou confiança de que o acordo histórico estabeleceria as bases para uma paz duradoura na região.

O anúncio chega em momento de extrema tensão. Apenas dias antes, o Irã e os Estados Unidos trocaram ataques diretos durante três dias consecutivos, levantando o risco de uma escalada em larga escala. O Comando Central americano informou ter interceptado diversos drones de ataque iranianos direcionados a navios comerciais no Estreito de Ormuz. A guerra que começou em 28 de fevereiro, iniciada pelos EUA e Israel, já havia paralisado praticamente todo o transporte de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico. Um cessar-fogo frágil permanecia em vigor desde 7 de abril.

O programa nuclear iraniano permanece como questão central nas negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os detalhes técnicos sobre o programa seriam finalizados nos 60 dias seguintes à assinatura inicial, com possibilidade de prorrogação. Um alto funcionário americano, falando sob anonimato, revelou que o acordo iniciaria o processo de destruição ou remoção do urânio altamente enriquecido de Teerã. Os EUA e Israel argumentam que o programa nuclear iraniano representa risco de desenvolvimento de armas atômicas, enquanto o Irã insiste que seus esforços nucleares têm exclusivamente fins pacíficos. O funcionário americano indicou que os 60 dias seriam usados para definir os detalhes técnicos da remoção, embora não tenha especificado quem seria responsável pela operação ou onde exatamente o urânio enriquecido está armazenado nas três instalações nucleares que sofreram ataques americanos no ano anterior.

A reabertura do Estreito de Ormuz constitui outro pilar do acordo em negociação. A via marítima vital para o transporte de energia foi bloqueada durante a guerra, prejudicando o abastecimento global e elevando significativamente os preços de combustíveis, alimentos e outros itens essenciais muito além da região. O acordo prevê a suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos. Araghchi indicou que o Irã deseja cobrar dos navios por serviços prestados ao transitarem pelo Estreito, um sistema de pedágio que o país implementou durante a guerra e que os EUA e outras nações consideram violação do direito internacional.

Três autoridades regionais, falando sob condição de anonimato devido à sensibilidade das conversas, confirmaram que o acordo também incluiria suspensão gradual das sanções contra o Irã e liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. Essas mesmas fontes esperavam que a cerimônia de assinatura ocorresse nos dias seguintes, após aprovação pelas autoridades em Washington e Teerã.

Contudo, a situação no Líbano permanece como fator de incerteza. O Irã insistiu desde o início que qualquer acordo deve incluir também um cessar-fogo no Líbano, onde Israel tem combatido o Hezbollah, milícia aliada de Teerã. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alertou na sexta-feira que seu país poderia agir de forma independente em relação ao Irã e que não se retiraria das áreas que ocupa no Líbano, na Síria e em Gaza, nem dos campos de refugiados no norte da Cisjordânia. Os combates continuaram no sul do Líbano no sábado, sugerindo que a resolução do conflito regional permanece longe de ser completa.

É importante notar que promessas anteriores de avanços iminentes nas negociações não se concretizaram. O otimismo atual, embora apoiado por fontes envolvidas nas conversas, ainda enfrenta obstáculos significativos. A questão do Líbano e a disposição de Israel em manter suas posições militares em múltiplos territórios sugerem que mesmo um acordo entre EUA e Irã pode deixar a região ainda profundamente dividida e instável.

Estamos confiantes de que este acordo de paz histórico formará uma base sólida para uma paz duradoura
— Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão
Israel ainda poderia agir de forma independente em relação ao Irã e não deixará as áreas que ocupa no Líbano, na Síria e em Gaza
— Israel Katz, ministro da Defesa de Israel
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o Paquistão tem tanta influência nessas negociações? Parece um ator improvável.

Model

O Paquistão tem relações históricas com ambos os lados e funciona como intermediário confiável. Sua localização geográfica e sua capacidade de manter canais abertos com Teerã e Washington o tornaram essencial.

Inventor

Se o acordo é tão iminente, por que ainda há combates no Líbano?

Model

Porque o Irã quer um cessar-fogo no Líbano incluído no acordo, mas Israel recusa. Isso cria um impasse que pode descarrilar tudo nos últimos momentos.

Inventor

O que acontece com todo aquele urânio enriquecido? Quem o remove?

Model

Ninguém sabe ainda. Os americanos dizem que será removido, mas não especificaram como ou quem faz isso. Esse é exatamente o tipo de detalhe que pode explodir em 60 dias.

Inventor

E o Estreito de Ormuz? Como cobrar pedágio funciona legalmente?

Model

Não funciona, segundo o direito internacional. Mas o Irã quer fazer isso de qualquer forma. O acordo pode permitir isso como concessão política, mesmo que seja tecnicamente ilegal.

Inventor

Quantas vezes prometeram paz antes e falharam?

Model

Muitas. Por isso o otimismo agora é cauteloso. Ninguém quer comemorar até ver a caneta assinando.

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